Vinho para todos

Maio 18, 2008

(Blog avalia vinhos de até R$ 40. Foto: BaresSP)

Chegou o tão esperado clima para tomar tintos. O problema é quem nem sempre o bolso acompanha o ritmo e pouca gente deve fazer reservas para gastar com vinhos nesta época do ano. Tá aí uma boa idéia para o próximo: “Faça suas economias e não fique sem o seu Reserva no inverno.”

É nesta época que costumamos nos deparar com aquelas prateleiras cheias de garrafas e lindos rótulos sem saber se arriscamos no baratinho - e ficamos com dor de cabeça no dia seguinte - ou se vamos nos mais garantidos - e a dor de cabeça vem mais tarde, na fatura do cartão.

É difícil estabelecer regras. “Não confie em nenhum vinho por menos de R$ 20″ poderia ser uma delas, mas sempre há uma excessão. Vai perder a oportunidade?

A idéia de escrever esse ‘toast’ é recomendar do blog Vinho para Todos. A diferença deste blogueiro enófilo, de Uberlândia, é que ele bebe os vinhos que custam menos de R$ 20, de R$ 30 e de R$ 40 (valor máximo dos rótulos avaliados no blog) e faz boas descobertas. Basta olhar a classificação das ‘taças’ no blog e, da próxima vez que for ao mercado, levar sua colinha.

Outra dica é levar uma Tabela de Safras na carteira. Não custa nada sacar o papel no mercado e checar se aquele a safra daquele vinho em ’super promoção’, teve uma nota boa, ou se o mercado não está fazendo milagre algum. No site da Mistral você encontra a tabela de safras de 1990 a 2005 pronta para para imprimir.

Outro dia apostei em um Gamay do Les Petit Sommeliers - rótulos da marca francesa Casino*, que invadiu o Pão de Açúcar. Peço preço (R$ 16,90), o vinho leve, com sabor de cereja e bem alegre, não deixou nada a desejar. Gamei.

Costumo comprar vinhos em importadoras, quando dá tempo. Quando não dá, vou ao mercado, ou visito o site da Mistral. Eles entregam em casa e sem cobrar frete para pedidos de seis garrafas (incluindo meias), o que é bem prático. Antes da compra, dou uma olhada nas seções Bon Marché e Barganhas do Mês. Já peguei alguns achados por lá.

*Os produtos do Grupo Casino, dono de metade do Pão de Açúcar, estão bem cotados. Já ouvi boas recomendações dos chás, do molho tártaro e recentemente comprei as bolachas de chocolate amargo com laranja. Pensei em servir para alguma visita, mas não deu para esperar. Irresistíveis essas bolachinhas.

A prima rica da Heineken

Março 15, 2008

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Estava flertando com as cervejas importadas no Pão de Açúcar quando vejo uma garrafinha verde de cerveja chamada “Hollandia”. Já comecei a rir pensando o que o ‘Predo’ diria sobre essa descoberta internacional do ‘vocabulário pedrês’, ou então o que o Ronaldo, que morou lá na Holanda, poderia explicar a respeito. Também poderia ser a gelada do Seu Creisson, mas o preço (R$ 5,09) não é tão popular.

Como adoro os holandeses (meu pai é um deles) e suas cervejas, resolvi apostar na Hollandia, pelo menos para não perder a piada.

Essa prima rica da Heineken, de coloração bem dourada, sabor mais refinado e levemente adocicado, me conquistou. Pena que era uma só. Bom… acho que vou ao mercado comprar mais umas piadas…

Fabricada pela Bavaria Brewery (tem até um tour virtual todo em Flash da cervejaria), a Hollandia levou nota 2,94 (em um máximo de 5) no Tastebeer.com . Já para o cara empolgado da propaganda abaixo, parece ser nota 10.

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Recentemente conversei com o Maurício Fogaça, grande amigo e mestre dos vinhos, para saber onde encontro as barganhas para as festas de final de ano. Contei que também queria muito comprar uma garrafa de Champagne para o Ano Novo. Só que uma garrafa custa a partir de 150 reais, em média. Não tem milagre… exceto aquele do Natal.

