Só mais um cafezinho

Abril 9, 2008

O juiz da 31ª Vara Civel do Tribunal de Justiça de São Paulo precisa tomar um café e estudar um pouco mais sobre direito eletrônico.

Não bastou a justiça ordenar o bloqueio de todo o YouTube para preservar a intimidade de Daniela Cicarelli e seu namorado na Espanha, agora uma nova ordem judicial ameaça bloquear todo o WordPress no Brasil.

Tecnicamente, segundo a Abranet, a ordem judicial direcionada a um blog com conteúdo criminoso - Pedro Doria achou melhor omitir o endereço por segredo de justiça - determina o bloqueio de todo o WordPress e não apenas do blog. A associação de provedores tenta explicar a questão ao juiz.

Enquanto ainda estamos no ar, aproveito para publicar duas belas imagens da Bolsa do Café, em Santos.

Esta ótima dica de passeio dos amigos Maurício e Kay pode ser uma opção aos 3 milhões de internautas residenciais brasileiros que correm o risco de ficar sem a leitura de seus blogs favoritos neste final de semana.

Pergunte o pó…

Abril 7, 2008

“It´s all in the beans… and I´m just full of beans.”

O slogan pertence a uma marca de café. E quem dirige a empreitada? Consegue imaginar?

Quando vi essa home page fiquei imaginando as reações de quem tomaria um café de David Lynch - é ele mesmo, o diretor cult de cinema - no pacato intervalo do almoço. Entrar em um período de longo “Silêncio”? Sair para comprar cigarros e nunca mais voltar? Voltar ao expediente com uma nova idendidade? Imagino que a idéia seja defintivamente fugir da mesmice.

Gui Felitti me tirou da rotina ao enviar esse link na semana passada. Ele tinha acabado de comprar uma cafeteira de espresso da Electrolux por menos de 400 reais. Fiquei surpresa e logo consultei minhas fontes baristas para saber se era um bom negócio.

A cafeteira em questão não tem moedor - faz uma certa diferença moer o grão na hora - mas a pressão (15 bar) é igual à das boas marcas, como a linha de consumo da italiana Saeco.

Felitti acertou em cheio. Como diz o Mau Fogaça, sem a pressão certa, o café não fica cremoso e azeda até o melhor pó do mundo. Nem o David Lynch resolve.

Quem faz espresso em casa pode investir em ‘blends’ mais bacanas. A dica do Henrique Martin é o “Cafeterie” do Café do Ponto (17 reais o pacote de 500g no Pão de Açúcar) e o Café Suplicy ‘Torra Escura’ (cerca de 40 reais o quilo). Kay e Mau indicam Astro Café e Fazenda Pessegueiro.

Não dispenso um bom espresso, mas em casa ainda fico com o café fresquinho, passado na hora. E mesmo no coador de papel, um Confraria do Cafeera faz uma bela diferença.

Coado, espresso ou na cafeteira italiana, todo mundo tem seu café favorito. Qual é o seu?

Por Alê Scaglia*

octaviofachada_230.jpgÉ difícil passar em frente ao Octavio Café, na Faria Lima, e não reparar no lugar, o mais novo empreendimento do ex-governador Orestes Quércia. Além de um belo projeto arquitetônico – há quem diga que de longe o prédio parece uma xícara –, o café quer atrair os amantes da infusão pelo olfato: diariamente são feitas duas torras no local para garantir um aroma de café fresco, dentro e fora da casa.

O café já nasce com a idéia de virar franquia global – Quércia exporta os grãos que planta há algum tempo e tem até uma torrefadora em Nova York. Starbucks que se cuide!!!

Na visita feita à casa, não foi o espresso (R$ 3) que mais chamou a atenção. A bebida chegou à mesa sem “aquela” cremosidade e o blend padrão do Octavio carece de força e personalidade, além de denotar um amargor acima do adequado.

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Engraçado foi perceber que a persistência do café é muito boa e esse amargor desaparace rapidamente, deixando lá no fundo da boca uma boa lembrança.

Os principais destaques ficam por conta do ambiente – bem iluminado e bastante aconchegante –, do atendimento – extremamente atencioso – e dos pratos servidos.

