Quitutes celestiais

Julho 24, 2008

Outro dia tive um tempinho para visitar o Mosteiro de São Bento e não pude resistir aos quitutes vendidos na loja, perto da saída. E me perdoem os trocadilhos, mas o pão de mel Benedictus recheado de geléia de damasco (R$ 5) é dos deuses e as bolachinhas amanteigadas com mel e água de flor de laranjeira (R$ 10) são de comer ajoelhado.

Devo confessar que cometi um pecado. Prometi as bolachinhas aos queridos Kay e Mau, mas acabei não resistindo. Elas estavam ali no armário, perfumadas e… é isso aí Magali.

(Último exemplar do amanteigado com flor de laranjeira antes da foto tirada por Henrique Martin)

Peço perdão aos amigos. Prometo voltar ao mosteiro para comprar mais dessas bolachinhas, que devem ficar divinas com aquele expresso cremoso que vocês preparam.

Ainda falta ir à missa do Domingo às 10h, com apresentação de canto gregoriano, provar o Bolo dos Monges (R$ 40), o pão São Bento de mandioquinha (R$ 12) e outros quitutes celestiais (dê uma olhada na área de Gastronomia do site). O papa ainda deve sonhar com eles.

Hambúrguer no Balcão

Julho 16, 2008


Nada como comer um bom cheese salada no balcão, sem frescuras e direto ao que interessa. Melhor ainda em frente ao chapeiro do Seu Oswaldo, do Joakins ou do Oregon. Mas quando me chamaram para ir ao Bar Balcão, não pensei em hambúrguer. Logo me lembrei do imenso balcão que serpenteia todo o salão do bar e convida o paulistano a se socializar após alguns chopes.

Desta vez, com os amigos Calenda e Ana Luiza, fiquei no mezanino, apreciando a serpente de madeira lá de cima, e o assunto não era o chope Brahma (leve e gostoso, mas não dos melhores de SP) e sim os sanduíches do Balcão.

Quando cheguei, eles já estavam acomodados com seus chopes em frente a uma convidativa porção de fritas (bem sequinhas e macias). A pedida era o hambúrguer com molho de gorgonzola, mas a curiosidade me levou a espiar o cardápio. A dúvida me abriu o apetite. Até o vegetariano com chutney de manga me passou pela cabeça.


Segui a recomendação inicial e o ‘cheese salada’ de gorgonzola superou minha expectativa. Diria que está pau a pau com o Drop Kick, servido no Clube Belfiori, embora a parece de carne do burguer do CB seja inigualável.

A versão do Balcão vem aberta no prato, com tomate e uma saladinha verde, que não serviu só de enfeite. A carne estava no ponto e o molho também. Ótima pedida. Difícil vai ser não repetir a escolha. Pra variar, peço o hambúrguer de gorgonzola do Balcão no balcão mesmo.

Bar Balcão - Rua Doutor Melo Alves, 150, Jardim Paulista. Tel: (11) 3063-6091.
Funcionamento: Segunda a sábado, das 18h às 2h. Domingo até 1h.

Kebabeando

Junho 15, 2008

Quando se fala em lanche barato na Europa, a pedida é o kebab, sanduíche de origem turca feito com fatias de carne de cordeiro assadas em camadas em um espeto vertical, parecido (só no visual) com o espeto do ‘churrasquinho grego’ do centro de São Paulo. O recheio pode ser de cordeiro, falafel, kafta, frango, carne bovina etc., tomate, alface, cebola e molho tahine, ou picles, cebolinha e hortelã, dependendo da criatividade do lugar.

Já falamos do kebab de Londres, ano passado, aqui no Braun Café, mas agora não é preciso ir tão longe. Em pouco mais de um ano, a capital paulista já aderiu às kebaberias.

Quem sai do cinema perto da Rua Augusta, ou está perambulando pela região, por exemplo, encontra duas opções. Minha dica é o Kebabel, um misto de kebaberia e bar onde estive duas vezes provando ótimos kekabs de kafta e de cordeiro (folhas de hortelã dão um toque especial).

O preço dos kebabs (10 a 13 reais) é convidativo assim como o ambiente charmoso (repare no lustre de cristal com talheres pendurados e nos quadrinhos de Adão e Eva de Goya no banheiro todo forrado com um vibrante papel de parede).

