Por Jordana Viotto*


(Docentes & Decentes: o melhor feijão verde de Fortaleza)

Desde que voltei de Fortaleza, onde passei uma semana de férias em fevereiro, pensar nas palavras “feijão” e “verde”, nessa seqüência, é suficiente para fazer meu estômago roncar. O feijão verde, o caranguejo e, claro, peixes e frutos do mar, são os pratos mais típicos da região. Mas de todos esses, o feijão verde é absolutamente imperdível.

O melhor preparo da cidade é o do Docentes & Decentes, um local simples, com um atendimento legal, preços honestos e pratos perfeitamente preparados. O restaurante fica numa das principais avenidas de Fortaleza e serve o feijão verde em um caldeirãozinho de ferro misturado num creme feito de nata e queijo coalho. 

O pessoal de lá diz que o Docentes usa ingredientes “secretos” - dizem eles que nem os mais talentosos na cozinha conseguem fazer a receita ficar igualzinha se feita em casa. A mistura chega à mesa fervendo e serve duas pessoas. Fiquei quase viciada nessa delícia, tanto que quase todos os dias, durante uma semana, eu dava um jeito de passar por lá.


(50 Sabores: experimente antes de escolher)

A sobremesa era geralmente na Sorveteria 50 Sabores (foto acima). Além dos clássicos como flocos, chocolate, morango e côco, o local serve sorvetes exóticos como os de tapioca, doce de leite, bacuri, sirigüela e caipirinha.

Decisão difícil, mas para mim, que adoro doce, o de tapioca era perfeito. Também adorei o de doce de leite flocado e me surpreendi com o de caipirinha - o sabor é bastante parecido com o da bebida. E a melhor parte? A placa que convida a todos a experimentar “quantos sabores quiser” antes de escolher.

Docentes & Decentes - Avenida Santos Dumont, 6180 - Fortaleza (CE). Tel: (85) 3265-3267   

Sorveteria 50 sabores - Av. Beira Mar, 4690 - Fortaleza (CE). Tel: (85) 3263-1714

*Jordana Viotto é jornalista de tecnologia, cultura e sempre conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.

Caminho para a Índia

Abril 20, 2008


(O delicioso caminho para a Índia, do lado de casa. Foto: Divulgação)

Nem sempre é fácil fazer um pedido em três pessoas, especialmente diante do vasto cardápio de um restaurante indiano. Há algumas semanas estive no meu vizinho, o Tandoor, com duas amigas e fizemos o que eu chamo de pedido perfeito. Todas ficaram muito satisfeitas e sobrou apenas a boa lembrança para contar a história.

Tandoor é um forno côncavo feito com um barro especial do Norte da Índia onde são preparadas carnes assadas no espeto ou o naan, um pão achatado como o sírio, assado nas bordas do forno. Ele é servido quente, bem macio e seu sabor levemente adocicado casa muito bem com molhos chutney, de iogurte com hortelã, de tamarindo e outros servidos de entrada. Você pode variar pedindo o naan de alho, mas não dispense os molhinhos.


(Frango e naan: especialidades do forno de barro. Foto: divulgação)

Para beber, se não estiver a fim de um chardonnay ou de uma cerveja leve, que harmonizam muito bem com a temperada comida indiana, peça o Lassi - yogurte batido com groselha que leva essência de rosas e que tembém tem uma versão batida com sal. Quem já esteve na Índia recomenda o yogurte para rebater os efeitos dos inevitáveis pratos apimentados de lá. Nós pedimos o Sherbet, refresco simples com a groselha vitaminada indiana.

Degustando o naan fica mais fácil estudar o cardápio de um restaurante indiano. Digo estudar mesmo porque você se depara com praticamente todas as carnes, peixes e vegetais preparados das mais variadas formas e de difícil pronúncia. Escolhemos o Saagwala Gosht (carneiro cozido em purê de espinafre, tomate e gengibre), o Vegetable Curry Mix (vegetais ao molho curry), uma porção de arroz branco e o Murg Tikka Masala (cubos de frango lentamente assados no tandoor com cebola e especiarias).


(Entrada do Tandoor, bom preço e ótima comida. Foto: divulgação)

O “lentamente assados” nos custou uma espera maior do que a habitual, mas valeu a pena. Os cubos de peito de frango com cebola estavam tenros e deliciosos, como todo o pedido. Para arrematar pedimos uma porção de Kesari pullao, o arroz, desta vez com especiarias - o vermelho intenso e o consequente sabor dão mais graça ao acompanhamento.

