Por Jordana Viotto*


(Docentes & Decentes: o melhor feijão verde de Fortaleza)

Desde que voltei de Fortaleza, onde passei uma semana de férias em fevereiro, pensar nas palavras “feijão” e “verde”, nessa seqüência, é suficiente para fazer meu estômago roncar. O feijão verde, o caranguejo e, claro, peixes e frutos do mar, são os pratos mais típicos da região. Mas de todos esses, o feijão verde é absolutamente imperdível.

O melhor preparo da cidade é o do Docentes & Decentes, um local simples, com um atendimento legal, preços honestos e pratos perfeitamente preparados. O restaurante fica numa das principais avenidas de Fortaleza e serve o feijão verde em um caldeirãozinho de ferro misturado num creme feito de nata e queijo coalho. 

O pessoal de lá diz que o Docentes usa ingredientes “secretos” - dizem eles que nem os mais talentosos na cozinha conseguem fazer a receita ficar igualzinha se feita em casa. A mistura chega à mesa fervendo e serve duas pessoas. Fiquei quase viciada nessa delícia, tanto que quase todos os dias, durante uma semana, eu dava um jeito de passar por lá.


(50 Sabores: experimente antes de escolher)

A sobremesa era geralmente na Sorveteria 50 Sabores (foto acima). Além dos clássicos como flocos, chocolate, morango e côco, o local serve sorvetes exóticos como os de tapioca, doce de leite, bacuri, sirigüela e caipirinha.

Decisão difícil, mas para mim, que adoro doce, o de tapioca era perfeito. Também adorei o de doce de leite flocado e me surpreendi com o de caipirinha - o sabor é bastante parecido com o da bebida. E a melhor parte? A placa que convida a todos a experimentar “quantos sabores quiser” antes de escolher.

Docentes & Decentes - Avenida Santos Dumont, 6180 - Fortaleza (CE). Tel: (85) 3265-3267   

Sorveteria 50 sabores - Av. Beira Mar, 4690 - Fortaleza (CE). Tel: (85) 3263-1714

*Jordana Viotto é jornalista de tecnologia, cultura e sempre conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.

Caminho para a Índia

Abril 20, 2008


(O delicioso caminho para a Índia, do lado de casa. Foto: Divulgação)

Nem sempre é fácil fazer um pedido em três pessoas, especialmente diante do vasto cardápio de um restaurante indiano. Há algumas semanas estive no meu vizinho, o Tandoor, com duas amigas e fizemos o que eu chamo de pedido perfeito. Todas ficaram muito satisfeitas e sobrou apenas a boa lembrança para contar a história.

Tandoor é um forno côncavo feito com um barro especial do Norte da Índia onde são preparadas carnes assadas no espeto ou o naan, um pão achatado como o sírio, assado nas bordas do forno. Ele é servido quente, bem macio e seu sabor levemente adocicado casa muito bem com molhos chutney, de iogurte com hortelã, de tamarindo e outros servidos de entrada. Você pode variar pedindo o naan de alho, mas não dispense os molhinhos.


(Frango e naan: especialidades do forno de barro. Foto: divulgação)

Para beber, se não estiver a fim de um chardonnay ou de uma cerveja leve, que harmonizam muito bem com a temperada comida indiana, peça o Lassi - yogurte batido com groselha que leva essência de rosas e que tembém tem uma versão batida com sal. Quem já esteve na Índia recomenda o yogurte para rebater os efeitos dos inevitáveis pratos apimentados de lá. Nós pedimos o Sherbet, refresco simples com a groselha vitaminada indiana.

Degustando o naan fica mais fácil estudar o cardápio de um restaurante indiano. Digo estudar mesmo porque você se depara com praticamente todas as carnes, peixes e vegetais preparados das mais variadas formas e de difícil pronúncia. Escolhemos o Saagwala Gosht (carneiro cozido em purê de espinafre, tomate e gengibre), o Vegetable Curry Mix (vegetais ao molho curry), uma porção de arroz branco e o Murg Tikka Masala (cubos de frango lentamente assados no tandoor com cebola e especiarias).


(Entrada do Tandoor, bom preço e ótima comida. Foto: divulgação)

O “lentamente assados” nos custou uma espera maior do que a habitual, mas valeu a pena. Os cubos de peito de frango com cebola estavam tenros e deliciosos, como todo o pedido. Para arrematar pedimos uma porção de Kesari pullao, o arroz, desta vez com especiarias - o vermelho intenso e o consequente sabor dão mais graça ao acompanhamento.