O lugar tem poucas mesas e um pequeno balcão, mas por volta das 20h do sábado e à meia noite de uma sexta-feira consegui me sentar para tomar uma Original gelada, comer um kebab e experimentar uma cerveja mineira. Entre variações importadas, além das argentinas e alemãs - cervejas da Grécia, Austrália e Turquia, por exemplo - a Backer, produzida na terra da cachaça, foi uma refrescante surpresa (experimente a de trigo).

Além dos tradicionais sandubas você pode apostar nas porções do Kebabel. O homus com pão sírio (metade torrado e metade ao natural) estava no ponto. Ainda há opções de falafel e couve-flor à milanesa (!) para os botequeiros vegetarianos.

Também consegui finalmente conhecer o Kebab Salonu, na Rua Augusta, mas o kebab ficou aquém da expectativa. O sanduba é maior e mais caro (18 reais o de kafta) do que o do vizinho, mas o recheio é mais farto só na salada. Além disso, a kafta estava pouco saborosa e pra lá de bem passada. Uma pena. Para consolar, meu mate batido com tangerina estava gostoso e ainda não provei o café turco.

Ronaldo, fã das kebaberias, teve mais sorte com a porção de falafel quando esteve no Salonu. Ele também indicou o Pita – Kebab Bar, em Pinheiros, como a próxima parada para kebabear, em São Paulo.

Kebabel – Rua Fernando Albuquerque, 22, Consolação. Tel: (11) 3259-1805

Pita - Kebab Bar – Rua Francisco Leitão, 282, Pinheitros. Tel: (11) 3368-2856

Bebelu, o McBrazuca

Maio 22, 2008

Pão sírio, carne de sol, queijo coalho, milho, alface, tomate, molho especial e porção de aipim. Esse é o “Kit Pai D´Égua”, um dos “Kit´s Delícia” da Bebelu Sanduíches, rede de fast food cearense, que abriu, há poucos meses, sua primeira loja na cidade de São Paulo.

Parei na Bebelu voltando da balada, no Paraíso, por volta das 3h da manhã. O logo amarelo e vermelho chamou a atenção e resolvi matar a fome nesse McBrazuca.

Ao entrar na lanchonete vazia e arrumadinha já comecei a me divertir com o cardápio. A preços bem populares (de 7 a 12 reais) você encontra o “Berro Burguer” (hambuguer de carneiro, queijo coalho e molho especial) e o “Vaca e Frango”, que é praticamente uma aberração (metade do hamburguer é de carne e a outra de frango). Esse lugar existe!

Resolvi pedir o Belu´s Burgão, com a opção de mandioca/macaxeira no lugar das batatas fritas. Era bem condimentado, mas gostoso. O Pai D´Égua é melhor. Na saída, a gerente explicou que a receita leva calabresa. Achei meio heavy para a madruga, mas deu tudo certo.

O atendimento foi rápido e atencioso, mesmo com o aviso de que tudo é feito na hora. Não sei como é a rapidez nos horários mais movimentados, mas você esperar no cibercafé. Sim, eles têm micros conectados, milk-shake de Ovomaltine e duas opções de salada, caso você queria equilibrar calorias com a banana split.

Confesso que a parte mais divertida deste toast foi visitar o site da Bebelu, especialmente o canal “História da Bebelu Sanduíches“, onde os textos sobre a evolução da empresa situam o leitor sobre fatos que marcaram a história do mundo… segundo eles.

Em 1991, ao lado do texto sobre a primeira loja da Bebelu, é exibida uma foto com a legenda “Fim da Guerra Fria”;

“Alain Prost vence seu quarto título na Fórmula 1″ é a imagem de 1993, com a chegada de uma nova sócia para a rede de fast food;

Em 1999, quando lançou uma nova campanha, a Bebelu destaca o Bug do Milênio. A legenda: “Fim do mundo? pane nos computadores? nada disso aconteceu.” Imperdível.

Bebelu Sanduíches - Rua Rafael de Barros, 64 - Paraíso, Super Shopping Osasco, Shopping D, Shopping Metrô Tatuapé e Shopping Metrô Itaquera, em São Paulo (SP).

Av. Bezerra de Menezes, 1213 e mais 21 endereços em Fortaleza (CE). Também em Belém, Mossoró, Teresina e São Luis do Maranhão.

Por Jordana Viotto*


(Docentes & Decentes: o melhor feijão verde de Fortaleza)

Desde que voltei de Fortaleza, onde passei uma semana de férias em fevereiro, pensar nas palavras “feijão” e “verde”, nessa seqüência, é suficiente para fazer meu estômago roncar. O feijão verde, o caranguejo e, claro, peixes e frutos do mar, são os pratos mais típicos da região. Mas de todos esses, o feijão verde é absolutamente imperdível.