O pedido não tinha nada apimentado, mas quem quiser arriscar já encontra a sinalização dos picantes no cardápio. Ao final da refeição, o trio ficou satisfeito. Reparei que, apesar dos temperos fortes, a comida era leve e não me deixou com azia, como já aconteceu no querido Gopala Prasada, popular vegeta-indiano da cidade. Prefiro sair do restaurante com lembranças da Ásia, com ’s’.

A conta do banquete foi justa: R$ 40 por pessoa. Pulamos a sobremesa e não pedimos bebidas alcóolicas, mas o preço é inferior ao de concorrentes como o Govinda ou o Ganesh. E quem trabalha pelas redondezas ainda pode pagar menos. No almoço, durante a semana, das 12h às 15h (exceto nos feriados) é servido um buffet das especialidades, que custa R$ 20 por pessoa.

Tandoor - Rua Dr. Rafael de Barros, 408, Paraíso. São Paulo. Tel: (11) 3885-9470.

Só mais um cafezinho

Abril 9, 2008

O juiz da 31ª Vara Civel do Tribunal de Justiça de São Paulo precisa tomar um café e estudar um pouco mais sobre direito eletrônico.

Não bastou a justiça ordenar o bloqueio de todo o YouTube para preservar a intimidade de Daniela Cicarelli e seu namorado na Espanha, agora uma nova ordem judicial ameaça bloquear todo o WordPress no Brasil.

Tecnicamente, segundo a Abranet, a ordem judicial direcionada a um blog com conteúdo criminoso - Pedro Doria achou melhor omitir o endereço por segredo de justiça - determina o bloqueio de todo o WordPress e não apenas do blog. A associação de provedores tenta explicar a questão ao juiz.

Enquanto ainda estamos no ar, aproveito para publicar duas belas imagens da Bolsa do Café, em Santos.

Esta ótima dica de passeio dos amigos Maurício e Kay pode ser uma opção aos 3 milhões de internautas residenciais brasileiros que correm o risco de ficar sem a leitura de seus blogs favoritos neste final de semana.

Pergunte o pó…

Abril 7, 2008

“It´s all in the beans… and I´m just full of beans.”

O slogan pertence a uma marca de café. E quem dirige a empreitada? Consegue imaginar?

Quando vi essa home page fiquei imaginando as reações de quem tomaria um café de David Lynch - é ele mesmo, o diretor cult de cinema - no pacato intervalo do almoço. Entrar em um período de longo “Silêncio”? Sair para comprar cigarros e nunca mais voltar? Voltar ao expediente com uma nova idendidade? Imagino que a idéia seja defintivamente fugir da mesmice.

Gui Felitti me tirou da rotina ao enviar esse link na semana passada. Ele tinha acabado de comprar uma cafeteira de espresso da Electrolux por menos de 400 reais. Fiquei surpresa e logo consultei minhas fontes baristas para saber se era um bom negócio.

A cafeteira em questão não tem moedor - faz uma certa diferença moer o grão na hora - mas a pressão (15 bar) é igual à das boas marcas, como a linha de consumo da italiana Saeco.

Felitti acertou em cheio. Como diz o Mau Fogaça, sem a pressão certa, o café não fica cremoso e azeda até o melhor pó do mundo. Nem o David Lynch resolve.

Quem faz espresso em casa pode investir em ‘blends’ mais bacanas. A dica do Henrique Martin é o “Cafeterie” do Café do Ponto (17 reais o pacote de 500g no Pão de Açúcar) e o Café Suplicy ‘Torra Escura’ (cerca de 40 reais o quilo). Kay e Mau indicam Astro Café e Fazenda Pessegueiro.

Não dispenso um bom espresso, mas em casa ainda fico com o café fresquinho, passado na hora. E mesmo no coador de papel, um Confraria do Cafeera faz uma bela diferença.

Coado, espresso ou na cafeteira italiana, todo mundo tem seu café favorito. Qual é o seu?

O segredo do Seu Oswaldo

Março 23, 2008

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O Seu Oswaldo, inventor do venerado cheese salada com molho de tomates, no lugar dos tradicionais tomates crus, faleceu no final de janeiro. Sua criação, felizmente, continua viva e fazendo a alegria de muita gente que não se importa em pegar fila, especialmente aos sábados, para saborear um sanduba em pé ou em um dos 15 lugares no balcão.

