Caldos japoneses com macarrão lamen ou udon e suas deliciosas variações são sinônimos perfeitos de “confort food”. Veja aqui uma seleção de 8 japas que prometem te embalar nas noites mais frias, sem gastar muito.

A lista começa com as preciosas dicas de ‘ramen’ (como dizem os japoneses) do amigo Edgard Kanamaru, que tem feito incursões pelas casas especializadas na Liberdade. Na sequência, entram as versões de ‘udon’ que o Braun Café recomenda na região Paulista-Paraíso. Bora lá!

Aska

Missô Tonkotsu (caldo a base de porco) do Aska, com o acréscimo de tyashu

Missô Tonkotsu (caldo a base de porco) do Aska, com o acréscimo de tyashu

“Entre as casas que só servem lamen, na minha humilde opinião de comilão, o Aska é uma das melhores”, diz Edgard. Apesar dos avisos de não ficar fazendo hora na mesa e de não aceitar plástico, só dinheiro, e de ter esperas consideráveis, a casa vale a visita não só pelo lamen, que é muito bom e honesto.

Porção de guiosa do Aska com molho de óleo de gergelim e pimenta

Porção de guiosa do Aska com molho de óleo de gergelim e pimenta

O guiosa da casa, recheado com carne de porco e cebola na chapa, é abafado, o que faz com que a parte de baixo do pastelzinho fique com uma cor dourada e seu topo cozido no vapor. Uma refeição com lamen e guiosa custa menos de R$ 30 (lamen por R$ 17 a R$ 19 e guiosa por R$ 10). E por R$ 2 é possível pedir o kaedama que nada mais é do que um extra de macarrão para aproveitar o caldo da tigela.

Lamen Kazu

Misso tyashu do Lamen Kazu: massa servida em caldo à base de carnes e misso e fatias de lombo de porco

‘Misso tyashu’ do Lamen Kazu: massa servida em caldo à base de carnes e misso e fatias de lombo de porco

Só lamen, sem preconceito. O Lamen Kazu oferece uns 14 tipos de lamen. O que provei foi um misso tyashu, que consiste em uma massa servida com um caldo à base de carnes e misso (pasta de arroz e soja fermentada com sal) com o acréscimo de fatias de lombo de porco (tyashu). O pedido sai pouco mais que R$ 30 já com os 10% do serviço. Nos dias frios, a casa costuma ficar cheia e com longas filas de espera.

Porque Sim

Porque Sim tem 'misso lamen com tyashu' por R$ 22 e salas de karaokê

Porque Sim tem ‘misso lamen com tyashu’ por R$ 22 e salas de karaokê

O Porque Sim se intitula uma casa de lamen, mas serve outros pratos da culinária japa a preços camaradas. O misso lamen com tyashu (fatias de carne de porco cozidas no shoyu) sai por R$ 22 e não cobram 10% de serviço. O local também ficou famoso pelas salas de karaokê no andar superior. Duas ótimas pedidas.

Pub Key

Lamen do Pub Key também está no teishoku, no almoço executivo

Misso lamen ‘ao dente’ do Pub Key também está no teishoku, no almoço

Este restaurante tem um bom indicativo: é frequentado por muitos japas que trabalham na região da Av. Paulista. Serve vários pratos da culinária japonesa em formato de teishoku no almoço. Na foto acima está um misso lamen (mais ‘ao dente’) com acréscimo de tyashu. Este lamen não é dos mais baratos e saiu por uns R$ 40, no jantar.  Já no almoço, o teishoku, que é composto por lamen e mais alguns complementos, não sai por mais de R$ 35. A casa não cobra 10% de serviço.

Ramen-Ya

Lamen com caldo de porco apimentado com bacon, do novato Ramen-Ya

Lamen com caldo de porco apimentado com bacon, do novato Ramen-Ya

Esta é a novata das casas de macarrão com caldo fumegante. Lá encontrei este lamen inusitado com bacon e caldo apimentado que achei incrível. O bacon é cozido no caldo a base de porco, o que deixa um toque defumado no caldo. A casa, por ser nova no pedaço, não tem filas e seu atendimento é diferente. Você faz o pedido na entrada, paga em dinheiro (não aceitam cartões) e espera o seu lamen ficar pronto, o que é rápido, dependendo da sua fome. O lamen da foto ficou em R$ 19 e o kaedama (macarrão extra) custa R$ 2, mas vale ser pedido depois, caso contrário ficará frio esperando você comer a primeira leva de macarrão. O guiosa (R$ 12)  tem um recheio de carne com cebolinha muito bom, mas falta um acabamento mais primoroso.