O melhor preparo da cidade é o do Docentes & Decentes, um local simples, com um atendimento legal, preços honestos e pratos perfeitamente preparados. O restaurante fica numa das principais avenidas de Fortaleza e serve o feijão verde em um caldeirãozinho de ferro misturado num creme feito de nata e queijo coalho. 

O pessoal de lá diz que o Docentes usa ingredientes “secretos” - dizem eles que nem os mais talentosos na cozinha conseguem fazer a receita ficar igualzinha se feita em casa. A mistura chega à mesa fervendo e serve duas pessoas. Fiquei quase viciada nessa delícia, tanto que quase todos os dias, durante uma semana, eu dava um jeito de passar por lá.


(50 Sabores: experimente antes de escolher)

A sobremesa era geralmente na Sorveteria 50 Sabores (foto acima). Além dos clássicos como flocos, chocolate, morango e côco, o local serve sorvetes exóticos como os de tapioca, doce de leite, bacuri, sirigüela e caipirinha.

Decisão difícil, mas para mim, que adoro doce, o de tapioca era perfeito. Também adorei o de doce de leite flocado e me surpreendi com o de caipirinha - o sabor é bastante parecido com o da bebida. E a melhor parte? A placa que convida a todos a experimentar “quantos sabores quiser” antes de escolher.

Docentes & Decentes - Avenida Santos Dumont, 6180 - Fortaleza (CE). Tel: (85) 3265-3267   

Sorveteria 50 sabores - Av. Beira Mar, 4690 - Fortaleza (CE). Tel: (85) 3263-1714

*Jordana Viotto é jornalista de tecnologia, cultura e sempre conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.

Por Rê Mesquita*

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Depois do panettone, ela quebra a barreira da sobremesa com queijo

Pedro Marques é um “mocinho” cheio de surpresas. Ótimo jornalista, amigo, cozinheiro, criador de trocadilhos e, mais recentemente, ótimo didjei.

Mas eu quero falar sobre seu lado mestre-cuca. Volta e meia, Predo (para os íntimos) nos convoca a “testar” uma de suas novas receitas. E sempre é um verdadeiro sacrifício - para dormir depois, sejamos claros.

Em seu último test-drive, nos fartamos com costelinhas de porco assadas servidas com canjiquinha ao molho de tomates e paio. Água na boca só de pensar! Mas Pedro conseguiu uma façanha: me fazer comer um doce a base de queijo que não fosse uma queijadinha.

Eu sempre odiei doce de queijo. Eu fui à The Cheescake Factory, em São Francisco, e só comi sanduíche (muito bom, por sinal) e tomei milkshake. E nunca, nunca, por favor, me façam comer um tiramissu.

Pela foto, dá para ver que seu Pudim de Queijo com Calda de Goiaba ficou maravilhoso! A receita é supersimples — nem vai ao fogo! — e vou publicá-la aqui com o aval do chef:

- 500 gramas de queijo minas
- 1 lata de creme de leite
- 1 lata de leite condensado
- 1 envelope de gelatina em pó, incolor e sem sabor, dissolvida em 1 xícara de leite morno
- 1/2 xícara de açúcar (opcional, para quem prefere mais adocicado) ou 2 colheres de sopa de açúcar

Bata tudo no liquidificador e coloque em uma forma própria para pudim. Leve à geladeira para firmar por aproximadamente 4 horas. Pronto!

Agora, a calda:
- 300 gramas de goiabada cortada em pedaços
- 1/2 copo de água
- 1 colher de sopa de cointreau
- 2 colheres de sopa de vinho tinto

Leve a goiabada e a água ao fogo até derreter bem e deixe apurar até se transformar em um calda. Adicione o cointreau e o vinho, mexa bem e sirva sobre o pudim.

Predo, obrigada por me apresentar essa maravilha. Você sabe fazer sobremesa sim, viu, lindinho??

*Renata Mesquita é jornalista de tecnologia e adora descobrir novas guloseimas para o Braun Café.

Com a colaboração de Luciana Coen*

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Na última sexta-feira tive a oportunidade de provar, novamente, O melhor bolo de chocolate do mundo. Com patrocínio de Luciana Coen, experimentamos a receita “meio-amarga”. Tirei fotos, mas a da divulgação (acima) é bem mais apetitosa.

