Estación Sur: jantar completo por R$ 39,90 com bife ancho e batas suflê

Estación Sur: jantar completo por R$ 39,90 incluindo bife ancho e batatas suflê. Foto: divulgação

Aqui vão duas dicas de argentinos bacanas com ótimo atendimento, em São Paulo: o Estación Sur, nos Jardins, e o Che Bárbaro, aberto este ano na Vila Madalena.

O Estación Sur oferece uma opção interessante no jantar de terça a sexta-feira. Por R$ 39,90 é possível escolher o menu completo com saladinha de rúcula, aceto balsâmico e parmesão de entrada, uma canequinha de caldo de legumes como cortesia para esquentar (delicioso o caldo), três opções de prato principal – incluindo o bife ancho (contra-filé argentino) com batatas suflê da foto acima (minha escolha) – e panqueca com ‘dulce de leche’ de sobremesa (bem ‘dulce’).

A relação custo/benefício do menu completo é muito boa já que somente o bife ancho sai por R$ 39,90 no cardápio normal. Vale a pena para um jantar mais especial sem gastar muito.

Além do atendimento ágil e muito atencioso, o Estación ainda criou uma ‘cola’ para que o cliente escolha o ponto da carne que realmente deseja, já que o conceito de ‘ao ponto’ pode variar bastante. A primeira página do cardápio exibe cinco fotos com os pontos de cozimento das carnes – do mais vermelho ao bem passado. O meu foi o número quatro (ao ponto mais para o bem passado), que estava suculento na medida certa. Adorei a ideia.

Fotos no cardápio para escolher sua carne no ponto certo e boutique para fazer um churrasco argentino em casa. Foto: divulgação

Fotos no cardápio para escolher a carne no ponto certo e boutique para fazer um churrasco argentino em casa. Foto: divulgação

O ambiente do Estación é muito gostoso e o local também conta com uma ‘Boutique’ de carnes, acessórios para churrasco e vinhos, para quem quiser se aventurar em casa. A carta de vinhos oferece boas opções a preços não muito ao ponto. Meia garrafa do macio Malbec Hacienda del Plata saiu por R$ 36.

O Che Bárbaro, filial do argentino Bárbaro, na Vila Olímpia, já segue o lado mais descontraído da Vila Madalena e funciona como bar e restaurante. Estive por lá para tomar uma cerveja de 600 ml (R$ 6) com os amigos (eles também oferecem Quilmes de 960 ml por R$ 15) e petiscar.

Para acompanhar a ‘cerveza’ prove a salsicha parrilheira, uma porção de linguiça macia e picante na medida certa (R$ 15) e o Matambrito, capa da costela de boi bem desfiada e sem gordura, com pãezinhos (R$ 24). E reserve um tempo para bater papo com o Sr. Eduardo, um dos proprietários da casa, que deixou Buenos Aires há 40 anos para morar no Brasil trazendo as delícias da culinária argentina e muita simpatia.

Entre outras boas surpresas do Che encontrei o Felipe, gerente da casa, que trabalhava no extinto Quatrotto – um dos melhores almoços da Vila Olímpia, que infelizmente fechou as portas por problemas de administração. Peça a ele as dicas de vinhos e você vai sacar como é bom ser atendido por uma pessoa que gosta do que faz. Aliás, os órfãos do Quatrotto ganham uma sobremesa de cortesia do Felipe: panqueca com doce de leite argentino e sorvete de creme para quebrar o ‘dulce’. ¡Bárbaro!

Estación Sur – Al. Joaquim Eugênio de Lima, 1.396, Jardins – São Paulo (SP). Tel.: (11) 3885-0133.

Que Bárbaro
– Rua Harmonia, 277, Vila Madalena – São Paulo (SP). Tel.: (11) 2691-7628.

Bárbaro
– Rua Dr. Sodré, 241A – Vila Olímpia (SP). Tel.: (11) 3845-7743.

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Sei que estamos em pleno inverno, mas para o varejo esta é a hora de lançar uma cerveja e esperar que o consumidor tome gosto pela gelada até o verão. Por este motivo, a Ambev me convidou para entrar literalmente numa fria e conhecer a Antarctica Sub Zero.