Miyabi

Udon também é acompanhamento no 'super teishoku' do Myiabi

Udon também é acompanhamento no ‘superteishoku’ do Myiabi

A primeira vez que ouvi falar de Nabeyaki Udon foi em uma referência ao Myiabi. Na casa, o caldo a base de shoyu e peixe com o macarrão branco udon inclui camarão empanado, shitake, “kamaboko” (massinha de frutos fo mar de cor rosa e branca), tofu frito, cebolinha e ovo. O restaurante, que já foi tema de post aqui no Braun Café, também oferece udon no melhor teishoku da cidade (em média por R$ 34, no almoço executivo). Dica do Edgard: “o senhor Massanobu Haragushi, ex-Myiabi, agora toca o Ban, que fica na Liberdade (Rua Thomaz Gonzaga, 20) e continua mandando muito bem nos caldos, que são sua especialidade. Vale um visita ao Ban para esperimentar um udon.”

Sushi Guen

Nabeyaki Udon do Sushi Guen

Nabeyaki Udon do Sushi Guen vem ‘pelando’

Já falamos do lamen do Sushi Guen, que é um dos japas favoritos do Braun Café (Edgard que indicou). Se pedir o Nabeyaki Udon (R$ 38) vale deixar a tigela tampada por alguns minutos para que o ovo cru cozinhe um pouquinho. O caldo vem ‘pelando’ à mesa com shimeji, shitake, camarão empanado, “kamaboko” (massinha a base de frutos do mar de cor branca e rosa) e muita cebolinha. Se preferir a gema mole, envolvida no caldo, é só se jogar.

Shigue

Tempurá Udon do Shigue (R$ 25) com caldo de frango, tempurá de legumes e um camarão

Tempurá Udon do Shigue com caldo de frango, legumes e camarão (o Togarashi, no vidrinho à direita, é um mix de pimenta e especiarias para esquentar o caldo)

Sou fã do teishoku do Shigue e o Tempurá Udon da casa também é uma boa pedida. O caldo de frango com macarrão leva tempurá de legumes, como berinjela e batata doce, e um camarão. É simples, saboroso e tem preço amigo (R$ 25). O Nabeyaki Udon sai por R$ 35 e o Shoyu Lamen custa R$ 25.
Dica: prove com pitadas de Togarashi, uma pimenta com especiarias, para esquentar ainda mais o caldo.

Shinzushi

2014-02-16 20.04.23

Japa tradição, o Shinzushi não tem nem cardápio em português, mas dá pra entender que os preços são salgados. O Nabeyaki Udon (R$ 58) é bem incrementado e inclui uma espécie de ‘pururuca’ oriental. É bem gostoso. Pra ficar perfeito só precisava ser mais barato.

Udon e tempurá do Shinzushi.

Tempurá Udon do Shinzushi.

Endereços e horários

Aska
Rua Galvão Bueno, 466 – Liberdade
Tel.: (11) 3277-9682
Terça a domingo das 11h às 14h e das 18h às 22h (fecha segunda)

Lamen Kazu – Noodle House
Rua Thomaz Gonzaga, 51 – Liberdade
Tel: (11) 3277-4286
Segunda a sábado das 11h às 15h e das 18h às 22h30
Domingos e feriados das 11h às 15h e das 18h às 21h

Porque Sim
Rua Tomás Gonzaga, 75 – Liberdade

Tel: (11) 3277-1557
Segunda a quinta das 12h às 23h30
Sexta e Sábado das 12h às 5h (na madrugada é preciso reservar)
Domingos e feriados das 12h às 22h
Fecha às quartas e no primeiro domingo de cada mês (porque sim).

