“Coca-Cola… um sorriso”

December 26, 2009

World of Coca-Cola: marketing e cultura pop

Primeiro desejo ao querido leitor do Braun Café um Feliz Natal, atrasado. Peço desculpas pela ausência, mas dezembro foi mais do que corrido. Além de muito trabalho, tive a oportunidade de viajar (a trabalho), para a terra da Coca-Cola.

Neste tempo também acumulei novas experiências (comer um pudim de leite à luz de velas na Vila Madalena, conhecer a nova cozinha onde são testadas receitas da Unilever, provar o rocambole de chá verde de uma nova boulangerie perto de casa, realizar um projeto de ‘champagne e caviar’, além de festejar um ‘casório de boteco’ de amigos queridos). Felizmente estou de folga nesta última semana do ano para compartilhar contigo todas estas novidades. Vamos nessa.

Recepção ao som do refrigerante caindo no copo... aaah

Quando me escalou para um evento da IBM, em Atlanta (EUA), a Cris De Luca me disse que havia duas coisas importantes para visitar, no pouco tempo livre que restasse: a fábrica da Coca-Cola e o tour da CNN. Felizmente, ambos ficam no centro da cidade. Joguei minhas malas e me joguei pra lá.

O tour da CNN é legal, embora visitar jornalistas trabalhando não seja novidade no meu dia-a-dia. Próximo assunto… Atravessei o parque Centennial Olympic, vazio e gelado, ouvi ‘Twist and Shout’ (era uma fonte ‘dançante’) no caminho e cheguei ao The World of Coca-Cola.

Visual do museu próximo à sede da Coca-Cola

O museu da Coca-Cola, próximo ao gigantesco edifício que sedia a empresa, é uma aula de marketing e de cultura pop. Primeiro porque o cara de tornou o refrigerante o que ele é hoje, não foi o doutor John Pemberton, o inventor da fórmula em 1886, mas outro farmacêutico chamado Asa Candler. Foi ele que criou todo o sistema promocional e de distribuição da bebida. Isso inclui distribuir cupons para incentivar a degustação, segurar o preço do refrigerante a 50 cents por anos, criar uma linha de souvenires (broches e fechos para cadernetas) do século passado, inventar o ’six pack’ e tudo que o Asa tivesse a dar à sua imaginação.

Garrafas históricas. Saudade do Taí?

Entre garrafas históricas, encontrei o doce guaraná Taí (clássico dos anos 80, que não deixou saudade), e propagandas do mundo, incluindo o urso polar com a camisa da seleção. No tour você também fica sabendo que a Coca-Cola foi o único produto da empresa por 70 anos (o segundo foi a Sprite) e “possui zero aditivos químicos em sua fórmula” (e a Monga é um macaco de verdade).

Sala 'Além da Imaginação" no final do tour: 64 refrigerantes do mundo para provar

O momento mais esperado do passeio é a degustação de refrigerantes exóticos no final. São 64 sabores de diversos países para provar à vontade. É só pegar o copinho, apertar o botão e beber… e beber… e beber…

Por um instante me senti em um episódio de “Além da Imaginação”. Pensei na cena de um cara viciado em refrigerantes indo para o céu – ou para o inferno, se preferir – tendo de provar todos aqueles sabores pela eternidade. Deliciosamente assustador.

Inca Kola, a Tubaína do Peru

Obviamente não provei 64 refrigerantes ou não estaria aqui para contar. Experimentei Inca Kola, a Tubaína do Peru, que tem um sabor semelhante à nossa e uma coloração amarelo-fosforescente ‘bem natural’. Da mesma cor, a Fanta Kiwi-Maçã tailandesa tem um sabor agradável (foi a que mais gostei).

Fanta 'Apple-Kiwi' da Tailândia: interessante

A VegitaBeta, um refri ’saudável’ com maçã e cenoura, do Japão, não era tão ruim. Já o refrigerante de abacaxi ‘Bibo’, doce até não poder mais, me fez ficar meio triste pelas crianças da África do Sul. O Brasil estava representado por um Nestea light… não entendi. Podiam ter colocado Guaraná Jesus, o refri-chiclete do Maranhão, que é bem exótico.

VegitaBeta: refrigerante japonês com cenoura. Hummm...

A Twilight Zone de refrigerantes também tem um barman. A bebida do momento era um ‘drink natalino’ de Coca-Cola normal com xarope de gingerbread (gostoso, mas nada de outro mundo).

Na área dedicada às ‘Cocas-Colas’, vi a Cherry Coke Zero (não tive coragem de provar), a Coca-Cola Light sem cafeína (já tomei uma vez em 1998 e nunca mais) e a Vanilla Coke, que tem um alto poder viciante, com sabor de baunilha no final.

Vanilla Coke tem potencial

Antes de entrar na lojinha da Coca-Cola, uma prova de resistência até aos menos consumistas, você pode pegar uma garrafinha (“Have a Coke on Us”) e levar para casa. Sei que muita gente guarda o souvenir, mas resolvi abrir e provar a bebida aguada e sem gosto que ganhei do museu. A nossa Coca é bem melhor.

Depois do caos da Santa Ifigênia, o chope suave de colarinho cremoso é a recompensa

Tomar um chope do Bar Leo, no sábado, por volta das 13h, é a melhor recompensa para quem enfrentou o caos da Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo.

Outro dia estive por lá com o Dexter e uma listinha de compras incluindo cabos, alicate amperímetro e bateria de telefone sem fio. Passei pelos churrasquinhos de gato que esfumaçavam a multidão e pela horda de camelôs, sem reclamar. Afinal, em algumas horas tomaria o chope de colarinho alto e cremoso do Leo.

Chope une palmeirenses e corinthianos que tomam a calçada nas 17 mesinhas do lado de fora

Naquele sábado, o pequeno bar estabelecido na esquina da ruas Aurora e dos Andradas desde 1940, estava lotado de pessoas apoiando seus chopes nas mesinhas altas da calçada.

Cheguei no horário de pico, por volta de 13h30, ignorei o bar apinhado, entrei e pedi uma mesa ao Gaúcho, o simpático garçom que atende a área próxima à cozinha. Em poucos minutos, quatro lugares estavam disponíveis. Parece milagre, mas a real é que as pessoas gostam de apreciar o chope do Leo em pé mesmo, sem frescura. A lei antifumo também colabora.

O maravilhoso bolinho de bacalhau do Leo (R$5) servido às quartas e sábados. Peça logo dois

Para acompanhar seu chope (R$ 5), peça o bolinho de bacalhau (R$ 5 cada), que é servido somente às quartas-feiras e aos sábados. Aliás, peça logo dois porque esse quitute preparado pelas donas Maria e Marlene é delicioso. Só perdeu o primeiro lugar na minha lista quando provei o bolinho do Bar do Plínio, no Limão. No sábado, elas disseram que chegam a preparar mais de mil bolinhos no Leo.

Donas Maria e Marlene: mil bolinhos de bacalhau no sabadão

Como a especialidade da casa é a cozinha alemã, prove os canapés variados (R$ 22) de pão preto com pasta de roquefort, de azeitona e linguiça moída (o melhor). O sanduba de rosbife (R$ 13) no pão francês cortadinho também é ótimo. E às sextas-feiras, o bacalhau volta a aparecer no cardápio. Dizem que a bacalhoada do Leo é uma delícia. Tentei provar uma vez, nas férias, mas cheguei tarde e o prato do dia já havia acabado.

Canapés variados (R$22) são especialidade

Folclore
O Leo só serve chope claro com o colarinho alto e não tente ‘piratear’. Já ouvi histórias de pessoas que pediram menos colarinho e o garçom recomendou que fossem ao bar do lado. O folclore botequeiro também conta que alguém pediu chope escuro e o garçom respondeu que era só apagar a luz.

A maioria adora esse chope Brahma, bem tirado, do jeito que sempre foi. Até corinthianos e palmeirenses deixam as diferenças de lado depois do primeiro gole.

"Quer chope escuro? Apaga a luz"

Graças a estes apreciadores, incluindo aqueles que se refrescam carregando suas sacolinhas pretas de plástico com um novo HD ou um ‘iFone‘, o Leo serve de 1.920 a 2.400 chopes em um único sábado. Santo remédio.

Bar Leo – Rua Aurora, 100. Tel (11) 3221-0247. Horários: Segunda a Sexta das 11h às 21h30. Sábados das 10h às 18h.