O cara lá de cima também dá asas a quem sabe voar. E o Mau foi o lucky man da vez. No sábado foi a um mercadinho de bairro, na 13 de Maio, tão simples que a placa diz apenas “Supermercado”. E lá, no meio das garrafas de Don Peterlongo, encontrou uma… apenas uma única garrafa de Champagne Gosset.

Poucos dias antes, ele conta que havia recebido o catálogo da importadora Expand. Estampada na capa estava a promoção do tal Gosset de 198 por 177 reais. Sim… é uma promoção.

“O preço estava virado, mas resolvi passar no caixa para ver”, lembra o Mau no ‘Supermercado’ do Bixiga. E então, na boca do caixa, tirou a dúvida:

“Champagne francesa Gosset - R$ 36.”

Maurício me contou essa história ao telefone, antes de beber a garrafa de Champagne mais barata do mundo. Pedi para ele me dizer o que tinha achado da bebida mágica e, no domingo, recebo um e-mail do Mau com o título: “Gossetelícia”. Aqui vai:

“Eu arrisco a dizer que o champagne Gosset foi, talvez,… o melhor VINHO que já tomei da minha vida!!!!!!!!
Vc reparou que escrevi VINHO e não Champagne?
Vale cada centavo (ainda mais quando se paga R$ 36)
Meu, pensando bem, acho que vou lá no SUPERMERCADO para dar uma grana ao dono. Foi injusto! Foi muito injusto eu tomar um vinho dessa qualidade por R$ 36.
Vou voltar lá. Perguntar se tem mais. Porque é muuuuuito phoda. Bom demais!
Vou comprar de novo. Pena que custa R$198 na Expand. :-(”

Este é praticamente um episódio do ‘Além da Imaginação’, mas existem barganhas nem tão milagrosas no mercado. A Dani Moreira encontrou na web uma avaliação feita pela Pro Teste com 24 vinhos brancos finos secos de até R$ 36 - o mesmo preço do Gosset do Maurício. A ONG de defesa do consumidor avaliou oito rótulos brasileiros, oito argentinos e oito chilenos.

O teste, que contou com a opinião de sommeliers e consumidores elegeu o vinho chileno Santa Alicia Chardonnay 2005 (R$ 13,90) como “O melhor do teste” e o argentino Angaro Chardonnay 2006 (R$ 12,60) “A escolha certa”. O Casillero del Diablo, por exemplo, foi condenado por apresentar um teor de açúcar acima do aceitável para um vinho branco seco.

Me lembrei de uma receita prática para o verão criada pela amiga Karina Gentile, que manifestou seu repúdio ao toast anterior, “O Polvo na TV“.

Basta comprar uma porção de vinagrete de polvo da rotisseria Bologna, cozinhar um spaghetti ou linguini, misturar e servir. Que beleza.

Se você não gosta de polvo pode experimentar o frango assado da Bologna. A Kay também já havia dado a dica. Este ano, a Vejinha endossou a opinião. A antiga rotisseria com clima de “O Poderoso Chefão” foi eleita a melhor de São Paulo.

O destaque é o frango na popular ‘televisão de cachorro’. Só recomendo que a macarronada você prepare em casa, belo. As massas de lá pesam bastante, literalmente. Veja as fotos no Flickr do Braun Café.

Bologna - Rua Augusta, 379, Consolação - São Paulo. Tels: (11) 3256-1108 / 6370.

Manjericão-pegadinha

Agosto 22, 2007

jardimmanjericao.gifVocê já ouviu falar em Manjericão-limão? Eu também não conhecia esta variedade do mundo dos temperos até o último sábado à noite, quando dei uma passada rápida na Casa Santa Luzia para comprar tomates pelados e manjericão fresco.

Bem que eu vi na embalagem o “limão” no nome, mas nem dei bola. O formato era igualzinho ao do “manjericão-manjericão”. O jantar ficou ótimo, mas o molho do spaghetti ficou bastante ‘azedinho’.

Cozinhando e aprendendo: não seja Wilbour como eu. O Manjericão-limão não serve para seu molho de tomates, nem para sua caipirinha. No fim das contas, descobri um excelente tempero para peixes.