A nova aposta da gigante de bebidas é suave e refrescante – nada tem a ver com a Antarctica, que continua no mercado – e promete agradar até quem não é muito chegado em cerveja. Como diria o apresentador Bolinha, é uma “melodia de fácil aceitação”.

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O segredo da Antarctica Sub Zero está em uma dupla filtragem à temperatura de -2ºC, enquanto uma cerveja popular é filtrada uma vez a 0ºC, explicou o simpático mestre-cervejeiro da Ambev, Luciano Horn, ao Braun Café.

Para lançar a cerveja, portanto, o pessoal da Ambev colocou seus convidados numa sala climatizada à mesma temperatura da Sub Zero (que gostoso!). Emprestaram casacos e me senti tão encapotada como os pinguins que passavam pelo vídeo em uma das paredes do ambiente.

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Após o discurso do mestre-cervejeiro, uma parede de gelo foi quebrada, vimos mais três apresentações, e finalmente conhecemos a nova pielsen.

A Sub Zero é gostosa e bem leve mesmo, mas cuidado com a empolgação porque seu teor alcoólico (4.6) é quase o mesmo da Antarctica (4.8) lembrou Horn.

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“O grande diferencial é o nosso líquido”. Com esta ‘frase marcante’, o diretor de marketing da Ambev, Carlos Lisboa, anunciou o que a empresa definiu como “a cerveja mais refrescante do mercado brasileiro”. Segundo ele, a Sub Zero foi criada após um ano e meio de pesquisas sobre tecnologia de produção e junto ao gosto de 2.500 consumidores. E o resultado é que o brasileiro gosta cerveja bem gelada e pronto.

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A novidade chega primeiro aos Estados de São Paulo e Minas Gerais, responsáveis por um terço do consumo de cerveja do País, informou a fabricante. Em breve, os bons bebedores paulistas e mineiros encontrarão a Sub Zero em gôndolas especiais para latinhas e em refrigeradores que liberam bastante fumaça, um “efeito especial” para a nova cerveja, destacou outro executivo de marketing da Ambev.

No bar, acredito que o “efeito especial” da nova pielsen pode ser interessante para quem se empolgar muito na ‘refrescância’ e na leveza – só quero ver a leveza na hora de ir para casa. Mas se você é da turma da Serramalte e das cervejas especiais (agora a piada nerd), a Sub Zero está bem longe de ser ‘fatality’.

Fotos: as fotografias deste ‘toast’ foram tiradas com o celular Sony Ericsson C950, cedido pela fabricante para a cobertura do evento. Com uma Cyber-Shot de 8.1 megapixels de resolução, o aparelho é praticamente uma “câmera que fala”. As imagens foram registradas sem flash e na resolução máxima. O modelo custa cerca de R$ 2 mil pela Claro, mas o valor pode chegar a R$ 600 dependendo do plano contratado com a operadora, informou a assessoria da Sony Ericsson.

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Adoro caminhar pelas ruas de São Paulo, sem compromisso, e descobrir um lugar novo. Se for meio escondido é mais legal ainda. Foi assim com o Crepe de Paris, um bistrô aberto há poucos meses no final de uma pequena vila de lojas na Rua Augusta, do lado dos Jardins.

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Estava passeando por lá, do lado dos Jardins, quando um boneco de chef com o cardápio na calçada me convidou a conhecer o restaurante. Já adorei o piso de azulejo decorado e a iluminação natural proporcionada pelo teto de vidro no corredor, além do simpático mezanino no andar superior.

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O Crepe de Paris parece ser uma boa pedida para um café com crepe de nutella ou crème brûlée, um almoço light com salada e crepes salgados (de R$ 16 a R$ 22) ou um jantar romântico com a seleção de vinhos franceses indicada por Pierre Murcia, o simpático proprietário do bistrô ao lado de sua esposa Adriana.

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Optei por um almoço light com filé de frango grelhado extremamente macio (difícil de encontrar na maioria dos restaurantes), arroz integral e legumes em julienne (tiras finas de abobrinha, pimentão e berinjela grelhadas com bastante azeite e cebola). Estava gostoso, embora eu não seja muito chegada em pimentões, mas o preço (R$ 34) não era leve.