Dicas da Saideira

November 21, 2009


A Festa da Saideira do Boteco Bohemia é uma ótima oportunidade de provar os petiscos dos bares concorrentes, que você não conseguiu visitar durante o período de votação. Afinal, para provar todos você teria de ser um ‘botequeiro ninja’ e ir a um bar por dia no mês de outubro.

O vencedor deste ano foi o ‘pirulito de rabada no caixote’, do Bar Veríssimo, no Brooklin. A carne da rabada é bem gordurosa e chata de comer, mas o quiabo em conserva e o ovo de codorna, que acompanham o petisco estavam ótimos (e olha que não sou muito chegada a quiabo).


O segundo lugar ficou com o petisco ‘Sousplat de vol-au-vent’, do Famoso Bar do Justo, e o terceiro foi para o Cone de Baião no Varal, do Botica do Quintana (dos mesmos donos do Veríssimo). Este último, um verdadeiro ‘petisco instalação’ criado pelo chef Zé Maria, foi degustado durante a caravana de botecos.

Nesta grande ‘quermesse de botecos’, que reuniu 10 mil pessoas nos dias 7 e 8 de novembro, na Mooca, provei algumas delícias que não levaram o prêmio e fiz uma eleição paralela. A melhor parte é que elas ainda estão nos cardápios dos bares e você também pode provar.

Boi na Moita
Meu favorito foi o escondidinho de carne de costela desfiada, sem gordura, com escarola, coberto com creme de espinafre e crosta de parmesão. Pode não ser considerado um ‘petisco de boteco’ por exigir o talher, mas é uma delícia e merece a visita ao Botequim Bar & Grill, em Perdizes.


Botequim Bar & Grill – Boi na Moita (R$ 11,90) – Rua Caraíbas, 621 – Pompéia – Tel.: 3673-2977. Horário: 2ª a 6ª, das 17h à 1h; sábado, das 12h à 1h.


Só no canudinho

O canudinho de bobó de camarão do Boteco Seu Zé servido em um cone de massa folhada também é uma das deliciosas criações da sexta edição do festival. Aos sábados, o bar tem roda de samba.


Boteco Seu Zé – Canudinho Surpresa do Seu Zé (R$ 15) – Rua Mourato Coelho, 1144 – Vila Madalena – Tel.: 3034-6382. Horário: 3ª a 6ª, das 18h até o último cliente; sábado, das 13h30 até o último cliente e domingo, das 13h até o último cliente.


Alcachofra memorável

Esta foi uma das grandes surpresas da festa. Confesso que achei que um petisco de alcachofra não teria nada de especial. Mas o tempero de alho, azeitonas, pão, parmesão e muito azeite tornou memorável o petisco do Bar Memorial.


Bar Memorial – Alcachofra Memorial (R$ 22) – Rua República do Iraque, 1326 – Campo Belo – 5054-0719. Horário: 3ª à 6ª, das 17h30 à 1h, sábado das 12h30 à 1h30, domingo e feriados das 12h30 às 23 h.


Bolinha maravilha

Simples e gostoso, o bolinho de queijo com recheio de tomate seco moído e crosta de aletria do Baró é um dos poucos petiscos sem firulas do Boteco Bohemia. Difícil comer um só.

Maravilha de Queijo com Tomate Seco do Baró, aberto recentemente na Vila Madalena

Baró Vila Madalena – Maravilha de queijo com tomate seco (R$ 15 – 12 unidades). Rua Mourato Coelho, 861 – Vila Madalena – Tel.: 3034-4118. Horário: 2ª a 6ª até o ultimo cliente, sábado das 16 horas até o ultimo cliente, domingo a partir das 13h.

A nova Bohemia Oak, que passa por barris de carvalho, estava circulado no evento, mas não achei muita graça – esperava mais presença. Como disse a Ciça, “parece chope carioquinha” (Mistura de chope claro com escuro).


Além de muita petiscagem e som de primeira (destaque para Banda Black Rio, Casuarina e ao mestre Paulinho da Viola), no dia 8/11 tive ótimas dicas culinárias com a querida chef e blogueira Ana Franco, do Cozinha de Ideias.


As três ideias preparadas pela Ana foram um prático e saboroso risoto de presunto com ervilhas e brie (adoro a combinação de ervilhas e presunto em massas e adorei no risoto); batatinhas assadas e recheadas com pasta de mortadela, ricota e passas; e bolinhas de melão envoltas em presunto cru e servidas no palito (fácil e certeiro para as festas de fim de ano). Veja as fotos no Flickr do Braun Café .

Surpresas de Almagro

November 7, 2009

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Entrada do charmoso hotel-boutique Racó de Buenos Aires, na tranquila rua Yapeyú

Embora não estivesse a dois passos do centro de Buenos Aires, encontrei uma espécie de paraíso no bairro de Almagro, uma região residencial em torno da rua de comércio Rivadavia, que traz ótimas surpresas.

A escolha começou pelo hotel Racó de Buenos Aires, que descobrimos pelo Venere.com. Nos apaixonamos logo de cara pelo antigo casarão portenho construído em 1870, todo reformado e estiloso que vimos via web e que era ainda mais bacana pessoalmente.

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Casarão de 1870 foi modernizado, mas manteve alguns toques retrô

Após consultarmos os reviews no Trip Advisor não tivemos dúvida: decidimos ficar cinco dias em um lugar onde as pessoas moram, estudam, vão ao mercado e vivem a vida. A vista do quarto bem decorado, limpo e que devia ter uns quatro metros de pé direito, era a Basílica de San Carlos Borromeo, que deixou de recordação a melodia dos sinos das 19h.

O café da manhã muito gostoso (salada de frutas, pães variados, suco, café e uma geléia de damasco ótima) podia ser servido em qualquer ambiente da casa ou mesmo no quarto, mas o melhor lugar foi o jardim interno (da foto).

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Café-da-manhã no jardim do hotel; sossego e ótimo atendimento

O atendimento extremamente atencioso e simpático dos proprietários, o casal Julián e Vanesa, a tranquilidade, o ambiente e a organização do lugar valeram cada centavo da diária de 90 dólares, nos cinco dias em que ‘moramos’ na rua Yapeyu (“Chapechu” para os portenhos).

No bairro, entre edifícios residenciais, todos com sacada, e três colégios católicos pelos quais passávamos diariamente, fomos explorando Almagro. Aqui vão algumas dicas de lugares para comer, beber e comprar vinhos, todos próximos à estação Castro Barros, na linha azul do velho metrô.

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Confeitaria Las Violetas: patrimônio histórico de Buenos Aires como o Café Tortoni

Las Violetas
Assim como o obrigatório Café Tortoni [trouxe uma caneca de lá para minha coleção], esta confeitaria que completou 125 anos em setembro, também é patrimônio histórico da cidade. Passe por lá para tomar um café expresso cortado (nosso ‘pingado’), que já vem com dois docinhos.

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Café expresso 'cortado' já vem com docinhos

Sem saber deste detalhe, pedi um pedacinho de bolo com pêssegos, chantilly e recheio de doce de leite – o ‘dulce onipresente’ da Argentina.

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'Pedacinho' de bolo com pêssego, chantily e dulce de leche dá para três

O bolo estava ótimo, mas a fatia dava para três. Como comentei no post sobre as carnes, os portenhos ignoram o conceito de porções individuais. Mesmo com toda a minha gula individual não dei conta do pedaço.

El Boliche de Roberto
Neste boteco antigo, aberto como armazém de bebidas em 1894 em uma esquina na Plaza Almagro (Bulnes com Juan D. Perón), pratica-se o esporte de tomar cerveja com os amigos.

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Boteco de verdade dos locais para tomar uma gelada, jogar conversa fora e ouvir 'tango de raíz' ao vivo

Chegue ao “Lo de Roberto” por volta das 22h30 para garantir uma mesa no pequeno salão, beliscar uns acepipes e esperar pelo ‘tango de raiz’, que rola ao vivo depois das 23h30. O lugar precioso, que me foi indicado pelos amigos Roger e Pedro, é dos portenhos. Dexter e eu éramos os únicos forasteiros naquela noite, mas fizemos uns amigos ocasionais na mesa de jovens estudantes de filosofia ao lado da nossa. Perguntaram se Bonito (MS) era um lugar bacana no Brasil, se éramos de esquerda e depois socializaram nossa porção de salame, queijo e azeitonas.