O segredo do tal molho de tomates, que se mistura perfeitamente à maionese a cada mordida, já não é exclusividade da pequena lanchonete da Rua Bom Pastor, no bairro Ipiranga.

Chapeiro vai, chapeiro vem e a concorrência da região acabou descobrindo, ou pelo menos tentanto imitar, a fórmula do Seu Oswaldo.

Renata Bitar, que é do bairro e sempre foi fã do Oswaldo Hamburgueres, diz que já experimentou e aprovou os ‘covers’ da lanchonete Kaskata´s e do bar Gandaia. Outra amiga que mora na região, a Celi, diz que o Kaskata´s tem a vantagem de ficar aberto até as cinco da manhã às sextas e sábados, o que garante o sanduba pós-balada.

Já o Gandaia, cujo chapeiro parece ter vindo do Kaskata´s, aposta na promoção para atrair os fãs do cheese salada com molho. “Você pede dois lanches e ainda tem desconto nas fritas”, lembra Bitar. “A boa pedida é o cheese salada caprichado na maionese, que eles fazem muito bem”, ela recomenda.

Seu Oswaldo deixou seu lugar atrás do balcão, mas pode ter a certeza de que sua idéia vai acabar virando referência. Não se espante se, além do ‘Bauru’, a lanchonete da sua esquina começar a oferecer o ‘Cheese Oswaldo’, no cardápio.

Oswaldo Hamburgueres - Rua Bom Pastor, 1659 - Ipiranga.

Kaskata´s Lanches - Rua Silva Bueno, 1641, Ipiranga - São Paulo. Tels: (11) 6591-3355/2272-0203. Domingo a quarta até 2h. Sextas e sábados até 5h.

Gandaias Bar - Rua Costa Aguiar, esquina com a Rua Lord Crockane, Ipiranga - São Paulo.

Creme Brûlée em Paris

Março 19, 2008

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*Por Fabi Monte
Creme Brûlée (acabo de descobrir que se escreve assim) sempre foi uma de minhas sobremesas favoritas. O sabor é leve, suave e, ao mesmo tempo, tem personalidade. Acho que ela vem da crosta de açúcar queimado que se quebra quando você enfia a colher, revelando aquele creme amarelo clariiiinho.

Sempre que vou a um restaurante e o creminho danado aparece no cardápio, é minha escolha como sobremesa.

Tive o privilégio de experimentar em Paris um creme brûlée muito gostoso. Não sei se é o melhor de Paris, mas para mim teve – e sempre terá – um gostinho especial.

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Estava vagando pela cidade, nos arredores do Jardim de Luxemburgo, e escolhi, aleatoriamente, um bistrô para almoçar. Com apenas dez mesas, além de aconchegante, o restaurante Les Fontaines é bem localizado - fica exatamente em frente ao Panthéon. Escolhi uma mesa de frente para a porta, de propósito, para ver a cidade passar.Como todo bom turista, pedi um “Menu du jour” e uma taça de vinho. O menu era uma saladinha de folhas verdes e pão, muito pão. Como prato principal, uma massa bem saborosa, acompanhada de um delicioso filé.

A sobremesa não aparecia no menu - à escolha do Chef. E, para minha alegria, era Creme Brûlée. Ponto para os franceses! Gastei 18 euros e voltei a vagar, feliz, pelas ruas de Paris.

Les Fontaines - 9 Rue Soufflot 75005 - Paris.

*Fabiana Monte é jornalista, curiosa, gulosa e tem muita sorte. Adora comer e não sabe o que é engordar. Adora creme brulée e, sem saber, escolheu o lugar certo em Paris.

Dicas

Que tal viajar para sua cozinha e preparar um Creme Brulée? Encontrei uma receita bacana do blog Tomato e Potato.

Uma única vez (que preguiçosa…) preparei um creme brulée no curso do Renato Frias, dono do Chef Du Jour, na Vila Olímpia, em São Paulo. Veja aqui as preciosas dicas do chef:

Após bater os ovos com o açúcar e a baunilha, deixe descansar por 30 minutos para eliminar a espuma. Só depois esquente o creme de leite;

Coloque papel absorvente no fundo da assadeira e água antes de colocar os recipientes com o creme no forno em banho-maria;

Se você não tem um maçarico, pode esquentar uma colher no fogo para queimar o açúcar e fazer seu brulée.