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Essa dica do Henrique vai para os adoradores do milho cozido. Confesso que me lembrei dos carrinhos que vendem milho na AvenidaPaulista e fizeram um maravilhoso upgrade no serviço, passando a vender o milho debulhado aos clientes. Nada de fiapos entre os dentes, nada de mão melecada, dedinhos queimados ou caldinho na roupa.

O problema é fazer isso em casa. Acho que cheguei a tentar repetir o hábil processo e debulhar a espiga com a faca para fazer um creme de milho ‘natural’. Logo corri para a latinha de milho no vapor ou para um congelado.

Mas é claro que a indústria dos utensílios - ou dos charmosos “inutensílios” - de cozinha, vai dar um jeito de lhe oferecer a solução para todos os seus problemas! O Corn Stripper, da nova-iorquina Oxo, é um desses casos.

Lá fora, essa belezinha promete depilar seu milho cozido com perfeição por 11,99 dólares. Eu compraria. Aliás, se você der mais de um clique nesse site, vai querer comprar tudo.

A dura realidade, no entanto, é que o Stripper deve sair três ou quatro vezes mais caro por aqui. Literalmente, uma facada. Se alguém for viajar, em breve, para os Estados Unidos, por favor, me avise. Enquanto isso, valorizo a terceirização do milho debulhado.

L´amour du vin

Julho 19, 2007

O Club du Taste-Vin mudou de nome e endereço nos Jardins. Neste final de semana, passei em frente à simpática loja L´amour du vin, com uma vitrine convidativa de vinhos e resolvi xeretar.

A proprietária, Cristine, estava lá e contou, com seu agradável sotaque francês, que resolveu deixar o bistrô de lado - olhou para cima como quem quer dizer “ah… dá muito trabalho manter um restaurante, sabe?”. “Alor”, ela continua com a importação direta e o bar de vinhos. Jantares com harmonização de pratos tradicionais da culinária francesa e vinhos serão feitos para grupos agendados (petit comitée).

A parte da loja já está funcionando. Já é possível escolher entre mais de 100 rótulos de diversas regiões da França com alguns preços acessíveis, começando na faixa de 30 a 45 reais. Se o cliente estiver ‘atacado’ e pedir uma caixa com seis garrafas, o preço cai em cerca de 20%.

Como a loja está em fase ‘beta’, o bar de vinhos ainda não ficou pronto, mas recomendo a visita. Você pode degustar vinhos em taça acompanhados de ótimos queijos franceses. Um programa bem quentinho para as noites frias de São Paulo.

L´amour du Vin - Rua Padre João Manoel, 964, Jardins - São Paulo. Tel: (11) 3086-1918

Guiozão e tempulá

Abril 28, 2007

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Logo ao sair da estação Liberdade do metrô aquela mãozinha de fumaça do desenho do Pica-Pau já lhe conduz ao lado direito onde estão as barraquinhas de mil frituras orientais na Feira da Liberdade. Fui em um sábado e peguei a versão mais compacta. Dizem que aos Domingos é uma loucura.

Comece pela barraca da ponta da Rua dos Estudantes. Lá, a família Nakamura prepara deliciosos guiozas grelhados na hora com diversas opções de molhos para acompanhar. O guiozão vale por dois e custa 2,50 reais. Já valeu o passeio.

Depois do guioza, não há como escapar das frituras. Entre espetinhos de camarões médios e graúdos, bolinhos de peixe e até codorna resolvi provar o “tempulá”, como disse o Sr. Lei ao me entregar o disco de massa frita com alguns camarões encrustrados. Da próxima acho que vou de bolinho de peixe ou do rolão primavera que eles servem lá.

O almoço foi devidamente fechado na premiada pastelaria Yoka - oito vezes entre as melhores da cidade segundo a Veja São Paulo. As opções de recheio são convidativas, mas eu estava no espírito japa girl e deixei o pastel de carne com ovo para outro dia. Fui de tofu, shimeji e cebolinha. Não sei se era muita fritura de uma vez só, se o recheio estava farto demais ou se eu devia deixar de inventar moda, mas não deu para terminar. Estava gostoso, mas percebi que meu amor pelo tofu não é tão grande assim.