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Isenbeck gelada (15 pesos) e amedoim cortesia

Só pequei por ser turista de primeira viagem: cheguei muito cedo e não aguentei até o tango. Além disso, estava sem trocado e o lugar não é do tipo que aceita cartões, mas essa parte foi facilmente resolvida com mais um litro da saborosa Isenbeck, bem gelada, por apenas 15 pesos.

Kalimnos
Beber e comprar vinhos são recomendações expressas a quem visita Buenos Aires – já reservei espaço na mala e segui a dica do Alê Scaglia para comprar o Saint Felicien, da bodega Catena Zapata (46 pesos ou 23 reais).

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Bons vinhos para trazer na mala, embutidos e iguarias no empório Kalimnos

Para minha alegria, logo na saída da estação Castro Barros está o Kalimnos, um empório muito bacana, que oferece uma grande variedade de vinhos a preços ótimos – comprei também um Angelica Zapata por 110 pesos -, além de cervejas artesanais, doces, enlatados e frios interessantes.

O presunto na brasa deu água na boca, mas não rola trazer. Uma boa opção é comprar os frios por lá, uma garrafa de vinho e fazer um lanche bacana. Essa fica para a próxima viagem.

Só para fechar, mais três dicas rápidas:

Prove um ‘helado’
O sorvete mais indicado é o da rede Freddo, que vi no bairro da Recoleta e no shopping Galerias Pacífico, na ‘Calle Florida’, a rua das compras no centro. Foi lá que topei com uma sorveteria com cara de tradicional, a Via Flaminia (Rua Florida, 121). Me despedi de Buenos Aires com um excelente sorvete artesanal de creme com amêndoas inteiras e doce de leite com flocos de chocolate.

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Delicioso 'helado' do Via Flaminia

Abuela Goye
Traga pelo menos uma caixa desse alfajor na mala. Isso se resistir aos potes de doce de leite e chocolates vendidos na loja da Rua Florida. Quem me apresentou essa delícia da Patagônia Argentina foi a Rê Mesquita e serei eternamente agradecida. Já detonei uns quatro com cobertura de chocolate meio-amargo aqui em casa. “Epetacular”.

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Abuela Goye: alfajores sensacionais da Patagônia Argentina

Don Carlos, ‘el poderoso chefón’
Quando for visitar a Bombonera, em La Boca, leve dinheiro na carteira para garantir o almoço no Don Carlos (Brandsen, esquina com Del Valle Iberlucea. Tel.: 4362-2433) um restaurante pequeno e familiar, ao lado do Estádio da Bombonera. Eles não têm cardápio. Basta pagar 75 pesos por pessoa e ir experimentando as massas, carnes e outros pratos preparados pelo senhor Carlos e servidos por sua filha.

O lugar foi indicado por um argentino que fez um guia ótimo da cidade (tenho por e-mail para quem desejar). Chegando lá soube que também é o restaurante favorito de Francis Ford Coppolla, em Buenos Aires. A filha do Don Carlos, muito simpática, me mostrou a foto dele, em um porta-retratos no balcão. Pena que estava ’sin plata’ suficiente e eles não aceitam cartão. O poderoso chefón, Don Carlos, também vai ficar para a próxima.

¡Gracias!
Muito obrigada aos queridos Cecília, Ciça, Fabi, Alejandre, Marina, Gui, Rê e Henrique, Rô Caetano, Pati,  Nando, Afonso, Thiane, Roger e ‘Predo’, que me passaram dicas ótimas da cidade. Muchas gracias aos companheiros de gastronomia (Clau Midori, Let, Ana, Tatu, Leandro, Luiz Ricardo, Minervino, Júlia e Lu Betelson). Estou certa de que Buenos Aires merece muitas degustações.

Fabre Montamyu

Meia garrafa de Fabre Montmayou no Cabaña Las Lilas: bom vinho, mas serviço lento

Se for a Buenos Aires, você tem de comer carne – a não ser que seja vegetariano, o que deve ser considerado um crime pelos portenhos – beber vinho e viver tango.

Basta sentir o aroma de churrasco, que paira pela cidade na hora do almoço, para ser conduzido a uma das ótimas opções de ‘parrilla’ da cidade.

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Couvert no estilo Rubayat do Cabaña Las Lilas

Aqui vão duas dicas sem erro: o Cabaña las Lilas, mais pomposo e de excelente qualidade, e o El Desnivel, mais simples, não menos saboroso, e muito barato.

Se o Rubayat está fora do seu orçamento, em Buenos Aires, onde o real vale o dobro do peso, você pode se dar ao luxo de almoçar em um restaurante do mesmo grupo, em frente ao Rio da Prata, em Puerto Madero.

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Pães, bisquis e costratas para acompanhar os acepipes do Cabaña. Só erraram no pão de queijo (duro e frio)

Vale pedir o couvert, composto de um prato com tortilla ao centro, pimentões ao alho e azeite, caponata, tomates assados, mussarela de búfala, presunto cru e rúcula fresca para petiscar com os pães e crostatas. O pão de queijo foi reprovado (estava frio e duro).

Aproveite bem o couvert e peça um vinho da imensa carta do local. Optei por meia garrafa do Fabre Montmayou Malbec Mendoza, bem frutado e leve para acompanhar a carne em um dia quente. O único problema foi a demora no serviço. A garrafa chegou rapidamente, mas esperamos um bom tempo até que alguém nos servisse e a bebida ficou quente.

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Corte de costela de boi ou 'filé de brontossauro'. Conselho: divida a carne

E aqui vai o conselho mais importante que posso lhe dar sobre restaurantes em Buenos Aires: divida a carne, peça uma salada ou batatas de acompanhamento e você será feliz. Parta do princípio que os portenhos têm um espírito de grandeza. Suas avenidas são largas, os edifícios públicos grandiosos e as porções, igualmente.

Aprendemos a lição depois de pedirmos um prato de carne para cada um e sairmos rolando de lá. A tira de costela (90 pesos) mais parecia um filé de ‘brontossauro’ na frente do Dexter (ao ver o prato, o casal de norte-americanos ao lado também pediu… para dividir). O sabor estava bom, mas gostei mais do meu o bife de tira (80 pesos). Muito semelhante à picanha, a carne estava extremamente macia, saborosa e ‘ao ponto’ certo – uma das melhores que já comi. No fim das contas, pagamos 300 pesos pelo almoço, além dos 10% pelo serviço.

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Desnivel, bom e barato em San Telmo (não aceita cartão)

Uma dica importante sobre restaurantes em Buenos Aires é que muitos não aceitam ‘tarjeta’, só ‘efectivo’. Então ande com pesos, além do cartão, para garantir sua refeição. Este foi o caso do Desnivel, que valeu todos os pesos contados que tínhamos na carteira.

Localizado no bairro de San Telmo, o Desnivel é um restaurante simples, com atendimento muito simpático (o Claudio, nosso garçom manjava muito de futebol) e uma comida deliciosa. Excelente dica da Fabi Monte, que recomendo a todos.

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Boa provoleta e linguiça no ponto de entrada com pão 'tipo' francês e requeijão

Chegamos meio cedo, por volta de 20h30, para jantar antes de um show de tango, a dois quarteirões dali e uma roda de samba (é isso mesmo) animava o fim da feira de San Telmo, que rola todos os finais de semana.

Logo na entrada você encontra a imensa parrilla, uma vitrine de carnes e muitas rodelas de provolone prontos para entrarem da brasa, além de vários garçons bailando pelo ambiente simples e acolhedor para atender os clientes.

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Carnes na parrilla e rodelas de provolone prontas virarem provoletas

Além do couvert de pão francês com requeijão (no lugar da manteiga) pedimos linguiça e provoleta. A linguiça estava ótima ao molho chimichurri, perfeito para carnes, e a provoleta estava boa (o queijo podia ser um pouco mais derretido, mas valeu).

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Tira de costela do Desnivel: mais gordurosa e saborosa em relação à do Cabanã

O principal foi tira de costela, porque o Dexter decidiu fazer um comparativo. Interessante observar que o corte era diferente e a carne estava bem mais para costela (gordurosa e saborosa) do que a do Cabaña. Valeu a pena.