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Na empolgação não perguntei o valor do prato do dia, que foi uma das sugestões do garçom, e quase engasguei com o café na hora de pagar a conta. Pelos mesmos 34 reais eu poderia ter pedido cassoulet, filet ao poivre ou fettuccine com camarões, que estão no cardápio. Sugeri que os pratos do dia sejam apresentados em um papel preso ao cardápio.

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Dexter pediu um crepe simples de presunto e queijo, que saiu muito bem na foto (R$ 18), mas ainda sinto falta das versões com trigo sarraceno do extinto Crepe de France.

Tirando o preço salgado do prato light, o Crepe de Paris ainda renderá novas visitas pelo capricho na elaboração dos pratos e pelo atendimento bastante atencioso.

Bistrô Crepe de Paris
– Rua Augusta, 2.542 (Loja 12) – Cerqueira César. Tel.: (11) 3063-1675

Programa sem erro

Junho 20, 2009

Rondelli verde com molho romanesca do Pasta & Vino

Rondelli verde com molho romanesca do Pasta & Vino

Aqui vai uma dica cultural e gastronômica, sem erro, para o final de semana: a adaptação de “A Comédia dos Erros“, em cartaz no Teatro Imprensa, e um jantar no Pasta & Vino, na sequência. Junte estes dois clássicos, em boa companhia, e a felicidade está garantida.

Há muito tempo queria conhecer o Pasta & Vino, aberto em 1992, nos Jardins, que oferece um extenso cardápio da cozinha italiana 24 horas. É uma ótima pedida para fugir do cheese salada, que rima com a fome pós-balada, e das cantinas do Bixiga lotadas pelo público dos teatros.

Boa pedida após um programa cultural ou balada em São Paulo

Cantina 24 horas: Boa pedida após um programa cultural ou balada em São Paulo

Depois de assistir a divertidíssima adaptação de Shakespeare, a convite do querido Marcelo Laham, que arrancou gargalhadas e aplausos espontâneos da plateia (veja aqui um trecho da peça), juntamos os amigos de fé para jantar por volta das 23h no restaurante que não para nunca.

Para começar a celebração pedimos um leve vinho Trentino, o Mezzacorona (R$ 58), com a ajuda do sommelier Bartholomeu, que agradou a todos.

Rigatoni com abobrinha e parmesão (R$ 22 a porção individual)

Rigatoni con Le Zucchini: a bela dupla abobrinha e parmesão por R$ 22 (porção individual)

O couvert (R$ 6), simples e gostoso, inclui pão italiano, manteiga, sardela e bom patê de queijo. Para animar a espera, que pode ser longa, alertou Laham, divida a sopa de cebola (R$ 25,50) com alguém. A porção é farta e concentrada, porém deliciosa e vem com uma camada de pão gratinado com queijo por cima – bem melhor do que o minestrone (R$ 20), que estranhei ser feito com caldo de feijão.

Minestroni com caldo de feijão? Melhor dividir a Sopa de Cebola de entrada

Minestroni com caldo de feijão? Melhor dividir a deliciosa Sopa de Cebola de entrada

Os pedidos principais foram o Rondelli Verde (rocambole com recheio de presunto e muzzarela) ao molho romanesca, do Laham e da Mariana (R$ 22 a porção individual e R$ 44 para dois), o Rigatoni con Le Zucchini (abobrinha refogada e parmesão), da Cecília (mesmo preço do rondelli), e o Scaloppine al Gongorzola (com arroz no próprio molho) para Silvia e Rodolfo (R$ 43). Silvia elogiou a leveza do molho porque gorgonzola, geralmente, é power. E eu tomei tanta sopa que pulei o prato principal, mas provei o rondelli da Mari, que estava ótimo.

Agito: jantar com os amigos até 2h sem ver o tempo passar

Agito: jantar com os amigos até 2h sem ver o tempo passar

As sobremesas parecem tentadoras. Vi a preparação do Merengue com Morango (R$ 13) no balcão e vou reservar espaço para ele na próxima vez.

Outro ponto positivo de um restaurante 24 horas é o agito… ele deixa você matar as saudades dos amigos ou ter um jantar romântico, sem ver o tempo passar. Ali não tem garçom olhando feio para sua mesa ou varrendo seu pé na esperança de que você peça logo a conta. E depois de boas risadas e uma refeição gostosa, cheguei em casa às 2h30 da manhã, feliz da vida.