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Fui à casa na hora do almoço e, além de ter visto nas mesas ao redor alguns belos sanduíches, daqueles que dão vontade de pedir uma mordida, comi um franguinho de leite com polenta e escarola (R$ 29,40, em uma porção bem servida) que estava qualquer coisa!

O amigo que estava junto comeu uma bela salada, com direito a presunto cru e tudo, que também agradou.

Voltando ao café (a bebida), a responsável pelo blend do Octavio é Silvia Magalhães, que foi 6ª colocada no World Barista Championship-Tokyo (2007), uma espécie de Copa do Mundo de Baristas, com a mistura preparada para a casa.

Além de degustar o espresso – e muitas outras opções de drinks que levam café em sua composição –, os clientes podem levar para casa os grãos ou mesmo o café moído (R$ 16,00 o pacote de meio-quilo).

octaviopoltrona_230.jpgNos planos do Octavio Café também está a criação de uma universidade do café, voltada tanto para entusiastas quanto para a formação de baristas.

Para os nerds de plantão, a casa ainda oferece Wi-Fi gratuito, computadores conectados à rede e um lounge de “iPoltronas” com sistema de som embutido para quem quiser curtir o som de seu iPod enquanto prova um cafezinho.

Octavio Café – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2996, Jardim Paulistano - São Paulo. Tel: (11) 3079-4478.

*Alê Scaglia é jornalista, executivo de comunicação e também se diverte contando como a vida é boa no Braun Café.

Moocas Aires

Janeiro 6, 2008

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Se você acha que empanadas são todas iguais, por favor, dê um pulinho no Alto da Mooca em um sábado ensolarado e prove as empanadas argentinas do El Café. Depois de experimentar a Tucumana (carne picada na ponta da faca, azeitonas, pimentão, ovos e um tempero especial) você certamente vai querer dar uma palavrinha com o simpático dono, que serve as mesas e comanda o balcão.

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“Éu ámo a Môoca”, revelou Cristian com seu sotaque portenho misturado ao italianês do bairro, onde veio morar há sete anos. Trouxe consigo as receitas de empanadas, que aprendeu em restaurantes na terra do Boca Júniors, seu time estampado na bandeira atrás do balcão, e vendia os quitutes sob encomenda. O sabor de queijo com cebola também é uma boa pedida.

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(Praça Amo a Mooca na Rua dos Trilhos)

Há poucos meses, Cristian resolveu abrir seu simpático bar-café na Mooca, é claro, mas revelou que já estuda uma filial na zona Oeste. Enquanto isso, vale fazer um passeio até lá para provar empanadas, sanduíches, porções e tomar uma cerveja. Para os sortudos moradores da área, eles também entregam.

A Mooca é logo ali, mas se você ficou com preguiça, outra opção é o Patagônia, em Moema, que também serve empanadas argentinas muito gostosas, doces e um ótimo café. Eles ainda vendem porções congeladas dos quitutes para você esquentar em casa e fazem delivery.

El Café - Rua da Mooca, 3593, Alto da Mooca. Tel: (11) 6604-2337 / 3567-2951 .
E-mail: delivery@empanadaselcafe.com

Patagonia - Avenida Rouxinol, 953, Moema. Tel: (11) 5055-2302/2341/ 7466.

Jordana Viotto*

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Como diz uma amiga minha - carioca, devo dizer - uma das maiores qualidades de São Paulo é a quantidade de boas padarias. Em qualquer bairro tem pelo menos uma daquelas que dá gosto de ir pra um belo café da manhã.

jardimbotanico_300.jpgO Rio já não é bem assim (ela disse, eu acabo de conhecer o Rio, não posso falar nada). Mas pra compensar, dá para tomar um café da manhã dentro do Jardim Botânico, no Café Botânica.

Muito charmoso, o bistrô oferece bolos, tortas, salgados e bebidas diversas. A torta de maçã é perfeita para fazer o desjejum nos jardins do Império.

Café Botânica - Rua Jardim Botânico, 1008 - Rio de Janeiro. Tel: (21) 2512-1848.

*Jordana Viotto é jornalista de tecnologia, cultura e agora conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.

No coffee for you!