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Garçons bailando no atendimento aos clientes locais e alguns turistas no Desnivel

Para acompanhar pedimos meia garrafa de Norton malbec, que estaria um pouco melhor na temperatura certa, e nos divertimos falando de futebol com o garçom. O simpático Claudio, que torce pelo Independiente, finalmente deu uma boa resposta à pergunta que o Dexter não se cansou de fazer aos portenhos. Para Claudio, o Riquelme não vai sair do Boca e ir para o Corinthians.

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Depois do Desnivel, show de tango no El Viejo Almacen, em San Telmo

A conta do Desnível saiu apenas 67 pesos, uma excelente relação custo benefício para nossa balada tanguera independente. No lugar de comprarmos o pacote com transporte, jantar e show, optamos apenas pelo ingresso do show (87 reais por pessoa) em um quiosque no shopping Galerias Pacífico (Calle/Rua Florida) e jantamos no Desnível, a dois quarteirões do El Viejo Almacen, que oferece um ótimo espetáculo, incluindo duas taças de bom vinho e água.

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La Viruta: aula de tango e balada por 8 reais a entrada

Acabei me rendendo ao show depois de ter aprendido os sete passos básicos do tango no La Viruta, uma milonga no bairro de Palermo Hollywood, que vale conhecer. Por uma entrada de 16 pesos (8 reais) você pode fazer uma aula grátis de tango, praticar no baile e ainda arriscar um twist, que o DJ também rola. Mesmo assim, ainda sentimos falta de ver os profissionais dançando no palco e fomos ao show, que também valeu todos os pesos.

E por que a carne argentina é mais macia do que a brasileira? Como explicou o dono do Pobre Juan à Cecília, os bois de lá pastam em uma área plana e fazem menos esforço do que os nossos, o que mantém a carne macia. Resumindo: eles ‘pastam’ menos do que os brasileiros.

"Um, dois, feijão com arroz": ótimo bolunho de arroz com calabresa e queijo. Feijão cru, da decoração, foi para o prato

"Um, dois, feijão com arroz": ótimo bolinho de arroz com calabresa e queijo. Feijão cru, da decoração, foi para o prato

A saideira do antigo trabalho pede uma cerveja. Para celebrar o novo emprego de uma amiga, que também mora na região da Vila Mariana, fomos ao Bar Providência, um dos concorrentes do Boteco Bohemia, em São Paulo.

A primeira parada seria o vizinho Academia da Gula, que também participa do festival, mas estava abarrotado na sexta (16/10). Então formos tomar uma pielsen no Providência e provar o petisco “Um dois, feijão com arroz”.

Macio e saboroso, o bolinho de arroz recheado de queijo e calabresa levemente picante é o protagonista da porção. Mas como muitos bares participantes vêm incrementado – até demais – seus petiscos para vencer a disputa, os bolinhos são acompanhados de um pouco de tutu (razoável) com couve bem fininha por cima, farofa de banana (boa para quebrar os sabores fortes) e dois caldinhos de feijão branco, além de um potinho de pimenta biquinho, sempre amiga.

Porção do Boteco Bohemia sempre servida com realeza e sininhos tocando, acompanha pielsen

Porção do Providência servida com realeza e sininhos tocando; pielsen acompanha

Para dar um style na porção, os caldinhos – servidos em copos de cachaça – são rodeados em um punhado de feijão preto ao natural. Bacana, mas quem tem pressa [e fome] come cru, já diz o ditado.

No calor da comemoração e já alegre depois de uma cachacinha, minha amiga serviu-se de farofa e algumas colheradas do feijão preto por cima. Felizmente, logo vimos que aquele não era ‘de comer’ e caímos na gargalhada. O caldinho, aliás, é muito bom, para degustar sem pressa porque é só um shot.

Longe do Rocinha: entre os sandubas da casa, passe longe do Rocinha (hamburguer com gorgonzola, alface e tomate) – eles precisam conversar com o fornecedor porque o pão de hamgurguer estava seco. Já o sanduíche de filé mignon no pão francês (Leblon) é simples e gostoso.

Sobremesa requer providências: o bar também precisa melhorar a oferta de sobremesas. Entre as poucas opções estão o brigadeiro de ‘colherão’ (servido em uma colher de sopa… ficou meio estranho) e o sorvete, que segundo minha amiga, era bem fraco.

Bar Providência (fecha pontualmente) – Um Dois Feijão com Arroz (Bolinho de Arroz com Lingüiça Calabresa e Mussarela na cama de tutu com couve. Acompanha caldinho de feijão branco). Preço: R$ 22
Endereço: Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 262 – Vila Mariana – Tel.: 5084-7282
Horário: de 2ª a 6ª, das 17 à 1, sábado, domingo e feriados das 12 à 1h.

Boteco Tour

October 12, 2009

Caravana de botecos começando pelo Baião no Varal, do Botica do Quintana

Caravana de botecos começando pelo Baião no Varal, do Botica do Quintana

No último sábado (10/10), a organização do Boteco Bohemia reuniu uma turma de blogueiros bons de garfo, de copo e de papo para fazer um tour por quatro botecos que participam do concurso este ano. Foram sete horas de botecagem provando petiscos harmonizados com Bohemias nos bairros do Brooklin, Ipiranga, Limão e Vila Madalena. Veja aqui as impressões da Caravana de Botecos.

Harmonização começou com  Weiss e depois veio a Bohemia Escura, que harmoniza com o carpaccio do petisco

Harmonização começou com Weiss e depois veio a Bohemia Escura, que vai bem com o carpaccio do petisco

A primeira parada foi o Botica do Quintana, que concorre com o “Cone de Baião no Varal”. Praticamente um baião de dois desconstruído, este petisco-instalação é composto de um balde de garrafas de cerveja com um varal de alumínio onde são pendurados cones de macaxeira – cozida, misturada com queijo coalho e assada – recheados com um leve baião de dois (arroz, feijão fradinho, linguiça e queijo), pedacinhos de carne de sol e uma torradinha pendurados com pequeninos pregadores, além de carpaccio de carne no pão preto e couve crisp.

Carpaccio no pão preto com couve crisp roubou a cena do varal

Carpaccio no pão preto com couve crisp roubou a cena

O carpaccio com couve crisp roubou a cena e caiu muito bem com a Bohemia Escura indicada para o petisco, embora os trabalhos tenham sido iniciados com uma Weiss. Gostei do baião de dois, mas acho que o conceito foi mais incrível do que o sabor. Como o pessoal comentou, o cone era muito firme e atrapalhou um pouco a degustação. Mesmo assim, o chef Zé Maria mereceu palmas pela criatividade e pela simpatia ao explicar o conceito do petisco.

Cone de de macaxeira com queijo coalho assados e baião no recheio. Bom, mas prefiro o baião sem cone mesmo.

Massa assada de macaxeira com queijo coalho e recheio de baião de dois. Bom, mas prefiro o baião sem cone mesmo.

A receita leva coentro e eu, que não sou chegada, nem percebi. O truque, segundo Zé Maria, é colocar um pouco de coentro fresco para finalizar. Segundo ele, quanto mais cozinha, mais ele ’se solta’ na comida. Se você não gosta muito “da salsinha do Nordeste”, como comparou o chef, agora já sabe o segredo.

Bar dos mesmos donos do Veríssimo faz referência às boticas da época de Mário Quintana

Bar dos mesmos donos do Veríssimo faz referência às boticas da época de Mário Quintana

O atendimento do Botica, ainda em reforma, foi ótimo. Há cerca de três meses, o bar vem se transformando para homenagear as boticas da época de Mario Quintana e Carlos Drummond de Andrade explicou Henrique Moreira, assistente de marketing. Conhecido anteriormente como Santa Clara, o boteco pertence aos mesmos donos do vizinho Veríssimo, que também concorre com outra ‘instalação’.

Kamaleon: pagode do "Leva Eu" e futebol no Ipiranga

Kamaleon: pagode do "Leva Eu" e futebol no Ipiranga

Saindo do Botica, a Caravana de Botecos partiu para o ‘pagode’ do Bar Kamaleon. Pouco antes de chegarmos, na Avenida do Cursino com a Bosque da Saúde, avistamos o Bar do Luiz Nozoie, clássico boteco, daqueles que não têm placa, aberto em 1962 por um chefe de família japonês, que adora pescar.