Pasta & Vino – Rua Barão de Capanema, 206 (Esquina com a Rua Peixoto Gomide) – Jardim Paulista. Tels.: (11) 3081-8747 / 3062-7542. Aberto 24 horas (restaurante e delivery). O restaurante entrega em toda a cidade (a taxa pode variar de R$ 2,50 a R$ 10 dependendo da região).

Abaixo a mistura!

Junho 17, 2009

DiadaMistura
Se existe uma palavra mais indigesta para se referir a uma comida é ‘mistura’. A segunda pior é “janta”. Meus amigos sabem que eu detesto essas palavras e adoram brincar de “irritando Daniela Braun”. Eu fico brava e eles se divertem.

Esta semana recebi a foto acima, enviada pela querida Rê Mesquita. Prefiro não saber o que está em promoção do “Dia da Mistura” neste supermercado paulistano, mas em três anos de blog, falando de comidas gostosas, almoços, jantares (não ‘jantas’) e botecos, tenho de me manifestar.

Não sou fresca para comida (só não gosto de dobradinha e jiló), mas chamar o que não é acompanhamento de ‘mistura’ é degradar a comida. É dizer que comeu arroz e feijão com uma gororoba qualquer, uma mistureba.

Se alguém me pergunta “O que tem de mistura pra janta?” eu largo o fogão, entrego os cardápios do delivery e a pessoa vai jantar a mistura que deseja.

Com a palavra ‘bife’ já me acostumei. Também não gostava muito, mas é um corte de carne (nem todo filé é bife e vice-versa) então tudo bem. Eu faço um bom bife de contrafilé e fico feliz com ele – não na ‘janta’, mas no jantar, por favor.

Agora, a visão do apocalipse, para mim, é aquela marmita no trabalho com tudo bem juntinho (o arroz, o feijão e a carne). Aí a pessoa esquenta aquele grude, sem individualidade, e come tudo junto sem perceber o sabor. Isso é mistura… e que fique longe de mim.

Cada comida tem seu lugar. Um baião de dois (do Bar Biu, que é uma delícia), é tradicionalmente um mexidão e eu adoro. Aliás, também levo comida ao trabalho, às vezes, mas em uma marmita com divisória. Elas são baratinhas e resolvem o problema. Por favor, respeite sua comida. Abaixo a mistura!

Carne de panela da Braun, com abobrinha refogada e arroz

Carne de panela da Braun, com abobrinha refogada e arroz

Aprendi a fazer uma carne de panela ótima, com acem, cebola, tomates picadinhos e caldo de picanha na pressão.  Popularmente, esta carne seria chamada de ‘mistura’, mas quem falar isso em casa fica sem acem!

Tempere meio quilo de acem em cubos (pode ser braço também) em um recipiente com vinagre, uma colher de chá de alho picado, e um tablete de caldo de picanha moído. Deixe marinar por uns 20 minutos enquanto corta meia cebola e dois tomates.

Frite a cebola picada no óleo, coloque a carne e refogue. Adicione os tomates e frite bem a carne até que ela fique corada. Jogue um litro de água fervente, tampe e deixe 25 minutos na pressão. Retire, deixe reduzir o caldo até a consistência que deseja e sirva com arroz e abobrinha refogada. Delícia!

Happy hour de inverno

Junho 13, 2009

Academia da Gula: o melhor caldo verde

Academia da Gula: o melhor caldo verde

O inverno é adorável para experimentar caldos e sopas. Se você também os aprecia, não deixe de provar o caldo verde do Academia da Gula, bar e restaurante com especialidades portuguesas, na Vila Mariana.

Por apenas 9 reais, incluindo uma cestinha de mini pães, tomei o melhor caldo verde da minha vida – com couve bem picadinha e uma linguiça defumada especial (eles chamam de chouriço) que deu um sabor incrível ao caldo.

Peça os deliciosos bolinhos de bacalhau de entrada (R$ 18 com 12 unidades ou R$ 9 com seis), um vinho ou uma Serramalte de 600 ml e seu happy hour de inverno está garantido.

