Negócio da China

Janeiro 22, 2008

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(Camarão ao alho: 25 reais)

Quer conhecer um restaurante chinês de verdade? E que tal comer uma ótima comida e gastar menos do que em um box delivery? Então anote esse nome: Chi Fu.

Estive lá no ano passado e foi uma diversão. “O lugar é bem simples”, alertaram os amigos Marcelo e Bia, que descobriram o restaurante escondido na Praça Carlos Gomes, na Liberdade. “As garçonetes não falam português direito”, avisaram. “Mas a comida é uma delícia e é barato”. Isso já era suficiente para aguçar a curiosidade e a fome.

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(Salão principal do Chi Fu: toalha de plástico e comida de verdade)

A rua deserta em um domingo à noite me lembrava o filme “Aventureiros do Bairro Proibido”, com o Kurt Russel. Ao entrar no amplo salão, logo vi, ao fundo, muitos chineses falando alto e comendo na tradicional mesa redonda com tábua giratória e toalha de plástico. A aventura estava começando.

O cardápio – listas e listas de todos o tipos de carne, com todos os tipos de legumes – traz desde o tradicional “Ninja (brócolis) com carne” até opções inusitadas ou mal traduzidas. “Ínguia”, “Rã frito” e “Capim dois tipos” ficaram para a próxima.

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(Pratos simples, frescos e muito bem servidos)

Desta vez, pedimos ninja; o arroz shop suey, que é uma loucura; a pescada cozida com legumes e gengibre (descobri só depois de comer, que aquele pedação de gengibre não era batata fatiada); e uma bela porção de camarões ao alho e cebolinha, que custava apenas 25 reais.

Enquanto esperava o pedido, fui dar um rolê para fazer reconhecimento do local. A mesa dos chineses estava animada. Brincavam de algum jogo com as mãos e gritavam “Xô! Xô!”, ou algo assim. Descobri outro salão ao fundo, quase tão grande quanto o principal, enquanto era atropelada pelo zigue-zague dos pedidos chegando às mesas, muito bem servidos por sinal.

chifuconta.jpgLogo atrás do balcão, tanques reservam peixes que logo vão entrar na neurótica linha de produção. Saí fotografando tudo até que o chinês do balcão me interrompeu no caminho da cozinha. Ele não falava português, mas saquei que não rolava o tradicional “visite a nossa cozinha” por lá.

A garçonete, segundo os amigos que me levaram, já tinha feito um upgrade e entendia melhor o pedido em português. A anotação e a conta, no entanto, eram feitos em ideogramas mesmo.

Só tive problemas com a cerveja. A garrafa de Bohemia veio quase quente. “Você tem mais gelada?”, perguntei. “Só Bohemia”, respondeu a garçonete. “Mas vocês têm um balde de gelo?”, insisti. “Não. Bohemia”, respondeu. E então pedi Coca-Cola.

A comida estava uma delícia e valeu cada centavo (R$ 20 reais por pessoa). Na próxima aventura quero descobrir o que é o tal “Capim dois tipos”.

Restaurante Chi Fu – Praça Carlos Gomes, 168 – Liberdade – São Paulo. Tel: (11) 3104-2750

8 Responses to “Negócio da China”


  1. Os Chinas estavam espantando moscas! “Xô, xô!”

  2. Cauã Says:

    Só neste restaurante que você está Chi Fu pra conferir a conta, Chi Fu pra perguntar o que vem em cada prato ou Chi Fu pra trocar a bebida. Mas deve ser muito legal, anotado para um próximo programa gastronômico aventureiro. Boa dica Braun.

  3. henrique Says:

    capim dois tipos pode ser… cupim (mmm, não, né?) ou grama + alfafa, coisa assim!

  4. Ale Scaglia Says:

    Eu me ofereço pra te acompanhar e provar o capim dois tipos, Dani!


  5. Passei aqui pra deixar um cheiro…

  6. Adriano Says:

    Olá! Muiiiito bom o Chi Fu, não?? E você ainda acertou, o da Pça. Carlos Gomes (tem outro na Barão de Iguape, mesma cozinha, mesma bagunça) é o mais “roots” e acho que as porções lá são maiores e a fila de espera menor! Prove a “Ostra no Vapor”, delícia! Ah, e vá ao Gombê (Tomáz Gonzaga, 22) que é um japa no mesmo estilo, pequeno, feio, meio capenga mas tem ótimos yakitoris!

    Abraços!

  7. juliokon Says:

    Sem querer desanimar os gourmets de curiosidade atiçada pela iguaria, capim, no caso, é carpa capim, um tipo de peixe.

    O gato (o animal mesmo) ainda vive lá?

    Gostei muito do blog, parabéns.


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