Como imaginávamos, é bem mais gostosa e leva o chocolate francês Valrhona com 70% de cacau. A versão “tradicional doce”, que encomendamos na segunda-feira, é feita com a concentração de 53% de cacau do mesmo chocolate - bem doce.

Deixando as porcentagens de lado, fico com o meio-amargo. Na primeira garfada você não quer que aquele pedaço acabe nunca mais. No fim, ainda resta a doce polêmica: “Será mesmo o melhor do mundo? Deixe-me provar mais um pouquinho…”melhorbolo_233.jpg

A receita secreta criada pelo português Carlos Braz Lopes, em 1987, não leva farinha, mas merengue de chocolate e mousse. Por isso, conforme apurou Lu Coen, o bolo não é vendido por quilo.

Na loja (foto de divulgação ao lado), a fatia sai por R$ 7,50 e pode ser acompanhada de uma tacinha de porto ou de um café Suplicy, recomenda o fornecedor. Já o bolo de 14 pedaços sai por R$ 85 e o de oito pedaços custa R$ 59.

Tirando a taxa ‘meio-amarga’ do delivery (R$ 15), vale a pena passar na loja e levar um bolo grande. Outra dica da divulgação é que a Valrhona também está chegando ao Brasil. Por enquanto tem um escritório comercial em São Paulo. Oba.

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo - Rua Oscar Freire, 125, Jardins - São Paulo. Tel (11) 3061- 2172. Abre diariamente das 10h às 21h.

*A apuração da Lu saiu melhor do que a encomenda. Fui pedir informações e até press release com fotos de divulgação ela descolou. Só tenho a agradecer pela maior paciência do mundo.

Terra à vista!

Janeiro 16, 2008

 Por Ronaldo Miranda*

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Nestes tempos em que se prega a melhor relação entre custo e benefício, é comum que tenhamos de fugir dos bairros centrais para comer bem gastando pouco. Claro que há exceções, assim como elas existem quando se diz que comida de padaria é ruim.

Então esse post se propõe a ir na contramão de todos esses dogmas, apresentando uma padaria central onde se come bem e barato. Bom, você poderia argumentar que é fácil encontrar padarias com bons sanduíches em São Paulo, mas estou falando de pratos, e particularmente, de bacalhau que, convenhamos, não é um bife com fritas.

Se você é amante da iguaria portuguesa, não pode deixar de experimentar uma das seis opções da Padaria Aracajú, localizada o coração de Higienópolis, um dos bairros mais nobres da capital paulistana.

Indicada pela mãe da minha namorada, cujo ISO alimentar passa sobrando os 9000, a Padaria Aracaju oferece porções generosas com preços entre R$ 19,50 e R$ 26,00, que dão fácil fácil para duas pessoas. Tudo podendo ser acompanhado por vinho da casa ou uma long neck geladinha.

As opções são Bacalhau à Zé do Pipo, com natas, à Liberdade, à Portuguesa, com broa e à Gomes de Sá.

Como debutantes no local, Fernanda e eu chegamos tarde e tivemos de experimentar [pela primeira vez] a única opção restante, que era o bacalhau com broa. Ele vem desfiado e gratinado, com cebolas, azeitonas, tomate e broa de milho. E vem acompanhado de batatas ao murro. Sobrou de embrulhar pra levar pra casa, e tenho que dizer que há muito não comia um bacalhau tão bom. E olha que já morei em Portugal.

aracaju02.jpgSe você, como eu, não quiser nem pensar em comida após essa esbórnia, sugiro que entre na padaria [sim, as mesas são na calçada] e leve para casa uns doces portugueses, que são vendidos por quilo em tamanho mini, sendo assim possível fazer um mix de tortinhas com amêndoas e os tradicionais pastéis de nata e toucinho do céu. Humm…

Para evitar a falta de algum desses pratos pode-se também encomendar o seu preferido, para comer in loco ou levar pro almoço de família. Basta telefonar com um dia de antecedência.

PS: Caso você não goste da culinária portuguesa, vi no balcão várias opções de pães recheados lindos lindos, e também uma variedade impressionante de doces árabes [!!!].

Padaria Aracajú - Rua Maranhão, 760 [esquina com a Aracajú] - São Paulo. Tel: (11) 3666-8857

*Ronaldo Miranda é designer, bom garfo e autor das tiradas do Blog do Ronaldo. A ele devo os primeiros ‘toasts’ que deram origem ao Braun Café.

Melhor do mundo?