O pedido não tinha nada apimentado, mas quem quiser arriscar já encontra a sinalização dos picantes no cardápio. Ao final da refeição, o trio ficou satisfeito. Reparei que, apesar dos temperos fortes, a comida era leve e não me deixou com azia, como já aconteceu no querido Gopala Prasada, popular vegeta-indiano da cidade. Prefiro sair do restaurante com lembranças da Ásia, com ’s’.

A conta do banquete foi justa: R$ 40 por pessoa. Pulamos a sobremesa e não pedimos bebidas alcóolicas, mas o preço é inferior ao de concorrentes como o Govinda ou o Ganesh. E quem trabalha pelas redondezas ainda pode pagar menos. No almoço, durante a semana, das 12h às 15h (exceto nos feriados) é servido um buffet das especialidades, que custa R$ 20 por pessoa.

Tandoor - Rua Dr. Rafael de Barros, 408, Paraíso. São Paulo. Tel: (11) 3885-9470.

O bobo e o cordeiro

Fevereiro 9, 2008

Por Ronaldo Miranda*

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Em São Paulo - e talvez em outros lugares do Brasil - é comum que um restaurante [bar, discoteca, padaria] abra caprichando na cozinha, fazendo um baita sucesso, e depois fique “sob nova direção”, desgovernando tudo. Quantas vezes você ouviu essa história? Mas a vida é cíclica, e nem todas as histórias de amor terminal mal, como na canção dos Les Rita Mitsouko. Quer conhecer outra história?

O Café Gardênia abriu como um restaurante esperto, com pratos variados e nem tão caro assim. O espaço era bacana, com direto uma mesa de centro e sofás, onde apreciadores de charutos afrouxavam a gravata para o happy hour com conhaque. A localização, perfeita, ao lado da Fnac Pinheiros, ideal para um café folheando as novas aquisições.

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Mas um dia de repente, o que era flor murchou, e os charutos, nem sinal de fumaça. As mesas ficaram vazias, e o preço, por incrível que pareça, subiu. Incompreensível.O tempo passou e num feriado desses em que tudo está fechado, acabei indo parar no Café Gardênia para almoçar.

A primeira diferença é que estava cheio de gente, como nos velhos tempos. Imaginei que fosse por causa do feriado, mas como havia mesa livre e a fome apertava, ali fiquei.

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O cardápio aparentemente era do mesmo tipo, com a chamada cozinha internacional de lugares frufru, tipo risotto de rúcula com lingüiça, essas coisas, mas havia um grande destaque para os pratos com cordeiro, e acompanhando o movimento dos garçons percebi que o lance era pedir a paleta do mesmo; não do garçon, óbvio, mas a Paleta de Cordeiro.

Para não parecer um carnívoro radical, pedi uma salada Parma, com rúcula, presunto [tá bem, um carnívoro radical], parmesão e peras secas. As fotos dizem tudo.

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Vale ressaltar que a pedida acima dá pra três pessoas, o que se resume a uns 25 reais per capita. Sem a bebida e o serviço, claro. Mas considerando que a carne é ótima, a salada fresquinha e, afinal, estamos em São Paulo, é até razoável.

É isso, minha gente, corra ao Gardênia antes que mudem de direção novamente.

Café Gardênia - Praça do Omaguás, 110, Pinheiros – São Paulo. Tel: (11) 3815-9247

PS: Outra pedida, já que voltei lá outras vezes depois da paleta de cordeiro, é o Gravlax, um sanduíche escandinavo feito com salmão marinado em molho de mostarda no pão preto.

*Ronaldo Miranda é designer, bom garfo e autor das tiradas do Blog do Ronaldo. Não perca seu ó toatst “Terra à vista“ sobre os pratos portugueses da Padaria Aracajú.

Chope família

Fevereiro 5, 2008

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Desde criança minha referência de boa comida alemã é o Restaurante Windhuck, em Moema. Estive lá recentemente em família e matei as saudades de algumas delícias como a porção de canapés de rosbife.