A prima rica da Heineken

Março 15, 2008

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Estava flertando com as cervejas importadas no Pão de Açúcar quando vejo uma garrafinha verde de cerveja chamada “Hollandia”. Já comecei a rir pensando o que o ‘Predo’ diria sobre essa descoberta internacional do ‘vocabulário pedrês’, ou então o que o Ronaldo, que morou lá na Holanda, poderia explicar a respeito. Também poderia ser a gelada do Seu Creisson, mas o preço (R$ 5,09) não é tão popular.

Como adoro os holandeses (meu pai é um deles) e suas cervejas, resolvi apostar na Hollandia, pelo menos para não perder a piada.

Essa prima rica da Heineken, de coloração bem dourada, sabor mais refinado e levemente adocicado, me conquistou. Pena que era uma só. Bom… acho que vou ao mercado comprar mais umas piadas…

Fabricada pela Bavaria Brewery (tem até um tour virtual todo em Flash da cervejaria), a Hollandia levou nota 2,94 (em um máximo de 5) no Tastebeer.com . Já para o cara empolgado da propaganda abaixo, parece ser nota 10.

Por Luiz Minervino*

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Como disse num outro toast nesse delicioso blog, sou seguidor dos pratos da Boa Lembrança. Inclusive tenho dois deles da confraria original, que surgiu na Itália (um presente do meu cunhado e outro de meu sogro).

No começo de fevereiro fui a Europa para participar de uma reunião de trabalho, mais precisamente em Praga – República Tcheca, com escala em Milão.

Tão logo soube desse escala, corri ao site da Buon Ricordo para procurar quais restaurantes eu poderia ir. Acabei escolhendo a Trattoria Masuelli San Marco, inaugurada em 1921 e sob o comando da mesma família desde então, que oferecia um prato totalmente local – o risoto de açafrão com vitela a milanesa. Essa tinha de ser a minha escolha!

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Cheguei no restaurante por volta das 21hs - casa cheia - e me sentei numa mesa bem perto da entrada. Pude conferir o entra e sai e como os donos da casa tratam seus clientes. Fiquei feliz ao ver que muitas pessoas que chegavam eram saudadas por seus nomes e carinhosamente recebidas. Senti que tinha feito uma boa escolha.

Comecei minha refeição com uma deliciosa massa da casa, um Tagliolini della casa. Massa cozida rigorosamente al dente, com pouco molho de tomate e muito gosto de carne. Estava maravilhoso.

Como segundo prato pedi o risoto de açafrão com a milanesa de vitela. Sou meio chato para comer risoto em restaurante - modestamente, é o prato que melhor cozinho – mas tive uma grata surpresa.

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Dava para perceber que o risoto de açafrão não era apenas um corante amarelo. Uma cremosidade difícil de encontrar. Os filés também me surpreende, pois veio acompanhada por um recipiente de Flor de Sal, que dava um sabor totalmente diferente à carne.

O vinho da casa acompanhou a refeição e a água nacional também (o bom de ir para a Itália é tomar San Pellegrino com preço de água – em Euros é claro).

No total, foram 45 euros muito bem gastos. E ainda trouxe o prato para casa!

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Só mais uma coisa: a comida de bordo da Alitália, para vôos curtos (Praga – Milão) também foi sensacional: queijo Parmegiano Reggiano, Presunto Crú, mussarela de búfala, mini pizza e tiramissú. Não dá para querer nada mais.

*Luiz Minervino é economista e adorador da alta gastronomia. Poucos minutos após conhecer o Braun Café nos presenteou com este delicioso toast. Ele já tem 44 pratos da Boa Lembrança! E eu que achava que meus nove já eram demais…

O bobo e o cordeiro

Fevereiro 9, 2008

Por Ronaldo Miranda*

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Em São Paulo - e talvez em outros lugares do Brasil - é comum que um restaurante [bar, discoteca, padaria] abra caprichando na cozinha, fazendo um baita sucesso, e depois fique “sob nova direção”, desgovernando tudo. Quantas vezes você ouviu essa história? Mas a vida é cíclica, e nem todas as histórias de amor terminal mal, como na canção dos Les Rita Mitsouko. Quer conhecer outra história?