Pub Key
Av. Paulista, 854, loja 69 (shopping Top Center)
Tel.: (11) 3145-1741
Segunda a sexta das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 21h
Sábado das 11h30 às 15h e das 18h30 às 21h (fecha domingo)

Ramen-Ya
Rua da Glória, 326 – Liberdade
Tel.: (11) 3208-7004
Terça a domingo das 11:30h às 15hs e das 18h às 22h (fecha segunda)

Miyabi
Av. Paulista, 854, lojas 79/80 (shopping Top Center)
Tel.: (11) 3289-4708
Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h às 22h30 (fecha domingo)

Sushi Guen
Rua Manoel da Nóbrega, 76, lojas 13 e 14, Galeria Ouro Branco – Jardim Paulista
Tel.: (11) 3289-5566

Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h às 23h (fecha domingo)

Shigue
Rua Doutor Sampaio Viana, 294 – Paraíso
Tel.: (11) 3885-9606
Segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 22h (fecha domingo)

Shinzushi
Rua Afonso de Freitas, 169 – Paraíso, São Paulo – SP, 04006-050
Tel.: (11) 3889-8700
Terça a sábado das 11h30 às 14h e das 18h às 23h
Domingos e feriados das 18h às 22h (fecha segunda)

'Chica Doida Du Goiás' na Feirinha: pamonha salgada cremosa com linguiça na cachaça

‘Chica Doida Du Goiás’ na Feirinha: pamonha salgada cremosa com linguiça na cachaça

Que tal trocar o frango assado do domingão por hambúrguer de costela com molho de cebola caramelizada ou pamonha de colher com linguiça na cachaça? A dica é fazer um passeio gourmet na Feirinha Gastronômica, aos domingos, na Praça Benedito Calixto.

A feira reúne cerca de 30 participantes, entre chefs profissionais e amadores, que vendem especialidades como hambúrguer, ceviche, pasteis indianos (samosas), macaxeira recheada, espetinhos japoneses (yakitori), crepes, tapioca, massas, doces etc. Os preços variam entre R$ 15 e R$ 25.

Domingo na Feirinha Gastronômica

Domingo na Feirinha Gastronômica, na Praça Benedito Calixto, em Pinheiros

O legal do evento, que está no “Espaço Qualquer Coisa” desde agosto do ano passado, é que você encontra comidinhas diferentes a cada mês. Estive por lá recentemente para provar a “Chica Doida Du Goiás”, uma pamonha salgada de colher com queijo da Canastra, que a Larissa Januário, do site Sem Medida, resgatou. Gostei tanto que compartilhei na TV, nas dicas do G1 para o Bom Dia São Paulo da última sexta (25).

Para rechear a cremosa pamonha você tem quatro opções: linguiça na cachaça ou carne seca na manteiga (R$ 20 cada), frango caipira ou vegetais salteados (R$ 16 cada). Eu fui na de linguiça e finalizei com um molhinho de pequi que fica na bancada junto com molhinhos de pimenta. O prato cremoso e cheio de sabores surpreende a cada colherada. Para acompanhar recomendo uma tacinha de vinho do “trailer wine bar” Los Mendonzitos (R$ 10 a R$ 16 a taça).

Almoço na praça: Costela de porco na brasa e banana da terra

Almoço na praça: Costela de porco na brasa com molho barbecue e banana da terra

Também dei uma mordida no burguer de costela de boi com molho de cebola caramelizada (R$ 20 no combo com Coca de 600 ml) que o Fábio escolheu. Achei bem saboroso (o molho é levemente adocicado), mas faltou uma pitadinha de sal na carne e podia ser maior. Deu gostinho de quero mais.

Por fim, dividimos um churrasco de costelinha de porco à moda colombiana, com molho barbecue, acompanhado de banana da terra assada. Esta é uma das especialidades da banca Locombia, que também tem opções de coxinhas de frango e linguiça caseira.

Cerveja Brooklyn Beer Lager para combinar com a costela de porco

Cerveja Brooklyn Beer Lager para combinar com a costela de porco

A costelinha estava bem macia e saborosa, mas o molho não tinha cara de caseiro. Harmonizou bem com a cerveja artesanal americana Brooklyn Beer Lager (R$ 15). Para comer na praça sem fazer lambança você ganha luvinhas de plástico. Boa ideia.