O Nozoie foi apontado pelo Mingo, produtor de botecos gente fina, que agitou nossa Caravana e é fã de Guinness – já tomou 21 pints em um St. Patrick´s Day. Mingo e os amigos chamam o bar de ‘barbantinho’ por conta do barbante que é usado para pescar a cerveja estupidamente gelada de uma máquina de sorvetes.

Petiscos servidos com realeza em urna, com sino tocando

Petiscos servidos com realeza em urna, com direito a sino tocando

Ao som de pagode da banda “Leva Eu”, que não é minha praia, entramos no Kamaleon para provar um petisco que parecia bem ‘heavy metal’ – bolinho de carne recheado de camarão empanado em farinha crocante japonesa (tipo Soft Panko), acompanhando sardela e molhinho de pimenta amarela.

Kamarão na toca: bolinho de carne com camarão, sardela e molho (campeão) de pimenta amarela

Kamarão na toca: bolinho de carne com camarão e molhyo de sardela. Ponto para a pimentinha amarela

Na prática, não era tão metal assim e me agradou bastante. O croquete de carne dominou o camarão, mas dava para sentir a mistura inusitada e saborosa no final. E depois de provar o molhinho de pimenta (vendido pronto no Mercadão), deixamos de lado a sardela.

Cerveja frutada para quebrar o petisco 'metal', espantar o frio e o pagode

Cerveja frutada para quebrar o petisco 'metal', espantar o frio e o pagode

O petisco foi harmonizado com a Confraria, que é mais adocicada, para quebrar o sal, explicou Henri, o dono do bar. Segundo ele, a ideia era juntar diferentes tipos de carne em um só petisco.

Toma mais uma Weiss, no Limão

Toma mais uma Weiss, no Limão, para esperar o Bicho Bão

Depois do pagode, em um frio fora de estação, seguimos ao “toma mais um Limão” para o Bar do Plínio, um boteco de bairro, sossegado, especializado em peixes.

Guioza invocado: recheio de salmão e camarão ficou ótimo com molho agridoce de damasco, laranja e pimenta rosa

Guioza invocado: recheio de salmão e camarão ficou ótimo com molho agridoce de damasco, laranja e pimenta rosa

Desta vez rolou mais uma rodada de Weiss para harmonizar com o Bicho Bão: guiozas fritos de salmão e camarão combinados com palmito e cream cheese, servidos com molhos de maionese verde (com salsinha e limão) e agridoce (damasco, mostarda com ervas, laranja e pimenta rosa). O petisco estava muito bom, especialmente com o molhinho agridoce, mas meu mundo caiu quando provei o bolinho de bacalhau.

Bolinho de bacalhau fora do spript surpreendeu. Quero voltar para um repeteco e provar o bolinho de arraia

Bolinho de bacalhau, fora do script, surpreendeu. Quero voltar ao Plínio para provar o bolinho de arraia

Graças aos botequeiros Leandro e Biso, que são alérgicos a camarão (vida dura), o pessoal pediu os macios e cremosos bolinhos de bacalhau do Plínio. Agora preciso voltar para repetir essa maravilha e o provar o bolinho de arraia, outra especialidade da casa. Toma mais um Limão…

Maravilha de Queijo com Tomate Seco do Baró, aberto recentemente na Vila Madalena

Maravilha de Queijo com Tomate Seco do Baró, aberto recentemente na Vila Madalena

Finalmente chegamos à última parada, o Baró, na Vila Madalena, filial do bar da Freguesia do Ó, que concorreu ao Boteco Bohemia 2008 com o camarão creme (bolinho de camarão empanado com molho de catupiry), que também provamos e é uma boa pedida (R$ 22).

Camarão Creme: concorrente do Baró da Freguesia no Boteco Bohemia 2008

Camarão Creme: concorrente do Baró da Freguesia no Boteco Bohemia 2008

Encerramos o tour com a Maravilha de Queijo com Tomate Seco, uma porção simples e muito gostosa de bolinhas de queijo e tomate seco envoltas em aletria. A porção de ‘boteco de mãe’ caiu muito bem com a pielsen, sem alergia, só alegria, fechando a noite.

Atenção botequeiro discreto: Cada porção concorrente do Boteco Bohemia é servida em uma urna, como um ‘petisco de excelência’ e sempre acompanhada de uma pessoa tocando um sino – imagine a felicidade do garçom ao fim de 31 dias. Como bem disse a Júlia, se não quer ser visto, cuidado com o petisco que deseja.

Os guerreiros da Caravana: sete horas de botecagem

Os guerreiros da Caravana: sete horas de botecagem

O tour valeu a pena para conhecer novos botecos (já estou com saudade do bolinho do Plínio), rever pessoas queridas e conhecer uma turma ótima. Obrigada pela companhia e pelas deliciosas dicas de Cecília Araújo, minha correspondente internacional, Gui Jotapê e Biso (Botecagem), Júlia (Boa de Garfo),  Lara (Sem Medida), Leandro (cozinha pequena) e Tatu (Mixirica). Já vamos agitar a Festa da Saideira nos dias 7 e 8/11.

Veja todas as fotos da Caravana de Botecos e monte seu tour com o Guia dos botequeiros.

Botica do Quintana – Cone de Baião no Varal (Cone de macaxeira com recheio de Baião-de-Dois, incluindo carpaccio de carne seca com couve mineira crisp e sal grosso). Preço: R$ 18,30. Endereço: Rua André Ampere, 215 – Brooklin – Tel.: 5507-4125. Horário: 2ª a sábado das 12h à 1h.

Bar Kamaleon – Kamarão na Toka (Empanado de Camarão, escondido em um mini croquete crocante de carne, regado ao molho sardela kamaleon). Preço: R$ 21,90. Endereço: Avenida do Cursino, 105 – Ipiranga – Tel.: 5061-6822
Horário:. 3ª e 4ª das 17h30 às 23h30, 5ª e 6ª das 17h30 à 1h, sábados das 15h à 1h, domingos das 16h às 23h30.

Bar do Plínio -  Bicho Bão (Salmão e camarão combinados com palmito e cream cheese, bem temperados e montados na massa de guioza. É servido com molho verde, agridoce e pimenta rosa). Preço: R$ 25. Endereço: Rua Bernardino Fanganiello, 458 – Limão – Tel.: 3857-0999. Horário: 2ª a 6ª das 15h à 1h, sábados, domingos e feriados das 11h à 1h.

Baró Vila Madalena – Maravilha de queijo com tomate seco (Bolinhas de queijo recheadas com tomate seco envolto a aletria). Preço: R$ 15 (12 unidades). Endereço: Rua Mourato Coelho, 861 – Vila Madalena – Tel.: 3034-4118
Horário: 2ª a 6ª até o ultimo cliente, sábado das 16 horas até o ultimo cliente, domingo a partir das 13h.

Guia dos botequeiros

October 6, 2009

Instalação no Boteco Bohemia: Pirulito de rabada no caixote do Veríssimo (Foto: divulgação)

Caixa de petiscos do Veríssimo - Pirulito de rabada no caixote (Foto: divulgação)

Outubro é um mês especial para os botequeiros que estão em São Paulo. Até o dia 31 de outubro teremos a árdua tarefa de tomar cerveja e provar petiscos especialmente selecionados entre os finalistas do Boteco Bohemia 2009.

Para ajudar o leitor do Braun Café nesta difícil escolha, preparei um guia com todos os botecos participantes, divididos por região, para facilitar o tour. E se não der para petiscar em muitos bares, a diversão está garantida na Festa da Saideira, que reúne todos os concorrentes e anuncia os vencedores nos dias 7 e 8 de novembro, no Moinho Eventos. (Ingresso antecipado por R$ 80)

Cone de baião de dois no varal do criativo Botica do Quintana (Foto: divulgação)

Cone de baião de dois no varal do criativo Botica do Quintana (Foto: divulgação)

Na sexta edição do concurso temos 31 bares finalistas para visitar. De acordo com a organização, os botecos foram escolhidos entre 75 concorrentes nos quesitos apresentação, criatividade e degustação por uma “Liga Gastronômica”, que inclui Roberto Ravioli (Empório Ravioli) e Erick Jacquim (La Brasserie).

Este ano, além de provar os petiscos com dicas de harmonização de cervejas e votar (Melhor Petisco, Melhor Atendimento, Melhor Ritual de Servir Bohemia e Garçom Nota 10), o público dos bares também pode apreciar apresentações gratuitas de samba, jazz e bossa nova. Confira a programação a partir desta terça-feira (6/10) aqui abaixo ou no site do Boteco Bohemia.