Doce de feijão é outra coisa que requer amor. Os mercadinhos próximos à feira estão cheios deles. No fim das contas ainda não provei o tal doce, mas sei que o resultado é amar ou odiar. No mercado Oriental acabei comprando chá verde com arroz torrado “não é pra comer o arroz não, mas o gosto é melhor. Eu tomo sempre”, explicou a dona do estabelecimento. O suco de lichia (2,50 reais a latinha) tem gosto de lichia mesmo. Incrível.

E a famosa padaria Ikitiri, com seu bandeijão de doces e o suco de ‘sagu’? Fica para a próxima. Eles já ficaram famosos demais (rs). O lugar estava lotado e não me deixaram tirar fotos dos pães. Poxa… os doces estavam tão a vontade. Fiz duas na teimosia. Chilikitiri!

E por falar em Liberdade, vou entrar de férias. Em breve espero ter novidades do Braun Café Internacional (diretamente do cibercafééé!).

Yoka - Rua dos Estudantes, 37 - Liberdade (SP). Tel: 3207-1795.
Comércio de Comestíveis Oriental - Rua dos Estudantes, 38 Liberdade (SP). Tel: 3209-8830

Basilicata é cosa nostra!

Março 18, 2007

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Domingo pra mim é dia de massa. Especialmente agora que o outono começou a dar as caras em São Paulo. Fala a verdade se não é uma delícia comer aquele spaguetti ao sugo acompanhado de um bom pão italiano? E ele vai bem antes do almoço, com manteiga ou antepastos, e até depois para não desperdiçar o molho que ficou no prato.

Em busca de um bom pão italiano - é… porque o que vejo nos hipermercados é dureza - finalmente, neste domingo, dei uma passada na Loja Basilicata, no bairro do Bixiga.

Bem que a Kay e o Mau falavam: “Tem uma fornada por volta do meio dia”. Cheguei 12h20 e fiquei maravilhada. Na entrada, um provolone gigante já impõe respeito. A Basilicata é lugar de tradição.

E nada mais tradicional do que ver muita gente falando alto na mercearia, me pedindo licença enquanto eu atrapalhava o trânsito empolgada tirando fotos, e um senhor, provavelmente italiano, falando da vida com o caixa na hora de pagar seu pão.

Depois de passar por variedades de massas, vinhos, queijos e antepastos mil, chegue no balcão e peça o seu pão italiano. Meu! Por 3,80 reais o seu domingo ficará muito mais paulistano.

Bom… isso se você conseguir entrar e sair de lá só comprando um pão. Eu não resisti e peguei um pedaço do pão de calabresa, que estava lindo e… sensacional. Da próxima compro o inteiro, que sai por 9 reais. Não vou nem falar do balcão de doces, que inclui lindos canollis.

P.S.: O pão italiano acompanhou um spaguetti à bolonhesa. Experimente refogar os temperos com pedacinhos de bacon e depois adicionar a carne moída, antes do molho. Fica outra coisa belo.

Basilicata - Rua Treze de Maio, 614 - Centro. Tel. (11) 3289-3111 Todos os dias das 7h às 20h. Domingo até 14h.

Soda rimonada, né?

Março 11, 2007

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Na loja Comercial Marukai, que vende o Calpis (toast abaixo) na Liberdade, por 5,50 reais você pode experimentar Ramune, a verdadeira soda pop.

Leve e doce, este refrigerante foi criado no Japão em 1876 e hoje é vendido até em garrafinhas de diversos formatos e marcas por lá. O nome é uma derivação do inglês ‘lemonade’, que deve ter virado ‘remonade’ até chegar em ‘ramunê’.

Mais do que o sabor, a graça está na embalagem toda invocada. No lugar da tampinha de metal, o gás do refrigerante é preservado por uma esfera de vidro. Ao tirar o lacre e pressionar a tampa, a bolinha entra na garrafa e você bebe sua ’soda rimonada, né?’

Leia atentamente as instruções antes de abrir a simpática garrafinha azul da marca Shirakiku e divirta-se com o humor involuntário da tradução. “For even more delicious this drink chill before open”. É soda…

Comercial Marukai - Rua Galvão Bueno, 34 - Liberdade (SP). Tel: (11) 3341-3350. Sábado das 8h às 20h.