Abril 5, 2007

Quem trabalha na região da Vila Olímpia e foi tomar um expresso com canudinho de chocolate (hummm…), esta semana, na Kopenhagen recebeu a notícia de que a loja não estava vendendo café por conta da alta demanda pelos ovos de Páscoa.No melhor estilo Soup Nazi, de Seinfeld, a loja sequer deixou um aviso na porta. O Nando contou, por exemplo, que o Gui Felitti e o Alê Scaglia só ficaram sabendo do remanejamento no balcão. No coffee for you!

Além de perder os fregueses do tradicional cafezinho-pós-almoço-corporativo, potenciais consumidores de ovos e coelhos de chocolate, a loja ganhou certa antipatia. Para evitar as más línguas acho que a loja deveria distribuir [vejamos] três línguas de gato com o café, na próxima semana. Kopenhagen… se eu fosse como tu…

Feliz Páscoa!

Por Renata Mesquita*

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Foto: Henrique Martin

De tanto ligar da rua para contar coisinhas gostosas que encontro por aí (afinal, quem aguenta esperar para encontrar com a amiga para contar? viva o celular pós-pago!), Braun me vira com essa: “Por que não escreve você? Estou inaugurando a Era dos toasts terceirizados, hahaha”. Bom, lá vamos nós, então.

Pão de queijo rústico ou bolinho de arroz superdesenvolvido?
Em um dia daqueles de inspiração consumista-decór, naquela visitinha básica ao Etna, não se atenha ao circuito de móveis e acessórios. Dê uma paradinha antes (ou depois) para um café e um pão de tapioca. Vale suuuuper a pena. De longe, ele parece um pão de queijo meio rústico; de perto, um bolinho de arroz superdesenvolvido. Confesso que a primeira mordida foi meio naquelas, reticente… e se for borrachudo? Apaixonei na hora!

A massa, suave, leva um pouco de queijo e é uma ótima opção para aquela fominha fora de hora. Depois que eu saí espalhando a descoberta, a Luana, cozinheira e quituteira de mão cheia, vira para mim e diz: “É mesmo, eu já experimentei e é ótemo!”. E só agora que ela diz??? De agora em diante só vou ao Etna só para comer o pãozinho de tapioca (o que é uma tremenda mentira, mas vamos fingir que não para o Henrique ficar feliz).

Dooooce de leeeeite
O Henrique e eu fazemos parte da comunidade “Não me conformo que o Havana não vende doce de leite aqui no Brasil”. (Faço um parênteses que pode levar os leitores do BraunCafé a quererem me bater, mas vamos lá: eu adoro TUDO do Havana, menos o alfajor - prefiro os uruguaios - e o atendimento da loja do Anália Franco).

Enfim, um dia, novamente frustrados com essa triste constatação, estávamos olhando a vitrine do balcãozinho do Havana no Anália Franco (antes de eu detestar o atendimento deles) quando vimos ELE, o brownie. Com aquele moooonte de doce de leite escorrendo e uma coisa amarela esquisita em cima. “É creme inglês”, disse a mocinha. Tá.

Creme inglês com gelatina, ou o que quer que seja, grudento, mas não vem ao caso. Compre o brownie e tire o tal creme inglês (ou não). O que vem abaixo dele - a mistura de doce de leite Havana molinho com um brownie meio-amargo na medida certa - simplesmente é um manjar dos deuses, se é que se pode falar isso de um doce industrializado e vendido num balcão no meio de um shopping.

Churros da Moóca
Por fim, mas não por último, tem o famoso tio do ‘churros’ da Mooca, o “seu” Antônio ou Toninho. Esse simpaticíssimo senhor (na última vez que estive lá, me deu dois abacates de presente…) deve ter uns 157 anos e tá lá, todos os dias, fazendo churro espanhol artesanal para o pessoal - para quem não sabe, o churro do tipo espanhol é frito em espiral e não tem recheio. Fica ótemo com um cafezinho (aviso: já vem adoçado), Nescau batido ou Coca-Cola, mesmo porque é só isso o que tem para beber por lá, mas para mim já está excelente.

Você ainda pode escolher se quer a roda pequena, média ou grande e se quer açúcar ou canela ou só açúcar de acompanhamento. Não recomendo levar para viagem, porque depois de um tempo, sabe como é fritura, né??