Rolê do Jacaré Grill e 10% de desconto no táxi para os 31 bares. (Foto: divulgação)

Rolê do Jacaré Grill e 10% de desconto no táxi para os 31 bares participantes. (Foto: divulgação)

Para colaborar com a maratona, a organização também oferece um serviço de táxi com bônus de 10% para quem for aos bares e à Festa da Saideira. É só chamar o táxi pelo telefone (11) 3670-0700 e informar que irá a um dos 31 bares.

Confesso que, ao ver a lista, senti falta de alguns clássicos de edições anteriores como o Amigo Gianotti, o campeão Bar do Luiz Fernandes,  o Lapinha e o Mocotó, mas os concorrentes deste ano suaram a camisa. Da lista, conheço Academia da Gula, Armazém Paulista, Botequim Bar & Grill, Galinheiro Grill, Salve Jorge e Providência. Alguns já são freqüentadores do concurso e oferecem opções que parecem bem apetitosas.

'Boi na Moita' do Botequim já foi recomendado. (Foto: divulgação)

'Boi na Moita' do Botequim já foi recomendado. (Foto: divulgação)

O Botequim já está no meu roteiro – o escondidinho de costela desfiada com creme de espinafre, escarola, parmesão e balsâmico já foi aprovado pela amiga Rafa Gobara. Também fiquei interessada no Canudinho Surpresa do Seu Zé (massa folhada recheada com pasta de camarão e condimentos surpresa), mas é difícil escolher… que dureza (rs).

Canudinho Surpresa de camarão do Boteco Seu Zé. (Foto: divulgação)

Canudinho Surpresa de camarão do Boteco Seu Zé. (Foto: divulgação)

Então aqui vai a lista do Boteco Bohemia 2009 por bairros. Monte seu tour, divirta-se e depois me conte.

CENTRO

Higienópolis – The Joy Lunch e Beer – Kebab de Camarão (Bolinho indiano cremoso de camarão, estilo cocktail kebab, com empanado crocante. Acompanha molho levemente picante). Preço: R$ 24,90
Endereço: Rua Maria Antonia, 330 – Higienópolis -Tel.: 3628-0691
Horário: 2ª a sábado 11h às 02h

ZONA NORTE

LimãoBar do Plínio -  Bicho Bão (Salmão e camarão combinados com palmito e cream cheese, bem temperados e montados na massa de guioza. É servido com molho verde, agridoce e pimenta rosa). Preço: R$ 25
Endereço: Rua Bernardino Fanganiello, 458 – Limão – Tel.: 3857-0999
Horário: 2ª a 6ª das 15h à 1h, sábados, domingos e feriados das 11h à 1h.

Parada Inglesa – Bondbico - Costela Cabochãn (Costela desfiada assada no bafo, puxada na manteiga de garrafa com alho poró e purê de abóbora cabochan enrolado em massa de trigo fina). Preço: R$ 14,80
Endereço: Avenida General Ataliba Leonel, 2493 – Parada Inglesa – 2579-2875
Horário: domingo a 4ª das 12h à meia-noite, 5ª a sábado das 12 à 1h.

Alto do Mandaqui – Mocofava – Lombo Arretado (Lombo de porco temperado à moda da casa, frito e finalizado na chapa, acompanha geléia de pimenta e farofa de castanha). Preço: R$ 15
Endereço: Rua Iris Leonor, 237 – Alto do Mandaqui – Tel.: 2231-9044
Horário: 2ª a sábado das 11h às 22h.

Santana –
O Famoso Bar do Justo – Sousplat De Vol-au-vent (Bolinho de bacalhau acompanhado de mini Voul-au-vents com tapenade e requeijão e um Voul-au-vent grande recheado com purê de batata baroa, camarão, bacalhau, salmão, requeijão, gergelim branco, alcaparras e filé de anchova). Preço: R$ 18,80.
Endereço: Rua Alferes Magalhães, 25/29 – Santana – Tel.: 2979-7195. Horário: 2ª a 6ª, das 17h às 1h30; sábado, das 12h à 1h30.

ZONA OESTE

Perdizes – Pompéia
Boteco Aroeira – Canapé de cordeiro com coalhada e hortelã. Preço: R$ 20
Endereço: Rua Caraíbas, 434 – Perdizes – Tel.: 3804-0434
Horário: 3ª a 6ª, das 17h30 à 1h; sábado, das 13h à 1h e domingo, das 13h às 20h30.

Botequim Bar & Grill – Boi na Moita (Tigela com costela bovina desossada e escarola, cobertos com purê de espinafre, creme de aceto balsâmico e parmesão gratinado). Preço: R$ 11,90
Endereço: Rua Caraíbas, 621 – Pompéia – Tel.: 3673-2977
Horário: 2ª a 6ª, das 17h à 1h; sábado, das 12h à 1h.

Pinheiros
Pita – Kebab barCones Árabes (Cones de massa phillo recheados com homus e macadâmia, babaganuch e amêndoa, queijo chancliche e nozes e coalhada seca e pistache. Preço: R$ 13 (8 cones)
Endereço: Rua Francisco Leitão, 282 – Pinheiros
Horário: Domingo das 12h30 à 00h30, 2ª das 12h à 00h30, 3ª a 5ª das 12h às 2h, 6ª das 12 às 2h30, sábado das 12h30 às 2h30.

São Benedito (não confundir com “São Bento”) – Tábua de carne prancha de polenta com ragú de carne ao vinho tinto e queijo parmesão. Preço: R$ 15
Endereço: Pça. Benedito Calixto, 86 – Pinheiros -Tel.: 3062-9678
Horário: 2ª a 6ª, das 12h às 23h30; Sábado, das 12h às 19h30; Domingos, das 12h às 17h.

Vila Leopoldina
Atol Bar – Batoltinha (olha o ‘trocadalho’) Recheada (Batatinhas recheadas de calabresa, queijo coalho e champignon, servidas na cestinha de massa de pastel assado e acompanha molho de alho poró). Preço: R$ 16,90
Endereço: Rua Barão da Passagem, 1460 – Vila Leopoldina – Tel.: 3641-7934
Horário: 3ª a 5ª das 17h à 1h30, 6ª das 17h às 3 horas, sábado das 13 às 3 horas e domingo das 14 à 00h30.

Imperatriz Villa Bar – Petisco: Bolinho de Arroffles (Bolinho crocante na mistura de arroz e batatinha americana recheado com carne seca e pimenta mineira). Preço: R$ 14
Endereço: Rua Passo da Pátria 1673 – Vila Leopoldina – Tel.: 3644-4363
Horário: 2ª das 12h às 15 horas, 3ª e 5ª das 12h às 15 h e das 17h30 à meia-noite, 6ª das 12h às 15 horas e das 17h30 à 1h, sábado das 12 às 1h, domingo das 12 às 22 horas.

Vila Madalena

(Três bares na Mourato Coelho para fazer o ‘tour’)

Bar do Salim – Falafé (Bolinhos de fava com grão de bico moídos, revestidos com sementes de gergelim, recheados com camarões graúdos inteiros, acompanha molho taratur). Preço: R$ 18
Endereço: Rua Mourato Coelho, 188 – Pinheiros – Tel.: 3063-1766
Horário: 2ª a domingo das 11 à 1h30.

Baró Vila Madalena – Maravilha de queijo com tomate seco (Bolinhas de queijo recheadas com tomate seco envolto a aletria). Preço: R$ 15 (12 unidades)
Endereço: Rua Mourato Coelho, 861 – Vila Madalena – Tel.: 3034-4118
Horário: 2ª a 6ª até o ultimo cliente, sábado das 16 horas até o ultimo cliente, domingo a partir das 13h.

Boteco Seu Zé – Canudinho Surpresa do Seu Zé (Canudinho de massa folhada recheado com pasta de camarão, condimentos surpresa e toque especial do chef). Preço: R$ 15
Endereço: Rua Mourato Coelho, 1144 – Vila Madalena – Tel.: 3034-6382
Horário: 3ª a 6ª, das 18h até o último cliente; sábado, das 13h30 até o último cliente e domingo, das 13h até o último cliente.