A combinação da carne rosada e muito macia no pão preto caseiro com meia rodela de tomate e maionese é perfeita quando acompanhada do levíssimo e bem tirado chope Antartica, que apelidamos de ‘chope família’.

O canapé é muito bom, mas peça meia porção. Guarde espaço para as especialidades da casa como o kassler frito com batatas sauté e repolho roxo - meu favorito - ou o tradicional Schlachplatte, que é um mix de clássicos, incluindo kassler, joelho de porco, salsichas, chouriço e chucrute.

A saborosa truta com molho de manteiga e batatas, ou legumes, também é uma boa pedida. O peixe chega inteiro à mesa e o garçom mostra sua habilidade retirando rapidamente a pele e a espinha. Se estiver indeciso diante do variado cardápio basta ver a performance em uma mesa próxima e sentir o aroma da manteiga para se resolver.

No almoço, o Winduck ainda oferece opções adicionais como um ótimo strogonoff acompanhado de arroz e purê de batatas. Quando era criança costumava dizer que o prato vinha em uma tigela mágica. Parecia uma porção pequena, mas nunca acabava. Os pratos, em geral, são muito bem servidos para duas ou até três pessoas.

Reserve mais um espacinho para provar o strudel envolto em uma massa bem fina. E não deixe de pedir seu pedaço com o chantilli caseiro, que é divino.

Para quem quiser ficar só nos petiscos e no chope família, recomendo o beef tartar - também preparado na mesa - e as porções mistas de salsichas. Pena que a casa ainda não tenha investido em mostardas mais variadas para acompanhar. Por enquanto, os clientes só encontram duas opções (escura e tradicional) da marca Hemmer.

Restaurante Windhuck - Alameda dos Arapanés, 1.400 , Moema - São Paulo. Tel: (11) 5044-2040. E-mail: armazemdoalemao@windhuk.com.br

Vem kafta!

Janeiro 27, 2008

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Quando você começa a achar que conhece a quatroscentona cidade de São Paulo, onde nasceu e sempre morou, ela te surpreende. O bairro do Pari é uma dessas boas revelações.

Recentemente, o Miguel agitou um almoço no Carlinhos Restaurante, especializado em carnes grelhadas e na culinária armênia, que fica neste bairro pouco explorado da zona Norte da cidade. E então percebi porque Miguelito fez um especial sobre as delícias do Pari na Vejinha.

Nosso anfitrião e habitué do Carlinhos fez os pedidos. Só nos preocupamos em degustar as maravilhas da culinária armênia e muitos goles da leve Cerveja Therezópolis, fabricada na região serrana do Rio de Janeiro.

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Se você acha que a cozinha armênia não difere muito da libanesa, espere até provar o arais - pão sírio na chapa recheado com carne moída bem temperadinha. Não tem uma mesa que não peça arais de entrada. A porção com quatro pedaços custa R$ 4,50.

Outra boa pedida é o basturmá, carne de boi curada com especiarias. Este tipo de ‘pastrami armênio’ é servido simples ou, como provamos, com ovos fritos de gema mole, que é uma delícia e sai por R$ 9,50. Matei a fome e a curiosidade.

O tabule, bem molhadinho e mais para o ponto do vinagrete, é o acompanhamento perfeito para a kafta… ah… a kafta. A versão do Carlinhos é bem gordinha, com tempero na medida e grelhada ao ponto. Com certeza, a melhor que eu já comi.

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O pessoal da mesa gostou tanto que se empolgou. Pedimos 14 kaftas.

O pedido até gerou dúvida na cozinha. “São 14 kaftas mesmo?”, indagou uma das cozinheiras. Fui perguntar ao simpático Carlinhos se não era exagero, mas ele olhou para a mesa com mais de dez pessoas e me tranquilizou.

Carlinhos estava certo. Não sobrou uma kafta para contar a história, nem para fazer a foto.

Carlinhos Restaurante - Rua Rio Bonito, 1641, Pari - São Paulo. Tel: (11) 3315-9474

Negócio da China

Janeiro 22, 2008

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(Camarão ao alho: 25 reais)

Quer conhecer um restaurante chinês de verdade? E que tal comer uma ótima comida e gastar menos do que em um box delivery? Então anote esse nome: Chi Fu.