Deliciosos bolinhos de bacalhau (R$ 9 a porção com seis)

Deliciosos bolinhos de bacalhau (R$ 9 a porção com seis)

Outras entradas bacanas são a Alheira (lingüiça de alho, pão e carne de porco grelhada no azeite), as Moelinhas à Portuguesa (cozidas na cerveja) e as Punhetas, uma saborosa porção de bacalhau dessalgado e desfiado, com cebola e azeite para comer com pãozinho (R$ 20). A punheta (sem trocadilhos) é tão apreciada que um grupo de portugueses criou recentemente a Confraria da Punheta de Bacalhau para promover a especialidade.

O local também oferece pratos (para duas ou três pessoas) das receitas tradicionais de bacalhau (ao Forno, aos Murros, ao Brás, à Gomes de Sá, às Natas, ao Zé do Pipo), mas os preços são mais salgados.

Mega panqueca à bolonhesa ao sugo (R$ 22 para dois)

Mega panqueca à bolonhesa ao sugo (R$ 22 para dois)

Por estar próxima a um hotel, a casa ainda conta com café da manhã, pratos do dia variados e massas. No jantar, servem lasanhas e panquecas, que são opções boas e baratas. O prato  com duas panquecas à bolonhesa (muito bem recheadas), molho ao sugo e queijo gratinado custa R$ 22 e satisfaz duas pessoas.

Doces portugueses para exercitar a gula

Doces portugueses para exercitar a gula

Para exercitar sua gula dê uma passadinha no balcão em frente à cozinha e escolha um dos lindos doces portugueses feitos por lá. Depois você vai à outra academia para compensar.

Academia da Gula – Rua Caravelas, 374 – Vila Mariana (Travessa da Rua Tutóia). Tel.: (11) 5572-2571
Horários: Segunda a Sexta das 7h às 23h. Sábados das 9h às 17h.

Almoço no Kampa com amigo de Lucas Mendes e Paulo Francis

Almoço no Kampa com amigo de Lucas Mendes e Paulo Francis. Foto: divulgação

Por Cecília Araújo*

Quando chegar a uma cidade na República Tcheca, se não souber falar ou ler tcheco, não chegue aos domingos. Caso aconteça, tenha paciência porque os balcões de informação estão fechados e você vai levar uma hora para comprar seu bilhete de metrô… e 1 minuto para descer até a plataforma na escala rolante mais rápida do mundo!

Confit de pato com cassoulet no restaurante Kampa, em Praga. Foto: Cecília Araújo

Confit de pato com cassoulet no restaurante Kampa, em Praga. Foto: Cecília Araújo

No primeiro dia, em Praga, recomendo um passeio de barco pela cidade, que faz parte de um city tour gigante, mas os 40 minutos no Rio Vltava já ajudam a te localizar na cidade.

Prato do dia em Praga: batatas gratinadas, filé de frango e mussarela de búlafa com molho de frutas vermelhas.

Prato do dia em Praga: batatas gratinadas, filé de frango e mussarela de búfala com molho de frutas vermelhas.

Foi no barco que conheci Bernard, um negociador de vinhos aposentado, e seu filho Alex, dois norte-americanos muito simpáticos.

Quando falei que era do Brasil descobri que Bernard era um ótimo contador de histórias: passou a lua-de-mel por aqui, viajou pelo País, morou em Nova Iorque, onde tinha diversos amigos brasileiros: Lucas Mendes, Paulo Francis (jogava pôker com Francis) e James, sim o criador do vinho Marcus James. O James era simpático, contou Bernard, já o vinho…

Berlim: ótimos kebabs como este, no prato, em um restaurante turco

Berlim: ótimos kebabs como este, no prato, em um restaurante turco

Bernard (Forrest Gump) passou apuros no Rio de Janeiro, por sua conta e risco. Resolveu pegar a ponte aérea Rio-São Paulo sem documentos, enfrentou o policial e foi demovido com uma arma na cabeça. A ousadia virou história de boteco e rendeu uma charge… do Henfil.

Lindo joelho de Berlim: tradcional eisben cozido com batatas e purê de maçã

Berlim: tradicional eisben cozido com batatas e purê de maçã

Após um passeio com a dupla pela cidade, fui convidada para almoçar no Kampa Park, um restaurante bem bacana, na beira do rio. Pelo estilo achei que minhas economias acabariam ali, mas até que não saiu tão caro… pra falar a verdade, saiu de graça porque Bernard é um cavalheiro.