Galinheiro Grill – Bolinho de Arroz Jamboo (Bolinho de arroz com a erva amazônica “Jamboo”, recheado com frango defumado e pimentinha de cheiro – acompanha molho cítrico preparado com a flor do “Jamboo”). Preço: R$ 12
Endereço: Rua Inácio Pereira da Rocha, 231 – Vila Madalena – Tel.: 3816-3208
Horário: 2ª das 18h à 1h, sábados das 12h à 1h, domingos e feriados, das 12 à meia-noite.

Jacaré Grill – Rolê do Jacaré (Picanha suína recheada de queijo coalho e assada no carvão. Acompanha mel picante) Preço: R$ 14,50
Endereço: Rua Harmonia, 321-327 – Vila Madalena – Tel.: 3031-5586
Horário: 3ª a 6ª das 12h às 2h; sábado, domingo e feriado das 12h às 20h. Fechado na 2ª feira.

Melograno Forneria & Empório de Cerveja – Torteli Melograno (Mini Tortelis de massa de pizza com recheio de ragú de cordeiro na Bohemia Escura, assados em forno a lenha. Acompanha molho de ervas). Preço: R$ 15
Endereço: Rua Aspicuelta, 436 – Vila Madalena – Tel.: 3031-2921
Horário: 3ª a 5ª das 18h à 00h, 6ª e sábado das 18 à 1h, domingo das 16h às 22 h.

Salve Jorge – Ragú do Jorge (Ragú de galeto caipira, cuidadosamente desfiado com um toque de linguiça calabresa defumada, servido em camadas intercaladas de delicada polenta mole em copo americano). Preço: R$ 13,60
Endereço: Rua Aspicuelta, 544 – Vila Madalena – Tel.: 3812-4342
Horário: 2ª a 6ª, das 17h às 2h; sábados, das 12h às 3h; domingo, das 12h às 2h.

ZONA SUL

Aclimação – Esquina do Espeto
– Espetinho de costela com tempero agridoce (Pedaços de costela assada na brasa, montados nos espetinhos). Preço: R$ 4,50
Endereço: Rua Bráz Cubas, 379 – Aclimação – Tel.: 5083-2986
Horário: 2ª a 6ª das 17h à 1h, sábados e feriados das 12h à 1h, domingos das 12h à meia-noite.

Brooklin
Botica do Quintana – Cone de Baião no Varal (Cone de macaxeira com recheio de Baião-de-Dois, incluindo carpaccio de carne seca com couve mineira crisp e sal grosso). Preço: R$ 18,30
Endereço: Rua André Ampere, 215 – Brooklin – Tel.: 5507-4125
Horário: 2ª a sábado das 12h à 1h.

Veríssimo – Pirulito de Rabada no Caixote (“Mergulhamos o Pirulito de Rabada em um tacho com Polenta, lingüiça toscana e agrião crisp. Para acompanhar, Picles de Quiabo e ovo de codorna colorido”). Preço: R$ 18,60
Endereço: Rua Flórida, 1 488 – Brooklin – Tel.: 5506-6748
Horário: 2ª a sábado, das 12h às 1h.

Campo Belo – Bar Memorial – Alcachofra Memorial (Alcachofra recheada com azeitonas pretas e verdes, pão italiano, azeite extra virgem e queijo parmesão). Preço: R$22,00
Endereço: Rua República do Iraque, 1326 – Campo Belo – 5054-0719
Horário: 3ª à 6ª, das 17h30 à 1h, sábado das 12h30 à 1h30, domingo e feriados das 12h30 às 23 h.

Ipiranga – Bar Kamaleon – Kamarão na Toka (Empanado de Camarão, escondido em um mini croquete crocante de carne, regado ao molho sardela kamaleon). Preço: R$ 21,90
Endereço: Avenida do Cursino, 105 – Ipiranga – Tel.: 5061-6822
Horário:. 3ª e 4ª das 17h30 às 23h30, 5ª e 6ª das 17h30 à 1h, sábados das 15h à 1h, domingos das 16h às 23h30.

Itaim – Vaca Véia – Estufadinho da vaca – risoto de filé mignon na ponta da faca, queijo de cabra (chévre), açafrão, pimenta rosa e rúcula. Preço: R$ 21,90
Endereço: Rua Manuel Guedes, 199 – Itaim Bibi – Tel.: 3073-1292
Horário: 2ª a domingo, das 12h à 1h.

Jardins – Mercearia São Roque – Divino São Roque (Mini pão italiano recheado com linguiça calabresa temperada com parmesão gratinado, orégano e manjericão, porção com 6 unidades). Preço: R$ 17
Endereço: Rua Amauri, 35 – Jardim Europa – Tel.: 3062-2612
Horário: 2ª a domingo das 12h à 1h.

Moema
Armazén Paulista – Rabicó no Polvilho (Bolinho de Rabada com agrião na massa de arroz e biscoito de polvilho, acompanhado de vinagrete de pimenta dedo-de-moça). Preço: R$ 14,90
Endereço: Alameda Jauaperi, 570 – Moema – Tel.: 5052-3106
Horário: 2ª a 6ª das 17 à 1h30, sábados, das 12 à 1h30 e domingo das 16 à 1h30.

Da Quina Botequim de Cerveja – Costelinha Maria Antonieta (Costelinha suína marinada, cozida, recheada com queijo coalho e empanada, acompanha molho especial agridoce levemente picante). Preço: R$ 19,90
Endereço: Rua Lavandisca, 185 – Moema – Tel.: 5052-8225
Horário: 3ª a 6ª, das 13h à 1h30; sábado e domingos das 13h à 1h30.

Paraíso – Vila Mariana
Academia da Gula (prove o bolinho de bacalhau) – Costelinha Portuga (Costelinha de porco a vinha d’alho com farofa crocante de soja e agrião). Preço: R$ 21. Endereço: Rua Caravelas, 374 – Vila Mariana – Tel.: 5572-2571
Horário: 2ª a 6ª das 7 às 23 horas, sábados das 11 às 17h30.

Barbirô (perto do metrô Paraíso) – Biroguetti à Bolonhesa (oito quitutes de Espaguete à Bolonhesa, acompanhado de linguiça de porco mineira, molho de queijo, pimenta malagueta, mostarda e azeitonas pretas). Preço: R$ 19,90
Endereço: Rua Vergueiro, 1889 – Vila Mariana – Tel.: 5081-4040
Horário:  2ª a sábado, das 10h até o último cliente.

Bar Providência (fecha cedo) – Um Dois Feijão com Arroz (Bolinho de Arroz com Lingüiça Calabresa e Mussarela na cama de tutu com couve. Acompanha caldinho de feijão branco). Preço: R$ 22
Endereço: Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 262 – Vila Mariana – Tel.: 5084-7282
Horário: de 2ª a 6ª, das 17 à 1h00, sábado, domingo e feriados das 12 à 1h.

Barnaldo Lucrécia – Pastel de Shitake (Mini pastéis recheados com molho bechamel a base de shoyu e cogumelos Shitake). Preço: R$ 9,90 (6 unidades)
Endereço: Rua Abílio Soares, 207 – Paraíso – Tel.: 3885-3425
Horário: Domingo, 3ª e 4ª das 19 à 1h, 5ª das 19 às 2h30, 6ª das 19h às 3h30 e sábado das 20h às 3h30.