Atenção: É importante chegar cedo para garantir seu almoço porque alguns pratos acabam mais para o fim da tarde. Cheguei por volta das 13h e o espaço já estava bem movimentado, com fila na porta. Não se assuste porque a fila anda. Na entrada você recebe um carimbo em forma de “like do Facebook” no pulso para ir e voltar quando quiser. Depois é só curtir.

Feirinha Gastronômica
Praça Benedito Calixto, 85 – Pinheiros, São Paulo
Domingos, das 12h às 19h
www.feirinhagastronomica.com.br

Cremespresso… per sempre

março 16, 2014

Cremespresso, um shot de felicidade na Lavazza Espression, em São Paulo

Cremespresso, um shot de felicidade na Lavazza Espression, em São Paulo

Nada com um bom café para te inspirar. Neste caso foi um shot de café gelado (expresso e creme batidos com gelo) , inspirado em uma receita italiana de 150 anos, que provei na Lavazza Espression. É como um pequeno milk shake de café, saboroso, refrescante e animador, com gostinho de quero mais… per sempre.

O ‘Cremespresso’ é uma das atrações da primeira loja brasileira da Lavazza, aberta em janeiro, na região da Av. Paulista. Como diz a empresa em seu site, é uma reinterpretação da receita genovesa ‘panera’, uma espécie de semifreddo de café.

A loja faz mais o gênero ‘slow’, mas na correria da última sexta-feira (14) peguei o meu pedido logo no balcão [R$ 5,50 sem os 10%] para alcançar as amigas na mesa. Quando provei a primeira colherada dei um ‘pause’ geral para saborear a bebida. Como ainda é verão, recomendo 100% uma pausa para esse shot de felicidade.

Lavazza Espression
Endereço: Alameda Santos, 1091 – Cerqueira César

São Paulo – SP
Telefone: (11) 3266-3976
Horário: Segunda a domingo, das 07h às 22h

Restaurante BBB

dezembro 30, 2013

Risoto milanês com ragu de ossobuco e cogumelos (R$ 22) no almoço do Rodó

Risoto milanês com ragu de ossobuco e cogumelos (R$ 22) no almoço do Rodó

Bom, bacana e barato. O Rodó é o tipo de lugar ‘BBB’ que o Braun Café gosta de indicar. Localizado na Vila Madalena tranquila, onde antes funcionava o italiano Vito, o pequeno e charmoso restaurante oferece culinária ítalo-brasileira de ótima qualidade a preços honestos. No almoço, os valores dos pratos variam de R$ 20 a R$ 22. Que tal?

Picadinho completo com ovo frito, farofa, banana, pastéis de queijo, arroz e cumbuquinha de feijão

Picadinho completo com ovo frito, farofa, banana, pastéis de queijo, arroz e feijão

Sim… é possível servir um belo risoto milanês com ragu de ossobuco e cogumelos por até R$ 22. É justo tendo em vista que ossobuco é uma carne da felicidade: custa pouco e tem muito sabor.

Couver simpático tem focaccia com alecrim, patê de azeitonas e fatias de copa

Couver simpático tem focaccia com alecrim, patê de azeitonas e fatias de copa

Eu fui de picadinho com tudo o que ele tem direito (ovo frito ‘zóião’ com gema mole, que adoro, farofa, arroz, banana frita, pastelzinho de queijo e feijão à parte). Tirando o pastel, que ficou um pouco seco, estava uma alegria de viver. Para refrescar, uma suave limonada de limão siciliano (R$ 4).

Brigadeiro de 'colherão' dá pra dividir (R$ 6)

Show: brigadeiro de ‘colherão’ que dá até pra dividir (R$ 6)

A sobremesa foi um brigadeiro ‘de colherão’ que deu pra dividir com a amiga Cecília e custou R$ 6. Resultado: R$ 37,40 para cada uma, incluindo os merecidos 10% para o serviço atencioso. Satisfação.