O Café Gardênia abriu como um restaurante esperto, com pratos variados e nem tão caro assim. O espaço era bacana, com direto uma mesa de centro e sofás, onde apreciadores de charutos afrouxavam a gravata para o happy hour com conhaque. A localização, perfeita, ao lado da Fnac Pinheiros, ideal para um café folheando as novas aquisições.

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Mas um dia de repente, o que era flor murchou, e os charutos, nem sinal de fumaça. As mesas ficaram vazias, e o preço, por incrível que pareça, subiu. Incompreensível.O tempo passou e num feriado desses em que tudo está fechado, acabei indo parar no Café Gardênia para almoçar.

A primeira diferença é que estava cheio de gente, como nos velhos tempos. Imaginei que fosse por causa do feriado, mas como havia mesa livre e a fome apertava, ali fiquei.

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O cardápio aparentemente era do mesmo tipo, com a chamada cozinha internacional de lugares frufru, tipo risotto de rúcula com lingüiça, essas coisas, mas havia um grande destaque para os pratos com cordeiro, e acompanhando o movimento dos garçons percebi que o lance era pedir a paleta do mesmo; não do garçon, óbvio, mas a Paleta de Cordeiro.

Para não parecer um carnívoro radical, pedi uma salada Parma, com rúcula, presunto [tá bem, um carnívoro radical], parmesão e peras secas. As fotos dizem tudo.

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Vale ressaltar que a pedida acima dá pra três pessoas, o que se resume a uns 25 reais per capita. Sem a bebida e o serviço, claro. Mas considerando que a carne é ótima, a salada fresquinha e, afinal, estamos em São Paulo, é até razoável.

É isso, minha gente, corra ao Gardênia antes que mudem de direção novamente.

Café Gardênia - Praça do Omaguás, 110, Pinheiros – São Paulo. Tel: (11) 3815-9247

PS: Outra pedida, já que voltei lá outras vezes depois da paleta de cordeiro, é o Gravlax, um sanduíche escandinavo feito com salmão marinado em molho de mostarda no pão preto.

*Ronaldo Miranda é designer, bom garfo e autor das tiradas do Blog do Ronaldo. Não perca seu ó toatst “Terra à vista“ sobre os pratos portugueses da Padaria Aracajú.

Chope família

Fevereiro 5, 2008

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Desde criança minha referência de boa comida alemã é o Restaurante Windhuck, em Moema. Estive lá recentemente em família e matei as saudades de algumas delícias como a porção de canapés de rosbife.

A combinação da carne rosada e muito macia no pão preto caseiro com meia rodela de tomate e maionese é perfeita quando acompanhada do levíssimo e bem tirado chope Antartica, que apelidamos de ‘chope família’.

O canapé é muito bom, mas peça meia porção. Guarde espaço para as especialidades da casa como o kassler frito com batatas sauté e repolho roxo - meu favorito - ou o tradicional Schlachplatte, que é um mix de clássicos, incluindo kassler, joelho de porco, salsichas, chouriço e chucrute.

A saborosa truta com molho de manteiga e batatas, ou legumes, também é uma boa pedida. O peixe chega inteiro à mesa e o garçom mostra sua habilidade retirando rapidamente a pele e a espinha. Se estiver indeciso diante do variado cardápio basta ver a performance em uma mesa próxima e sentir o aroma da manteiga para se resolver.

No almoço, o Winduck ainda oferece opções adicionais como um ótimo strogonoff acompanhado de arroz e purê de batatas. Quando era criança costumava dizer que o prato vinha em uma tigela mágica. Parecia uma porção pequena, mas nunca acabava. Os pratos, em geral, são muito bem servidos para duas ou até três pessoas.

Reserve mais um espacinho para provar o strudel envolto em uma massa bem fina. E não deixe de pedir seu pedaço com o chantilli caseiro, que é divino.

Para quem quiser ficar só nos petiscos e no chope família, recomendo o beef tartar - também preparado na mesa - e as porções mistas de salsichas. Pena que a casa ainda não tenha investido em mostardas mais variadas para acompanhar. Por enquanto, os clientes só encontram duas opções (escura e tradicional) da marca Hemmer.

Restaurante Windhuck - Alameda dos Arapanés, 1.400 , Moema - São Paulo. Tel: (11) 5044-2040. E-mail: armazemdoalemao@windhuk.com.br