Estive lá no ano passado e foi uma diversão. “O lugar é bem simples”, alertaram os amigos Marcelo e Bia, que descobriram o restaurante escondido na Praça Carlos Gomes, na Liberdade. “As garçonetes não falam português direito”, avisaram. “Mas a comida é uma delícia e é barato”. Isso já era suficiente para aguçar a curiosidade e a fome.

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(Salão principal do Chi Fu: toalha de plástico e comida de verdade)

A rua deserta em um domingo à noite me lembrava o filme “Aventureiros do Bairro Proibido”, com o Kurt Russel. Ao entrar no amplo salão, logo vi, ao fundo, muitos chineses falando alto e comendo na tradicional mesa redonda com tábua giratória e toalha de plástico. A aventura estava começando.

O cardápio - listas e listas de todos o tipos de carne, com todos os tipos de legumes - traz desde o tradicional “Ninja (brócolis) com carne” até opções inusitadas ou mal traduzidas. “Ínguia”, “Rã frito” e “Capim dois tipos” ficaram para a próxima.

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(Pratos simples, frescos e muito bem servidos)

Desta vez, pedimos ninja; o arroz shop suey, que é uma loucura; a pescada cozida com legumes e gengibre (descobri só depois de comer, que aquele pedação de gengibre não era batata fatiada); e uma bela porção de camarões ao alho e cebolinha, que custava apenas 25 reais.

Enquanto esperava o pedido, fui dar um rolê para fazer reconhecimento do local. A mesa dos chineses estava animada. Brincavam de algum jogo com as mãos e gritavam “Xô! Xô!”, ou algo assim. Descobri outro salão ao fundo, quase tão grande quanto o principal, enquanto era atropelada pelo zigue-zague dos pedidos chegando às mesas, muito bem servidos por sinal.

chifuconta.jpgLogo atrás do balcão, tanques reservam peixes que logo vão entrar na neurótica linha de produção. Saí fotografando tudo até que o chinês do balcão me interrompeu no caminho da cozinha. Ele não falava português, mas saquei que não rolava o tradicional “visite a nossa cozinha” por lá.

A garçonete, segundo os amigos que me levaram, já tinha feito um upgrade e entendia melhor o pedido em português. A anotação e a conta, no entanto, eram feitos em ideogramas mesmo.

Só tive problemas com a cerveja. A garrafa de Bohemia veio quase quente. “Você tem mais gelada?”, perguntei. “Só Bohemia”, respondeu a garçonete. “Mas vocês têm um balde de gelo?”, insisti. “Não. Bohemia”, respondeu. E então pedi Coca-Cola.

A comida estava uma delícia e valeu cada centavo (R$ 20 reais por pessoa). Na próxima aventura quero descobrir o que é o tal “Capim dois tipos”.

Restaurante Chi Fu - Praça Carlos Gomes, 168 - Liberdade - São Paulo. Tel: (11) 3104-2750

O suflê da boa lembrança

Janeiro 18, 2008

Por Luiz Minervino*

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(Suflê de queijo com alho-poró do Restaurante Marcel)

Sei que não estamos na época mais propícia do ano para falarmos de suflês, um prato típico francês, de forno, portanto pesado e aconselhável para dias frios.

Mas, para começar, devo dizer a vocês que sou um fanático seguidor da Associação da Boa Lembrança. O nome já diz quase tudo, mas a história merece ser contada com alguns detalhes.

Quando visitamos um lugar diferente, conhecemos alguém interessante ou assistimos a um filme genial, sempre guardamos um souvenir. Seja uma fotografia, um cartão ou um ticket usado. Por que não fazer isso quando degustamos um prato criativo e bem preparado?

A idéia é de Danio Braga, fundador e vice-presidente da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. Inspirado pelos costumes que trouxe da região onde nasceu, a Emilia Romagna, e de Parma, sua cidade natal, Danio resolveu estimular, aqui no Brasil, o hábito de se levar uma lembrança simpática depois de uma boa refeição. Aliás, mais do que um simples souvenir, o Prato da Boa Lembrança é uma peça de arte, digna de ser colecionada.

O modelo é muito similar ao da Unione Ristoranti Buon Ricordo, que anualmente lança um guia com todos os restaurantes que oferecem os pratos da boa lembrança na Itália. Hoje, os associados incluem restaurantes de outros países (Japão, Áustria, França e Luxemburgo).

A Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança conta hoje com dezenas de casas entre seus membros. Um número que tende a crescer dia após dia, seja pelo caráter ético do seu estatuto, seja pela nobre proposta de fazer com que ocasiões especiais façam parte da memória afetiva de uma infinidade de pessoas. Entrarei com mais detalhes sobre a associação num futuro post.

Numa das minhas várias idas ao site da associação para checar a chegada de novos pratos, vi que o bistrô Marcel tinha trocado sua receita. No mesmo dia, fui almoçar lá, sozinho mesmo, para aumentar minha coleção. O prato é o Suflê de Queijo Brie com Alho-Poró. Que coisa! Uma leveza como eu nunca tinha visto…

Costumo ir sempre no Marcel, restaurante tradicional francês, com quase 50 anos, especialista em suflês, mas onde prefiro pedir outros pratos típicos como o ótimo steak tartar, por achar o suflê um prato pesado. Por isso é oferecido em dois tamanhos.

Por que demorei tanto para provar os suflês??? Esse é sensacional, já que traduz exatamente seu nome – o queijo é bem percebido e o alho–poró não deixa que ele fique enjoativo.

Restaurante Marcel  - Rua da Consolação, 3.555, Jardins. Tel.: (11) 3064-3089. Rua Hans Oersted, 115,  Brooklin Novo - São Paulo. Tel: (11) 5505-2438.
Av. Hist. Raimundo Girão, 800, Praia de Iracema - Fortaleza. Tel: (85) 3219-7246 / 6767

*Luiz Minervino é economista e adorador da alta gastronomia. Poucos minutos após conhecer o Braun Café nos presenteou com este delicioso toast. Descobri que ele tem 42 pratos da Boa Lembrança! E eu que achava que meus nove já eram demais…

Terra à vista!

Janeiro 16, 2008

 Por Ronaldo Miranda*

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Nestes tempos em que se prega a melhor relação entre custo e benefício, é comum que tenhamos de fugir dos bairros centrais para comer bem gastando pouco. Claro que há exceções, assim como elas existem quando se diz que comida de padaria é ruim.

Então esse post se propõe a ir na contramão de todos esses dogmas, apresentando uma padaria central onde se come bem e barato. Bom, você poderia argumentar que é fácil encontrar padarias com bons sanduíches em São Paulo, mas estou falando de pratos, e particularmente, de bacalhau que, convenhamos, não é um bife com fritas.

Se você é amante da iguaria portuguesa, não pode deixar de experimentar uma das seis opções da Padaria Aracajú, localizada o coração de Higienópolis, um dos bairros mais nobres da capital paulistana.

Indicada pela mãe da minha namorada, cujo ISO alimentar passa sobrando os 9000, a Padaria Aracaju oferece porções generosas com preços entre R$ 19,50 e R$ 26,00, que dão fácil fácil para duas pessoas. Tudo podendo ser acompanhado por vinho da casa ou uma long neck geladinha.

As opções são Bacalhau à Zé do Pipo, com natas, à Liberdade, à Portuguesa, com broa e à Gomes de Sá.

Como debutantes no local, Fernanda e eu chegamos tarde e tivemos de experimentar [pela primeira vez] a única opção restante, que era o bacalhau com broa. Ele vem desfiado e gratinado, com cebolas, azeitonas, tomate e broa de milho. E vem acompanhado de batatas ao murro. Sobrou de embrulhar pra levar pra casa, e tenho que dizer que há muito não comia um bacalhau tão bom. E olha que já morei em Portugal.

aracaju02.jpgSe você, como eu, não quiser nem pensar em comida após essa esbórnia, sugiro que entre na padaria [sim, as mesas são na calçada] e leve para casa uns doces portugueses, que são vendidos por quilo em tamanho mini, sendo assim possível fazer um mix de tortinhas com amêndoas e os tradicionais pastéis de nata e toucinho do céu. Humm…

Para evitar a falta de algum desses pratos pode-se também encomendar o seu preferido, para comer in loco ou levar pro almoço de família. Basta telefonar com um dia de antecedência.

PS: Caso você não goste da culinária portuguesa, vi no balcão várias opções de pães recheados lindos lindos, e também uma variedade impressionante de doces árabes [!!!].