Nome e logo em homenagem ao 'Rodó', velho amigo do proprietário

Nome e logo em homenagem ao ‘Rodó’, velho amigo do proprietário

Interessante é que o restaurante abriu as portas, no ano passado, com uma proposta mais refinada e preços mais elevados. Depois de alguns meses complicados e da saída do sócio, Jorge Cury optou por uma proposta mais trivial no meio deste ano. Agora, durante a semana, o salão tem três rodadas de clientes. Se deu bem.

O pequeno e charmoso salão na Vila Madalena fica cheio rapidinho

O pequeno e charmoso salão na Vila Madalena fica cheio rapidinho

O nome Rodó e o perfil no logo do restaurante homenageiam um velho amigo italiano que veramente adorava cozinhar. Jorge contou ao Braun Café que o amigo tinha um fogão só para ele em casa e lhe deu dicas gastronômicas valiosas.

No ano em que surgiram comunidades como SP Honesta e BoicotaSP ficou claro que as pessoas não querem engolir sapo em restaurantes e que é possível encontrar boa comida a preços honestos por aí. Este é o desejo do Braun Café, hoje e sempre. Que 2014 nos traga deliciosas e acessíveis descobertas. Feliz Ano Novo!

Rodó
Rua Pascoal Vita, 329, Vila Madalena – São Paulo
Tel.: (11) 3032-7517
https://pt-br.facebook.com/restauranterodo

Dicas: como o Rodó é pequeno vale reservar ou chegar cedo (até 13h) no almoço. O salão abre para almoço de segunda a sábado, das 12h às 15h. Para o jantar está aberto de  quinta a sábado, das 19h às 23h. Aceita cartões.

Além do Pastel de Belém

novembro 3, 2013

Pastéis de Natas siando fo forno na Casa Mathilde
Se estiver para os lados do metrôs São Bento ou Sé faça uma pausa para apreciar pelo menos um doce português da Casa Mathilde e/ou levar alguns para viagem.

O local amplo e reformado, com mezinhas no térreo e um belo mezanino,  oferece uma variedade respeitável de quitutes e pães portugueses feitos no local. No fim do longo balcão de tentações, uma vitrine exibe a preparação de iguarias como os clássicos “Pastéis de Nata” – massa folhada assada recheada de gema de ovos e creme de leite. Bonito de se ver e melhor ainda de comer.

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Mas é de nata ou de Belém? A receita é a mesma, mas os portugueses só chamam de Pastel de Belém o quitute feito pela confeitaria Pastéis de Belém,  em Lisboa. “Os outros são pastéis de natas mesmo”, confirmou recentemente ao Braun Café um executivo português recém-chegado do Porto para morar em Curitiba.

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Na Casa Mathilde vale provar outras iguarias além do famoso pastel como o delicioso “Mimos da Pena”, o primo português do quindim, e o “Pastel de São Bento”, recheado de amêndoas com toque de limão. Os preços estão na faixa de R$ 4,80 a unidade e mesmo quem não é chegado a doces com ovos [que pena] encontra opções como o ”salame de chocolate”. Difícil escapar.

Casa Mathilde – Doçaria Tradicional Portuguesa
Praça Antônio Prado, 76 – Sé  - São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3106-9605
Segunda a sexta-feira, das 9h às 19:30 e aos sábados das 9h30 às 16h30. Fecha aos domingos e feriados.
https://www.facebook.com/CasaMathilde

Medalhões de peito de frango com batatinhas e cogumelos puxados no azeite do português A Tasca da Esquina (Foto: Ciça Aidar)

Peito de frango com batatas e cogumelos puxados no azeite do português A Tasca da Esquina (Foto: Ciça Aidar)

A quinzena promocional de restaurantes que chegou ao país em 2007 e inspirou outras “Weeks”, em São Paulo, ainda traz algumas propostas atrativas. Uma delas é o português A Tasca da Esquina, que participa da São Paulo Restaurant Week com uma boa apresentação da casa em seu menu de almoço (R$ 35 + R$ 1 de doação para o Instituto Ayrton Senna).