Janeiro 14, 2008

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Se você visse uma confeitaria chamada “O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo”, não ficaria morrendo de vontade de provar esse bolo? Eu passei em frente à loja, aberta no ano passado no bairro dos Jardins, em São Paulo, e fiquei com vontade só de olhar a fachada, pintada de chocolate.

Pois a jornalista Luciana Coen, companheira de trabalho, amiga, patinadora, cantora, escultora, mãe e chocólatra (pelamordedeus!) resolveu matar a curiosidade. Na semana passada pegou um cartão da loja e foi perguntando “Mas o que é esse Melhor Bolo de Chocolate do Mundo? Quero ver!”.

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Em poucos segundos formamos, na redação do IDG Brasil, o grupo de jornalistas e patrocinadoras de 1,5 kg do “Melhor Bolo de Chocolate do Mundo”: Lu Coen, Dani Braun, Taís Fuoco e Luiza Dalmazo. A data da entrega? Segunda-feira, o primeiro dia de todas as dietas do mundo.

Cortamos o bolo há poucas horas. O delivery vinha com recomendações: “Conservá-lo na geladeira”; “Retirar 30 minutos antes de servir”; e a melhor “Para não desmanchar o merengue aquecer uma faca na água quente, secar e cortar o bolo.”

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Espera aí…  merengue? Sim, meu caro leitor, “O melhor bolo de chocolate do mundo” não é exatamente um bolo. A receita vinda de Lisboa, que abriga a sede da confeitaria desde 1987, é feita com camadas de suspiro de chocolate, intercaladas com mousse de chocolate e uma espessa cobertura de chocolaaate…

Afinal, esse bolo/torta é gostoso? Sim. É doce? Bem - como disse Dalmazo, ”estou com a maior sede do mundo”. Mas ainda há opção de chocolate meio-amargo. Agora, o título de “melhor do mundo” eu não daria.

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A questão é que a curiosidade ao ver um bolo de ‘chocolate’ com esse nome é a maior do mundo. Se fosse o “Bolo da Zezé” ou da “Tia Neide” certamente você diria que é uma das melhores tortas que já provou. Acho que ”melhor do mundo” carrega muito “peso”, literalmente.

Não dispenso o modesto bolinho Sol de chocolate (fiquei a semana inteira com vontade por conta dessa história toda) que fiz para o café do domingo. Era o melhor do mundo naquele momento. E hoje, uma segunda-feira de chuva em São Paulo, comer um doce pedaço de torta de chocolate foi a melhor idéia do mundo. Obrigada girls!

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo - Rua Oscar Freire, 125, Jardins - São Paulo. Tel (11) 3061- 2172. Abre diariamente das 10h às 21h.

Moocas Aires

Janeiro 6, 2008

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Se você acha que empanadas são todas iguais, por favor, dê um pulinho no Alto da Mooca em um sábado ensolarado e prove as empanadas argentinas do El Café. Depois de experimentar a Tucumana (carne picada na ponta da faca, azeitonas, pimentão, ovos e um tempero especial) você certamente vai querer dar uma palavrinha com o simpático dono, que serve as mesas e comanda o balcão.

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“Éu ámo a Môoca”, revelou Cristian com seu sotaque portenho misturado ao italianês do bairro, onde veio morar há sete anos. Trouxe consigo as receitas de empanadas, que aprendeu em restaurantes na terra do Boca Júniors, seu time estampado na bandeira atrás do balcão, e vendia os quitutes sob encomenda. O sabor de queijo com cebola também é uma boa pedida.

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(Praça Amo a Mooca na Rua dos Trilhos)

Há poucos meses, Cristian resolveu abrir seu simpático bar-café na Mooca, é claro, mas revelou que já estuda uma filial na zona Oeste. Enquanto isso, vale fazer um passeio até lá para provar empanadas, sanduíches, porções e tomar uma cerveja. Para os sortudos moradores da área, eles também entregam.

A Mooca é logo ali, mas se você ficou com preguiça, outra opção é o Patagônia, em Moema, que também serve empanadas argentinas muito gostosas, doces e um ótimo café. Eles ainda vendem porções congeladas dos quitutes para você esquentar em casa e fazem delivery.

El Café - Rua da Mooca, 3593, Alto da Mooca. Tel: (11) 6604-2337 / 3567-2951 .
E-mail: delivery@empanadaselcafe.com

Patagonia - Avenida Rouxinol, 953, Moema. Tel: (11) 5055-2302/2341/ 7466.