Roteiro Musical do Boteco Bohemia 2009

  • 6/out (Terça) Jacaré Grill – Jazz Times – 21h
  • 7/out (Quarta) Melograno Forneria – Rapazes in Bossa – 20h
  • 8/out (Quinta) São Benedito – Gafieira Ligeira – 20h
  • 9/out (Sexta) Bar Memorial – Chorinho pra Eles – 21h
  • 10/out (Sábado) Mercearia São Roque – Gafieira Ligeira – 15h
  • 11/out (Domingo) Imperatriz Villa Bar – Jazz Times – 14h30
  • 12/out (Segunda) Bar do Plínio – Chorinho pra Eles – 19h
  • 13/out (Terça) Esquina do Espeto – Gafieira Ligeira – 19h
  • 14/out (Quarta) Bar Providência 0 Jazz Times – 20h30
  • 15/out (Quinta) Botequim Bar e Grill Rapazes in Bossa – 20h
  • 16/out (Sexta) Academia da Gula Chorinho pra Eles – 18h
  • 17/out (Sábado) Atol Bar Chorinho pra Eles – 14h
  • 18/out (Domingo) Boteco Seu Zé Gafieira Ligeira – 18h
  • 19/out (Segunda) The Joy Lunch e Beer Rapazes in Bossa – 19h
  • 20/out (Terça) Bar Kamaleon Gafieira Ligeira – 21h
  • 21/out (Quarta) Barnaldo Lucrécia Jazz Times – 19h
  • 22/out (Quinta) Botica do Quintana Rapazes in Bossa – 20h
  • 23/out (Sexta) Da Quina Botequim de Cerveja Gafieira Ligeira – 20h
  • 24/out (Sábado) O Famoso Bar do Justo Chorinho pra Eles – 20h
  • 25/out (Domingo) Vacavéia Jazz Times – 18h
  • 26/out (Segunda) Barbirô Rapazes in Bossa – 20h
  • 27/out (Terça) Veríssimo Jazz Times – 20h
  • 28/out (Quarta) Pita – Kebab Bar Jazz Times – 19h
  • 29/out (Quinta) Mocofava Rapazes in Bossa – 20h
  • 30/out (Sexta) Armazén Paulista Chorinho pra Eles – 19h
  • 31/out (Sábado) Baró Vila Madalena Rapazes in Bossa – 21h
Bolinho com bastante bacalhau (R$ 16 a porção com 16) e ótimas fritas

Bolinho com bastante bacalhau (R$ 26 a porção com 16) e ótimas batatas fritas

Em tempos de bafômetro, nada como um happy hour tranquilo e gostoso ao lado do metrô Paraíso. Minha dica é o Miradouro Bar, Restaurante e Petiscaria, que se destaca pelas especialidades portuguesas.

Varanda e dois ambientes, cerveja de garrafa e bossa nova

Cardápio bem variado, atendimento simpático, cerveja e bossa nova

Além dos 11 pratos de “Bacalhaus”, como diz o cardápio, há porções como a  ‘punheta azeitada’ (bacalhau desfiado com cebola e azeite) e bolinhos de [muito] bacalhau (16 por R$ 26). O cardápio do local, que já concorreu ao Boteco Bohemia, inclui pratos executivos, carnes, massas, caldos, sandubas etc.

Entre 11 especialidades de 'Bacalhaus' estão as "punhetas azeitadas"

Entre 11 especialidades de 'Bacalhaus' estão as "punhetas azeitadas"

A porção de batatas fritas do Miradouro (R$ 14) merece destaque. No lugar das batatas congeladas, geralmente com sabor de ‘purê de nada’, as fritas são genuínas e cortadas com esmero. Até parecem congeladas, mas na primeira mordida você percebe a diferença, assim como na segunda mordida e na décima… até não sobrar uma batatinha na travessa.

Cartas de vinhos e cachaças, além das geladas

Cartas de vinhos e cachaças, além das geladas de garrafa

Para acompanhar as fritas e os bolinhos vai bem uma Brahma de garrafa (R$ 5), bem geladinha. Original, Bohemia e Serramalte também estão no cardápio (R$ 6) assim como a uruguaia Norteña (R$ 16) e as Bohemias especiais (Confraria, Escura e Weiss) de R$ 9 a R$ 14. Aos domingos, para atrair os boleiros, a casa anuncia ‘double chope’ Brahma (peça um e ganhe dois), por R$ 4,50 a caldereta, e pay per view dos principais campeonatos de futebol.

Decoração caricata - de Baby Consuelo a Madonna

Decoração de caricaturas - de Baby Consuelo a Madonna

Ótimo atendimento, mesinhas na frente para os fumantes (desde que fumem depois da linha amarela, na calçada) e uma decoração repleta de quadrinhos com caricaturas de artistas (de Baby Consuelo, no salão, a Madonna no banheiro feminino) também valem nota no Miradouro.

Double chope Brahma e PPV aos domingos para o futebol

Double chope Brahma e PPV para o futebol nas tardes de domingo

O lugar tem música ao vivo, mas só toca bossa nova. O “Bossa & Chopp” rola de terça a sábado a partir das 19h (o couvert artístico sai por R$ 3, mas é opcional). E depois da cervejinha com os amigos, basta andar meio quarteirão e pegar o metrô para casa, despreocupado. É o Paraíso, literalmente.

Miradouro -  Rua Apeninos, 883 Paraiso – São Paulo (SP). Próximo ao Metro Paraíso (atrás da Igreja Ortodoxa). Telefone: (11) 5573-7278

Balcão das robatas: 96 opções, que poderiam ser maiores

Balcão das robatas: 96 opções, que poderiam ser maiores

O que fazer quando seu acompanhante detesta comida japonesa e não tolera o cheiro de peixe cru e arroz com vinagre destes restaurantes? Leve-o a um japa especializado em robatas (espetinhos japoneses com variedades de carnes, peixes, frutos do mar e legumes grelhados). Olha que ideia boa!

Então levamos o Dexter ao Mitsuyoshi, no Paraíso, que oferece 96 tipos de robatas em um salão, e diversas especialidades de sushimen, no outro ambiente. “Um restaurante japonês para japoneses”, como bem classificou o Pedro.

Restaurante "japonês para japoneses"

Restaurante "japonês para japoneses"

No quesito aroma, tudo certo – acho que saímos até defumados de lá. O problema é que as robatas não deram nem para o cheiro…

Os preços convidativos (de R$ 9 a R$ 14 em média) dos espetinhos e a variedade sinalizavam fartura e uma conta acessível no fim do jantar. Pedro e eu nos empolgamos com a robata de vieiras por apenas R$ 9 e o Dexter pediu logo duas (garoupa e anchova). “Aaaah pequeno Wilbur…”

Robata de (duas) vieiras (R$ 9) - o prato é de sobremesa

Robata de (duas) vieiras (R$ 9) - o prato é de sobremesa

Muito tempo depois (nosso pedido demorou bastante), entendemos porque os pratinhos do serviço eram de sobremesa. Os espetos de garoupa com alho poró e de anchova estavam saborosos, mas seriam necessários pelo menos dez daqueles para satisfazer pessoas com fome.

Robata de garoupa com alho poró (sabor frango)

Robata de garoupa com alho poró (sabor frango)

Enquanto isso, à minha frente, estavam duas vieirinhas em um espeto do tamanho de um palito de sorvete, digno do mundo de Liliput. Estava uma delícia, não posso negar, mas caímos na maior ‘robata’. Só não é roubada para quem tem pouca fome ou muito dinheiro.

Anchova no palito

Anchova no palito: aprovada, apesar do tamanho

Bom… já que estávamos em um japa tradicional, o Pedro me apresentou o delicioso chirashi-zushi – sashimis variados (salmão, atum levemente grelhado, peixe prego etc.), camarão, ovas de salmão e omelete servidos em uma cumbuca com arroz e gergelim embaixo – que apelidei, com todo o respeito, de “PF do sushimen”.

Tirashi-sushi (R$ 40) - deliciosa mistura de sabores

Chirashi-zushi (R$ 40) - o "PF do sushimen"

A ideia do ‘chirashi-zushi’, segundo a amiga Flávia, é combinar os sabores essenciais (salgado, doce, ácido, amargo e apimentado). Posso dizer que prefiro especialidades como essa a rodízios cheios de opções para embromar o estômago. O preço do prato no Mitsuyoshi (R$ 40), no entanto, se equipara ao de bons rodízios da cidade. O chirashi do Shigue, no bairro, também vale a pena, de acordo com o Pedro.

Saquê importado (R$ 15 a dose) com sal para desencanar da conta

Saquê importado (R$ 15 a dose) com sal para desencanar da conta

Valeu a noite pelo prato e pela dose de saquê importado (R$ 15) – delicioso com sal na borda – que o Pedro pediu para comemorar sua mudança para a Austrália e desencanar da conta (R$ 180 no total com quatro robatas, duas cervejas, um saquê e dois chirashi-zushis).

Japa bom, mas prepare o bolso ou vá de dieta

Japa bom, mas prepare o bolso ou vá de dieta

O Dexter também encerrou sua noite com alegria. Atravessou a rua, foi ao A Chapa, pediu um cheeseburguer acebolado para viagem e, aí sim, esqueceu a robata.

Mitsuyoshi – Rua Dr. Rafael de Barros, 163 – Paraíso – São Paulo (SP). Tel.: (11) 3285-6250.