Pelo que pesquisei nos menus desta temporada, que vai de 2 a 15 de setembro, vale mais a pena visitar os restaurantes no almoço, já que o menu do jantar custa (R$ 48 + R$ 1 de doação). Na prática, a conta do almoço com café, água e taxa de serviço vai para R$ 50, no Marcel, por exemplo, ou para R$ 70 se incluir uma taça de vinho, como no A Tasca. Dos restaurantes que fazem cardápios criativos, saborosos e honestos no almoço da Restaurant Week indico AK Vila, Nama Baru e Obá Restaurante.

Veja também:
Wolf’s Garten: um brinde à boa mesa na Restaurant Week
Blú Bistrô: o lado bom da Restaurant Week

Nhoque ao molho aromatizado de trufas é a entrada do francês Marcel (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Gnocchi ao molho aromatizado de trufas é a entrada do Marcel (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Fazer reserva e escolher um cardápio que realmente vale a pena são as dicas básicas para aproveitar melhor o evento. Só que, este ano, a navegação no site da SPRW está bem ruim para quem quer pesquisar opções entre 130 cardápios participantes. A Veja São Paulo fez um especial com dicas e divisão por tipos de cozinha, restaurantes estreantes e bairros, que dá uma boa ajuda (acesse aqui).

Outra dica é aproveitar o período para experimentar clássicos como o suflê de queijo do francês Marcel, uma das opções do almoço promocional ao lado da delicada entrada de gnocchi ao molho aromatizado de trufas, que quase rouba a cena do suflê. A casa também oferece o boeuf bourguignon com tagliatelle como opção ao suflê (veja o menu).

O clássico suflê de queijo do Marcel (Foto: Daniela Braun)

O clássico suflê de queijo do Marcel (Foto: Daniela Braun)

Cadê o camarão?
No geral, o almoço no restaurante A Tasca da Esquina, foi agradável. Só um porém na entrada: ao contrário da foto e do que diz o menu, a sopa fria de tomates com camarão e cebolete (veja o menu) tem “farofinha de camarãozito” e não camarões, de fato. De qualquer forma, a leve entrada com toque de creme de leite e azeite é saborosa – só faltou o camarão da foto.

Nos pratos principais,  embora a opção certeira em uma casa portuguesa seja o bacalhau às natas (delicioso, apesar das duas espinhas de brinde), não menospreze os tenros medalhões de peito de frango acompanhados de batatinhas assadas e molho com cogumelos puxado no azeite. Quase pedi um ‘replay’ do prato principal – talvez a porção pudesse ser um pouquinho maior também.

Sopa fria de tomates com farofinha de camarão do A Tasca da Esquina. Só faltou o camarão de verdade mostrado na foto de divulgação.

Sopa fria de tomates com farofinha de camarão do A Tasca da Esquina. Só faltou o camarão de verdade mostrado na foto de divulgação. (Foto: Daniela Braun)

O pudim de ovos com creme de laranja fechou bem o menu. Para quem não é muito chegado aos doces portugueses, a opção é um simples sorvete de chocolate com farofa de castanhas. Vale tomar um café expresso acompanhado de copinho de creme de arroz doce. (R$ 4,60)

A carta de vinhos viaja por todas as regiões produtoras de Portugal, só em garrafas. Se quiser uma opção em taça peça o cardápio ao garçom e prepare-se porque o preço é salgado: a taça de vinho verde, perfeita para o almoço, custou R$ 24.

Pudim com ovos e creme de laranja entre as sobremesas do A Tasca da Esquina (Foto: Daniela Braun)

Pudim com ovos e creme de laranja do A Tasca da Esquina (Foto: Daniela Braun)

Dica final: Se for em duas pessoas tente evitar reservar as três mesinhas no sofá, ao fundo do salão porque são muito próximas. Só é legal para fazer amizade com outros clientes.

No geral, valeu a pena aproveitar a Restaurant Week para conhecer um bom restaurante, que é exatamente a proposta do evento – e não criar cardápios baratos e sem criatividade, que fogem da proposta do lugar. A casa também oferece seu próprio menu executivo no almoço, de segunda a sexta. Os preços variam de R$ 53 para o cardápio com pratos do mar e R$ 43 para opções “da terra”, que incluem costelinha de porco, por exemplo.