O restaurante oferece um menu especial de almoço, com opções bem interessantes. Escolhi um confit de pato com cassoulet de feijão branco, linguiça e bacon crocante (48 reais), que estava sensacional. Para beber escolhemos um vinho branco local [e agora prepare seu tcheco], o “Vinohrad, Ryzlink Rýnský, Kolekce Premium, 2007″. Não entendeu nada? Tudo bem. Estava uma delícia e custava 68 reais.

A sobremesa deliciosa era um prato de panquecas tchecas (fofinhas com a aparência de rabanadas) com molho de frutas vermelhas e creme branco de canela. Afff…

O atendimento do local merece destaque, não só porque a cada troca de pratos eu era chamada de ‘madam’, mas porque os garçons eram extremamente bonitos. Os homens de Praga são bem apessoados, em geral, mas a equipe do Kampa devia ter outra genética.

Budapeste: visite o Mercado Municial e reserve quatro dias para conhecer a cidade

Budapeste: visite o Mercado Municipal e reserve quatro dias para conhecer a cidade

Café astronômico
Praga é uma cidade tão turística, que foi difícil saber onde os locais vivem – talvez eles morem nos restaurantes. Como tal, também reserva armadilhas. Fui esperar a hora cheia do relógio astronômico da cidade – quando vários bonequinhos saem pela janela – tomando um café expresso, que custou astronômicos 7 euros. E os bonequinhos nem tinham tanta graça.

A viagem começou em Berlim, onde comi uma deliciosa porção de falafel (4,50 euros), um kebab gostoso e muito bem servido (3 euros) e um tradicional eisbein cozido com batatas, que estava ok.

Ótimas cervejas tchecas, mas sempre em tamanho grande

Ótimas cervejas tchecas, mas sempre em tamanho grande

Cervejas, claro, tomei todas e as tchecas eram as melhores, mas os nomes se parecem com o do vinho branco, então deixa pra lá. E se você quiser tomar só um chopinho, só um garotinho, esqueça. Os bares de Berlim, Praga e Budapeste não servem pouca cerveja.

Vinho dos reis
Não saia da Hungria sem comprar pelo menos uma garrafa de Tokaji Szamorodni, vinho de sobremesa tradicional de lá. Trouxe meia garrafa do “vinho dos reis” por apenas 8 euros.

Última dica: nunca tente pegar o metrô em Budapeste após algumas cervejas. Como diz o Chico Buarque, húngaro é o único idioma que o diabo respeita.

Albergue em Berlim: clima bacana e local organizado

Albergue em Berlim: clima bacana e local organizado

Hospedagem:

Berlim – Wombats Hostel (20 euros a diária)

Praga – Akcent Hotel

Budapeste – Golden Park Hotel

*Cecília Araújo é publicitária, amigona do coração e sempre faz viagens bacanas pelo mundo.

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Você acha restaurantes vegetarianos sem graça, mas gosta de comida indiana? Então experimente o Gopala Madhava e verás que mesmo sem carne é possível atingir o nirvana gastronômico, pagando pouco.

Em um belo sábado nublado estive por lá com o querido Fábio Almeida, cliente veterano do local originalmente conhecido como Gopala Prasada (as sócias se dividiram e o antigo Prasada ganhou um vizinho ao lado, no mesmo esquema). Eu também já gostava do da e resolvemos matar as saudades em um almoço amigo.

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O Caminho das Índias ovo-lacto-vegetarianas tem fila aos sábados, mas ela anda. Aproveite a espera na escadaria enfeitada com pétalas de rosas e prove a ‘caipirinha’ de mentira – aperitivo de limão, mel e muito gengibre – para esquentar.

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A fila anda porque o esquema é simples e rápido: basta escolher um dos dois cardápios completos ou pedir um pouco de tudo e esperar. Rapidamente chegam a saladinha (alface com trigo e tomate), o suco de frutas com xarope de rosas (à vontade) e a sobremesa. Sim, ela é servida antes, mas não é um costume indiano comer o doce com a salada. Espere pelo almoço.