Então… Só um detalhezinho: o lugar abre das 3h às 11h. Isso mesmo. É para ir depois da balada… ou, no meu caso, depois de virar uma madrugada fechando. E aproveita, bela, para escutar umas histórias da Mooca… sempre tem alguém por lá contando “causos” sem parar. Ah, deixa o Visa e o Redeshop em casa, porque pagamento lá, só com dinheiro ou cheque.

Veja as fotos destas e outras guloseimas e botecagens no Flickr do grupo Braun Café .

Etna - Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 2001 - Brooklin (Segunda a Sábado das 10h às 22h. Domingo das 12h às 20h). Tel.: (11) 2161-7600

Havana - Rua Bela Cintra, 1829 - Jardins - 3082-5722

Churros da Mooca - Rua Ana Néri, 282 - Mooca.

*Rê Mesquita é jornalista, adora inventar moda e cometer deliciosos pecados da gula. Agora a Rê também vai confessar tudo aqui no “Braun Café 2.0″. Ai lindinha… que gostoso viu!

Íris coffee

Janeiro 31, 2007

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Mesmo após caminhar sob um sol escaldante não resisti a um café com as amigas no último sábado. Paramos no Florinda, um lugar muito charmoso aberto há pouco tempo, na esquina da Aspicuelta com a Harmonia.

Já ia pedir uma água bem gelada para não derreter com o expresso, quando li a palavra ‘gelado’ no cardápio. “Café gelado? Vamos nessa!”

A bebida, que está na foto acima, vem batida com um pouco de leite condensado para rebater o amargor. Na verdade a receita precisa de muuuito Leite Moça, mas nada que dois saquinhos de açúcar a mais não resolvam. Relaxe e peça logo um brigadeiro ou um bolo de pêra para acompanhar.

Já tinha provado o café gelado do Starbucks. Não sei se entrou no cardápio da filial paulistana, mas ele vem com creme bem geladinho em uma latinha pequena. O primeiro gole é estranho. “Pô! Café gelado???”, você pensa. Depois fica uma delícia.

Não se assuste. Um café ‘gelado’ é um drink. Um café ‘frio’, como diz a Cecília, “vai te dar pneumonia! Deixa que eu faço outro.”

Essa história me lembra da Cecília contando que foi vítima de um infeliz trocadilho por conta do atendimento primoroso do Fran´s Café. Pediu um Irish Coffee (café com creme de leite, uísque e açúcar) e trouxeram café com sorvete de creme.

- “Mas não foi esse que eu pedi”, reclamou.
- “Foi sim… foi o Iced Coffee”, teimou o garçom.
- “Não foi não. Eu pedi esse aqui”, insistiu irritada apontando para o cardápio.
- “Aaaah… mas esse é o Íris Coffee senhora”, disse o garçom, que teve de trocar a bebida… “Essa gente não sabe pedir! Olha aí… vou ter de trocar”, deve ter dito ao pessoal da cozinha. “Manda um Íris aí.”

Aliás, o ‘ice’ do coffee foi inventado pelos austríacos. Descobri agora na página de curiosidades da Companhia Cacique de Café Solúvel. Café solúvel é algo das trevas. Não há solução, exceto no leite quente, admito. Mas o site tem informações bem interessantes.

Soube que os etíopes tomam café com sal, que os marroquinos preferem uma pitada de pimenta e que os japoneses já tomam mais café gelado do que quente (não deixe que os garçons do Fran´s saibam disso).

Mário Nagano, que está virando consultor de curiosidades gastronômicas japonesas, me deu uma latinha de café parecida com a do Starbucks. A latinha toda preta tem a mensagem “100% black”. Ele acha que devo esquentar em banho Maria, mas agora com a dica do Cacique vou tomar gelado… e ficar três noites sem dormir, provavelmente.

O site também mostra como se diz ‘café’ em diversos idiomas. Gafae, kafes, masbout, kalawa, koohi, souro, kaffei, buna, koffie estão entre eles. Gostei. Kaveeee!!!