Café expresso com creme de arroz doce do A Tasca da Esquina (R$ 4,60)

Café expresso com creme de arroz doce do A Tasca da Esquina (R$ 4,60)

Madri no quintal

agosto 11, 2013

Porção de tosstas do La Madrileña: destaque para a versão com quejo de cabra e cebolas caramelizadas

Tostas do La Madrileña: destaque para a de quejo de cabra e cebolas caramelizadas

Encontrar amigos queridos em um quintal charmoso, provando tapas e vinhos, a tarde toda, é um convite à felicidade.

Passei em frente ao La Madrileña, em Pinheiros, quando fui conhecer o polonês Maria Escaleira, e fiquei curiosa com a bandeira da Espanha no mesmo quarteirão. De cara, a vinoteca e restaurante espanhol bar ficou marcada na memória. Quando descobrimos, no site, que a casa tinha mesas no quintal, não houve dúvida.

Mesinhas no quintal da vinoteca em Pinheiros

Mesinhas no quintal da vinoteca em Pinheiros

A ideia inicial do lugar, aberto por dois brasileiros que viveram anos em Madri, era ter uma importadora e loja de vinhos espanhóis, mas a demora no processo de liberação fez com que os sócios Edson Sarabia e Emerson Mafra abrissem as portas, há um ano e oito meses, servindo comidas típicas – preparadas pela mãe de Edson, Dona Luisa, que é espanhola mesmo. Além das mesinhas na entrada e do quintal, a vinoteca tem um salão no andar superior e abre também para o jantar.

As tradicionais "papas bravas" com molho nervoso

As tradicionais “papas bravas” com molho nervoso

Descendo uma escada e subindo outra fomos levados a um espaço tranquilo e arborizado, nos fundos, que também tem uma parte com cobertura para os dias de garoa. O cardápio, de entradas, tapas e principais está descrito em uma única lousa que a jovem Natália – sobrinha de Edson, nascida no Brasil e criada em Astúrias – leva aos clientes.

Jarra de sangria da casa (R$ 36). Vinhos em taça custam entre R$ 15 e R$ 18.

Jarra de sangria da casa (R$ 36). Vinhos em taça custam entre R$ 15 e R$ 18.

Começamos por uma dupla de tostas de presunto (jamón) com ovo de codorna estrelado e surpreendentes tapas de queijo de cabra com cebola caramelizada (não deixe de provar), que saem R$ 36 a porção com quatro tostas. Outra boa pedida da casa são os pintxos (espetinhos) de frango empanado com molho de mostarda e mel (R$ 18). Para embalar o momento, uma jarra de sangria de vinho tinto, leve e refrescante (R$ 36).

As “papas bravas” (R$ 18) são nervosamente apimentadas, como na Espanha. Não espere batatas assadas com molho “magoado”. E se você é bravo com pimentas vai gostar. A tradicional tortilha com cebola (R$ 12) também é uma boa pedida.

"Croquetas" de frango e queijo roquefort inspiradas na nossa amada coxinha

“Croquetas” de frango e queijo roquefort inspiradas na nossa amada coxinha

Uma curiosidade da casa é a porção de “croquetas de frango com queijo” (R$ 18). “Parece coxinha, mas não é”, disse o garçom, que achou uma boa forma de descrever o quitute. De fato, os bolinhos fritos com massa crocante por fora e macia por dentro recheados de peito de frango e gorgonzola são muito apetitosos e bem inspirados na nossa amada coxinha.

Versão de tiramissú da Dona Luisa com calda de frutas vermelhas.

Versão de tiramissú da Dona Luisa com calda de frutas vermelhas.

Em um dia de calor, o sauvignon blanc Emina, vinho levemente frutado da região de Rueda, é uma das opções (R$ 55). As taças variam de R$ 15 a R$ 18 e o Emerson dá ótimas dicas.

A sobremesa da casa pode parecer um pecado dos mais graves: tiramissu com calda de frutas vermelhas. O clássico italiano é dos meus doces favoritos da vida e não o mudaria por nada, mas confesso que o crime compensa.

La Madrileña
Rua Cônego Eugênio Leite, 1127 – Pinheiros - São Paulo
(11) 3034-0344

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