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Fábio e eu pedimos o mix de menus e nos deliciamos com curry de legumes ao leite de coco (praticamente um bobó sem camarão), pakora recheada (uma berinjela à parmegiana indiana) legumes ao forno, arroz integral e quinua com sementes. Tudo bem temperado, delicioso e saudável.

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Comeu tudo? Agora sim você pode pegar o Gulabjamun, um bolinho de doce de leite incrível embebido em calda de rosas. Eu comeria uns cinco, numa boa.

Satisfeito? Pegue sua comanda de 16 reais, pague e experimente o chai (no Gopala escrevem ‘tchai’), chá indiano com leite bem docinho, na saída. Depois faça um passeio na Rua Augusta, pegue um cinema no Espaço Unibanco e beeeijo tchai!

Gopala Madhava
– Rua Antônio Carlos, 413 – Consolação. Tel.: (11) 3253-3844. Saiba mais em www.brauncafe.com.br

Jam Warehouse: badalação e espera aos sábados

Jam Warehouse: badalação e espera aos sábados

Sair para jantar aos sábados, em São Paulo requer precauções básicas como reservar a mesa e chegar cedo. No badalado restaurante oriental, Jam Warehouse, no Itaim, você ainda enfrenta fila de espera pela comida.

Estive por lá em meados de março, para comemorar o aniversário da minha mãe. Como ela adora sair para jantar – e daí vem meu gosto pela gastronomia – quis impressioná-la.

Culinária japonesa criativa e jazz de fácil aceitação

Culinária japonesa criativa e jazz de fácil aceitação

O Jam conta com dois ambientes (salão e mezanino – não vá de saia curta se for ao mezanino) muito bem decorados à luz de velas – boa pedida para uma ocasião especial, um jantar romântico, ou até para paquerar antes da balada (muita gente estava nesse clima, por sinal).

Fila de espera: grelha não deu conta dos pedidos

Fila de espera: grelha não deu conta das robatas

Em uma mesa próxima ao balcão, eu e minha irmã ficamos de olho nos belos e criativos pedidos da culinária japonesa que saíam da agitada praça dos sushimen. Os preços também impressionam, então ficamos nas robatas (espetos grelhados de salmão, brócolis, shitake e shimeji, em média por R$ 15 cada), que demoravam a chegar.

Meia hora após o pedido, o garçom veio nos informar que havia uma fila na grelha por conta do excesso de pedidos e que as robatas demorariam mais 30 ou 40 minutos. Sim, meu caro leitor, mesmo reservando e chegando cedo, com o restaurante lotado, tivemos de enfrentar espera pela comida. Por favor…

Gostosas trouxinhas de camarão para enganar a fome

Gostosas trouxinhas de camarão para enganar a fome

Mesmo indignados, como era uma ocasião muito especial, contornamos a fome pedindo gostosas trouxinhas fritas de camarão e uma porção de rolinho primavera dispensável. Também arriscamos um ceviche de polvo, pescada e camarão, que além de muito bem apresentado, estava ótimo.

Ótimo ceviche de polvo, pescada e camarão

Ótimo ceviche de polvo, pescada e camarão

No caminho tortuoso para o banheiro – o único jeito era driblar as mesas no salão lotado – vimos que a grelha realmente era pequena para o porte do restaurante e que o responsável pelas robatas trabalhava a todo vapor nos espetinhos. A espera até que valeu a pena porque todas as robatas (servidas com molho tarê e tártaro) estavam deliciosas.

Rolinho primavera sem tempero: dispensável

Rolinho primavera sem tempero: dispensável

Para embalar, como já diz o nome, o Jam traz atrações musicais, que variam entre bossa nova, soul e jazz conforme o dia da semana. No sábado, um trio de se apresentava com versões de fácil aceitação – agradável para os frequentadores do sabadão – e não foi cobrado couvert artístico, pelo menos da nossa mesa.

Após um ‘parabéns a você’ bem baixinho, em ritmo de bossa nova, para não incomodar, e um bom expresso, a noite terminou com saldo positivo. Só não volto no (traffic) Jam aos sábados.