Padaria Aracajú - Rua Maranhão, 760 [esquina com a Aracajú] - São Paulo. Tel: (11) 3666-8857

*Ronaldo Miranda é designer, bom garfo e autor das tiradas do Blog do Ronaldo. A ele devo os primeiros ‘toasts’ que deram origem ao Braun Café.

Spaghetti de cacau

Janeiro 12, 2008

Você já se viciou um único prato de um restaurante e toda vez que volta ao lugar não consegue pedir outra coisa? Isso costuma me acontecer em alguns lugares. Fico com uma certa sensação de culpa por não explorar o cardápio, mas já sei que se mudar o pedido vou me arrepender depois. Então vamos eliminar a culpa porque ela não “harmoniza” com boa gastronomia.

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Acredito que muitos clientes do restaurante italiano Buttina não se sentem culpados em pedir “o de sempre”: spaghetti de cacau ao molho de mascarpone com pedaços de presunto parma. A Deca é um destes clientes e bem que me avisou.

Quando estive lá, no ano passado, entendi porque o prato já ocupa um lugarzinho de destaque no menu - atendendo a pedidos. A mistura de sabores do leve queijo mascarpone com o toque adocicado do spaghetti e o salgadinho do parma dão até “alegria de viver”. O prato é simples, perfeito e custa 29 reais.

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A entradinha de cortesia (cascas de legumes empanadas), além de criativa, é muito gostosa. E confesso que, antes de provar o famoso prato da casa, cheguei a me arrepender diante do filé mignon ao molho de azeitonas pretas com spaghetti de meu acompanhante. No entanto, o sabor não era tão incrível como a apresentação.

Concordo com o Josimar Melo quando ele critica a insistência da maioria dos restaurantes em servir o mignon no lugar de outros cortes mais saborosos. Fiquei feliz com meu spaghetti.

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Sinceramente, eu até comeria esse spaghetti em pé, na rua. O que importa é o que sai da cozinha e não a decoração, mas a casa que abriga o Buttina ainda oferece três ambientes muito agradáveis, boa carta de vinhos e bom atendimento. Você pode escolher entre o aconchegante salão da casa, na frente, o mezanino do moderno ambiente intermediário ou ainda sentar-se à sombra de uma jaboticabeira no quintal.

Quando voltar ao Buttina, seja para um jantar românico ou um descontraído almoço ao ar livre com os amigos, você pode até ‘brincar’ que está em um restaurante diferente, sem culpa de pedir “o de sempre”.

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Lavando pratos
Verifique sempre as formas de pagamento antes de ir a um bar ou restaurante pela primeira vez. O Buttina não aceita cartões Visa.

Na noite em que estive lá, um dos clientes foi pego de surpresa. A gerência foi bem compreensiva e disse que ele poderia voltar outro dia para pagar a conta. Excluindo o fato de que as outras mesas ficaram sabendo da situação, talvez por problemas de acústica ou descrição do atendimento, pelo menos a casa é simpática e não mandou o cliente lavar pratos.

Buttina - Rua João Moura, 976, Pinheiros (SP). Tel: (11) 3083-5991 /3088-6840

Très bien!

Janeiro 10, 2008

Por Jordana Viotto*

laperovaranda300.jpg O L’Aperô é um simpático bistrô que garante alguma tranqüilidade a quem quer fugir da agitada Mourato Coelho, na Vila Madalena.

São três ambientes: a varanda, o salão interno inferior e uma sala superior com sofás e paredes coloridas, no estilo Mondrian.

A casa serve carnes, saladas, quiches e otras cositas mas.

Os ogros de plantão, que perguntam “cadê a comida” na frente de um prato de folhas, que me perdoem, mas vale sentar numa das mesinhas da varanda pelo menu de saladas da casa.

A base delas é o tomate, a alface e aquelas batatinhas francesas (agora me foge o nome) bem crocantes.

Elas vêm com queijo ralado e temperadas com aceto balsâmico. Provei uma com endívias, queijo roquefort, maçã e nozes que é uma loucura.

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Para acompanhar, a casa tem uma carta de vinhos interessante (franceses, claro), mas num dia de calor, a cerveja de garrafa que chega trincando também cai perfeitamente.

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L’Aperô - Rua Mourato Coelho, 1343 - Vila Madalena Tel: 3814-2445

*Jordana Viotto é jornalista de tecnologia, cultura e agora conta ao Braun Café suas descobertas sobre as delícias da vida.