Florinda - Rua Aspicuelta, 181 - Vila Madalena. Tel: (11) 3814-1060

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E não há melhor recuperação para uma noitada de botecos em Belo Horizonte, do que um almoço mineiro no Xapuri

Antes, Alê, Clau e eu (aí na foto tirada pelo Alê) colocamos nossos óculos escuros e paramos para um cafezinho coado, que ainda não foi superado pelo expresso em muitos estabelecimentos que visitamos na cidade. Andando no Centro, sem querer descobrimos o Café Nice. Esse clássico aberto em 1939 tornou-se parada obrigatória de políticos em campanha, incluindo JK, cujas fotos decoram as paredes de azulejo.

Após um passeio pela lagoa da Pampulha, passando pela linda Igreja e pelo Museu de Arte da Pampulha (”Vai Niemeyer! Vai Niemeyer!”), chegamos ao ambiente rústico e gostoso do melhor mineiro da cidade, segundo a Veja BH deste ano e nossa querida amiga Gi, que ainda vai conseguir nos acompanhar a BH.

Além dos diversos ambientes do restaurante, que cercam a cozinha industrial e um imenso fogão à lenha, estão lojas de artesanato, doces, uma linguiçaria - para quem quiser levar a famosa linguiça artesanal servida na chapa - uma cachaçaria e, ao fundo, a área de equitação. Naquela tarde de outubro, a criançada se divertia com corridas de pôneis.

Antes de escolhermos nossa mesa, Alê e eu demos uma espiada na cozinha da simpática chef Nelsa Trombino, que criou esse complexo gastronômico mineiro em agosto de 1988.

Uma hora e meia depois de nos sentarmos à mesa de madeira do Xapuri entendemos porque Gisele nos fez decorar o nome do restaurante e porque a Dona Nelsa ganhou mais uma estrela do Guia Quatro Rodas 2007.

Para abrir o apetite, queijo coalho [rimando] com pão de alho na chapa. Depois, os clássicos: lombo assado, tutu, torresminho, arroz, couve e, finalmente, ora pro nóbis refogadinha, que experimentei [e gostei] pela primeira vez - embora ainda fique com a couve. Tudo regado a muita soda limonada e guaraná porque a ressaca era braba.

xapuricafe130.jpgFinalmente, a loucura: encher o pratinho de sobremesa no buffet de doces caseiros e agradecer aos céus. Na saída, antes da tristeza, um cafezinho passado na hora e servido na xícara de ágata. Você ainda pode adoçar seu café com rapadura e sair saltitando. Esse é o Xapuri. Entre e fique à vontade até fazer todas as suas vontades…

Xapuri - Rua Mandacaru, 260 - Pampulha (BH). Tel: (31) 3496-6198

Depois da comilança vem a andança… Quem estiver sem carro e não quiser perder todas as calorias do almoço tão rápido deve pedir um táxi no próprio Xapuri. O trio foi dar uma volta na lagoa da Pampulha para fazer a digestão. A idéia era nobre, mas tivemos de andar bastante até que um taxista que morava por lá nos pegasse. Sorte dele e nossa.

Aleluia!

Outubro 6, 2006

starbucks.jpgAgora é pra valer. Há mais de quatro anos tenho lido notas e matérias sobre a chegada da rede de cafeterias Starbucks por aqui. Hoje, reportagens em cadernos de economia anunciam que a rede abrirá duas lojas no Shopping Morumbi, até dezembro. Mais uma felicidade para os moradores da metrópole movida a cafeína.

Neste tempo todo, muitas vezes me peguei sonhando com o ‘caramel macchiato’, que só tomava quando estava entre os americanos do norte: expresso, leite, essência de baunilha e calda de caramelo. Lembrar do iced coffee com creme na latinha também era outro drama.

Na reportagem da Folha de S. Paulo, a Starbucks Brasil Comércio de Cafés diz que o visual das lojas seguirá o modelo dos Estados Unidos. O café colombiano será importado de Seattle, onde fica a central de torrefação da empresa. Só espero que eles não estraguem tudo oferecendo aqueles baldes de café aguado por aqui.

Resta saber se o encanto da sereia de duas caudas, que hipnotiza os visitantes da Starbucks, vai convencer o brasileiro a pagar mais caro por seu café. Lá fora, o cafezinho mais barato sai por 3 dólares.