Jam Warehouse
- Rua Lopes Neto, 308 – Itaim. Tel.: (11) 3473-3273

Tostex já tem lei: cigarros só no andar de baixo. Cena do filme "Sobre café e cigarros" de Jim Jarmusch

Tostex já tem lei: cigarros só no andar de baixo. Cena do filme "Sobre café e cigarros" de Jim Jarmusch

Na última sexta-feira estive em uma balada onde não era permitido fumar. A lei antifumo começa a valer em todo o Estado de São Paulo, a partir de 5 de agosto, e os apreciadores de cigarros podem se preparar porque bares e casas noturnas já estão guardando os cinzeiros no armário.

Estive no Tostex, na festa de uma amiga muito querida, e a simpática plaquinha “Não fume aki” deixava a regra clara: nada de cigarros no aconchegante ambiente principal, dividido entre a pista, uma sala com pufes de oncinha e o bar onde pedi diversas long necks (R$ 5 a Skol e R$ 6,50 a Stella) durante a long night.

Sim… sou fumante, não nego, paro quando puder. Sei que é péssimo para a saúde, estraga o paladar e deixou de ser ‘um sucesso’ como mostravam as propagandas do Hollywood. Acho terrível fumar enquanto alguém está comendo, por exemplo, mas o que eu acho não interessa mais neste Estado.

Felizmente, no Tostex, cigarros ainda têm sinal verde no andar de baixo, mas só até 5 de agosto, lembre-se. Mesmo assim era estranho pegar uma cerveja, começar a bater papo com os amigos na festa e largar tudo para fumar a toda hora – claro, porque um fumante sabe a vontade que uma cervejinha provoca.

Califórnia: sem fumaça do lado de dentro e sem bebidas na rua

Califórnia: sem fumaça dentro e sem bebidas na rua. Foto: http://www.allposters.com

Resultado: no meio da festa, a recepção virou um fumacê – um ambiente ‘bem saudável’ para a hostess – e uma balada à parte. Unidos pelo vício, fumantes convictos e ocasionais – aqueles que ’só fumam na balada’ – soltavam suas baforadas felizes, pediam isqueiros, filavam cigarros, falavam das restrições da lei, da vida, do universo e tudo mais.

No fim das contas, os fumantes se adaptam. Eles levam suas fumacinhas para um fumódromo, ficam na janelinha, na área de serviço, saem do shopping, do aeroporto, do restaurante, do bar… saem de casa, vão comprar cigarros e não voltam nunca mais. Eu já me adaptei em algumas viagens para a Califórnia, onde o negócio é ainda pior: você não fuma do lado de dentro e não pode beber na rua.

Para quem parou de fumar recentemente [parabéns], essa lei é uma maravilha. Eu já parei algumas vezes e sei o que é tomar cerveja sem fumar enquanto seu amigo puxa aquele cigarrinho gostoso na sua frente.

Só os holandeses mesmo... Foto: http://ajourneyroundmyskull.blogspot.com

Cigarro e aeróbica? Só os holandeses... Foto: http://ajourneyroundmyskull.blogspot.com

Ainda bem que existem adesivos, medicamentos, ou aquele chiclete – que mais parece um cinzeiro molhado na boca – para que os ex-fumantes continuem amando seus amigos. Agora tem até uma lei! Você chegará da festa sem parecer um cinzeiro ambulante, são e salvo, sem a meia furada ou o braço queimado por uma brasinha na pista. Você vai tomar um chope no bar e ninguém fumará na sua frente.

Mas se fumar não é legal – e não é mesmo – então proibam logo a venda de cigarros. Pronto. Ninguém fuma mais. Ah… eles geram uma arrecadação incrível… E que tal um incentivo em medicamentos para parar de fumar? Eles são caros, mas a bupropiona [e um pouco de força de vontade] fazem com que você, literalmente, esqueça que o cigarro existe. Fico imaginando o pessoal no Tostex se encontrando no ex-fumódromo sem saber a razão.

Por que voltei a fumar? Ah sim… deixei de seguir uma simples recomendação da minha médica: “Fique longe do boteco”. Mas  agora tenho uma nova receita da Dra. Cássia na bolsa e uma forte recomendação do governador. Só não sigo a recomendação do governo de São Paulo para livros didáticos.

Tostex – Rua Haddock Lobo, 949, Jardins – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3898-1265.